<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256</id><updated>2012-01-16T21:02:17.440-02:00</updated><title type='text'>Blog do TESTA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-8450333523344967647</id><published>2012-01-16T21:01:00.000-02:00</published><updated>2012-01-16T21:02:17.447-02:00</updated><title type='text'>   GESTÃO POR COMPETÊNCIAS</title><content type='html'>Uma das questões mais importantes no atual mundo dos negócios corporativos é a da Gestão por Competências. Essa discussão é recente e está crescendo tanto no universo acadêmico, quanto no âmbito interno das corporações, públicas e privadas. As recentes transformações decorrentes das inovações tecnológicas, das novas demandas ambientais e consequentes alterações comportamentais, em todos os níveis da sociedade, nos remetem a uma mudança de paradigma. Isto significa que a maior parte dos procedimentos gerenciais que dirigiram as organizações até o presente, não garante sucesso futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           As mudanças acontecem estruturalmente e faz com que as organizações se adaptem com uma velocidade muito grande, requerendo um nível acentuado de flexibilidade, que pode ser traduzido na capacidade de adaptação às novas demandas. Essas condições exigem redirecionamento de foco por parte das pessoas e das organizações. O novo ambiente competitivo já não consegue incorporar modelos comportamentais e gerenciais reativos, baseados na tradição histórica e em condições de atuação  mais amenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Os modelos tradicionais de gestão organizacional e pessoal baseavam-se em paradigmas lineares e no crescimento contínuo; quando aconteciam mudanças, eram gerenciadas  com base no conhecimento acumulado e aplicado conforme expectativas do mercado. &lt;br /&gt; Atualmente, as pessoas precisam  e as organizações precisam criar novos modelos e formas de aplicação de saberes que não são desenvolvidos por intermédio dos sistemas formais de ensino; ao contrário,  o conhecimento demandado está numa síntese das várias inteligências humanas, do acúmulo de experiências de vida e de todo saber aplicado em novas tecnologias, para formatação de produtos e serviços competitivos. &lt;br /&gt;Essas inovações são disponibilizadas ao mercado de consumo com o objetivo de atender necessidades individualizadas e sofisticadas, conforme o gosto, a necessidade e as condições de cada consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        No que se refere ao sucesso das organizações, que visam resultados e deles dependem para sobreviver em ambientes hipercompetitivos, a questão humana é decisiva. Nunca foi tão importante a convergência de expectativas individuais  e organizacionais, ou seja: o problema do gerenciamento de pessoas no âmbito interno às organizações é estratégico e precisa ser administrado de forma a valorizar todos os aspectos que possam alavancar negócios. É muito difícil gerenciar esses novos aspectos, mas as organizações que investirem na criatividade, no reposicionamento de valores de sua cultura, na motivação para o sucesso, de forma a permitir que as pessoas possam ver no sucesso organizacional o seu próprio sucesso, seguramente, serão líderes nesse novo ambiente de negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Gestão por Competências está diretamente vinculada aos novos desafios e negócios da organização/empresa. Primeiro é preciso definir ou redefinir o negócio da organização/empresa, que públicos pretende atender, que relacionamento quer desenvolver com sua clientela; com que velocidade e que quantum de valor agregado pretende competir em cada mercado. Após essas definições necessita definir o perfil humano/organizacional e preparar seu pessoal para apresentar as competências essenciais e vitais para o sucesso organizacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esse é um momento muito interessante no ambiente de negócios, pois mais do que em outros períodos, os valores organizacionais, precisam ser transformados em valores individuais, para reforçar a cultura organizacional e motivar o indivíduo, convergindo o objetivo profissional com a missão organizacional.&lt;br /&gt;O imperativo da flexibilidade organizacional está diretamente vinculado ao processo de Gestão por Competências e isso revela um aspecto inovador no ambiente de trabalho: as relações humanas tendem a ser gerenciadas para a produção de resultados, por meio da ação de equipes interdisciplinares que atuarão em ambientes diversos, sob diferentes formas relacionais e submetidas a regras de poder bem definidas e diferenciadas. Esse ambiente é fascinante porque desafia a inteligência humana a desenvolver mecanismos gerenciais e formas relacionais mais proativas e enriquecedoras, em todos os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na área pública, a problemática da Gestão por Competências é crítica e tende a se tornar mais grave se não houver uma mudança de paradigma gerencial. As interferências políticas, o fisiologismo e o clientelismo têm sido componentes de uma síndrome do fracasso gerencial público no Brasil. Sobretudo em empresas públicas que atuam em setores estratégicos da economia, nas quais deveriam prevalecer aspectos técnicos no planejamento e na gestão, essas características são marcantes e estão subordinadas à lógica do “aparelhamento do Estado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sabe-se que todas as mudanças nas relações das empresas com a sociedade deveriam, pelo menos essa é a expectativa mais incisiva, convergir para o melhoramento da qualidade dos serviços prestados. Isso poderia proporcionar uma interação mais profunda com a sociedade e dinamizar a democracia, no que tange a direitos e deveres, minimizando o clientelismo e fortalecendo aspectos profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Essa nova realidade exige alterações no comando das organizações e no foco estratégico da ação pública, por isso é vital às organizações estatais fazerem uma reflexão sobre a problemática da Gestão por Competências e valorizar a capacitação, a disposição para a ação proativa, o comprometimento com o bem comum e o sucesso organizacional. Uma nova cidadania poderá ser construída, a partir da interação mais profunda e comprometida entre empresa e sociedade, exigindo das pessoas um nível de comprometimento mais rigoroso e um projeto de vida que passe pelo interesse social. Esse é o desafio maior da Gestão por Competências: promover o bem comum e valorizar o cidadão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-8450333523344967647?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/8450333523344967647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=8450333523344967647&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8450333523344967647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8450333523344967647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2012/01/gestao-por-competencias.html' title='&lt;strong&gt;   GESTÃO POR COMPETÊNCIAS&lt;/strong&gt;'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-7657329110156340267</id><published>2011-09-21T16:53:00.004-03:00</published><updated>2011-10-27T13:09:26.972-02:00</updated><title type='text'>ANÁLISE  DO PROCESSO DE REGULAMENTAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO DE INTERESSES (LOBBY) NO BRASIL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A REPRESENTAÇÃO DE INTERESSES DIVERSOS NO ÂMBITO DO PARLAMENTO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante esclarecer que a defesa legítima de interesses sociais, políticos e econômicos, não pode ser confundida com tráfico de influência ou corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que as modernas sociedades complexas se organizam em torno dos mais variados estilos de vida, que dão identidade própria a grupos sociais específicos e também a grupos políticos e econômicos que, para viabilizarem seus interesses legítimos junto àqueles que legislam e regulamentam o funcionamento de setores da economia e da sociedade, mediante a elaboração e a aplicação de leis, se organizam e exercitam o democrático direito de pressionar os sistemas de governo para viabilizarem seus interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente a partir da articulação desses interesses diversos que a negociação se estabelece nos vários ambientes políticos , para estabelecer o consenso e promover o equilíbrio sistêmico, ainda que circunstancial, entre seus componentes .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente o entendimento dessa dinâmica exige rigor analítico e capacidade de compreensão das mais variadas motivações individuais e coletivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma democracia se consolida em decorrência do embate legítimo entre forças sociais, políticas, culturais e econômicas, buscando estabelecer o consenso, mediante a negociação política;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornando o sistema político mais flexível e ajustável às demandas sociais e à pressão política exercida pelas organizações que representam interesses sociais diversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aprofundamento da democracia exige, de cada agente envolvido nas disputas, prévio conhecimento das regras de funcionamento e do processo decisório, que se baseia, antes de tudo, no acompanhamento das negociações em todas as esferas de governo. Mas o parlamento é o mais transparente, mais fiscalizado e também o mais adequado para iniciar as discussões em torno da governabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente nesse momento que a sociedade e o estado começam as negociações para definir regras de funcionamento dos mais variados setores econômicos e estabelecem normas para o entendimento entre os diferentes grupos sociais, produzindo uma dinâmica relacional democrática, na qual os conflitos sociais tendem a se diluir em torno do consenso e do entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entender que interesses dos mais diversos setores da sociedade precisam ser representados legítima e abertamente é aceitar, antes de tudo, conviver com representantes de interesses contraditórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é inerente à cultura democrática e é, acima de tudo, salutar para todos, democratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, é necessária a regulamentação de ações organizadas em torno de interesses privados, para promover o bem comum. O bem estar coletivo depende do adequado funcionamento das instâncias defensoras de interesses públicos e privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente com a regulamentação dessas ações será possível conter o tráfico de influência e a nociva ação corporativista, que tanto desequilíbrio social causa. Ao analisarmos o processo de intermediação de interesses em outros países, constatamos que muitos já regulamentaram essa atividade. Segundo informações da própria Associação Brasileira De Comunicação Empresarial - ABERJE, na palavra de seu ex-presidente, o prof. Paulo Nassar, “EUA, União Européia e parte da América Latina têm mecanismos reguladores da atividade de lobby. Mas o Brasil, ainda não tem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lobby nos EUA tem a Federal Regulation of Lobbying Act of 1946, que o regulamenta. Essa lei foi atualizada em 1995 em conseqüência de uma grande crise ética, que envolveu alguns membros e vários funcionários do congresso e do executivo norte americano. Além da lei federal, cada estado e muitos municípios têm legislações próprias, que dão transparência às relações com o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA, a profissão de lobista é regulamentada e quem faz lobby têm que seguir regras específicas, para se relacionar com parlamentares. Os lobistas cumprem o que manda a lei: informam ao senado ou à câmara sobre suas atividades, gastos e projetos que tentaram influenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A União Européia discutiu em profundidade a atividade de lobby e adotou príncipios gerais para a conduta dos lobistas. Em 2006, introduziu o “Green Paper on a European Transparency Initiative”, oferecendo mais transparência e regras definidas para os 15 mil lobistas, ONGs e outros grupos que pretendiam influenciar os decisores na União Européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o tema foi debatido amplamente em audiências públicas. Na América Latina, alguns de nossos vizinhos como Argentina, Chile, México, Colômbia, México e Peru têm leis de lobby ou de ética pública. O Brasil precisa colocar entre suas prioridades a regulamentação do lobby, de forma a atingir toda a administração pública federal, executivo, agências reguladoras, estatais, legislativo e judiciário, que deverá ser parâmetro para ser aplicado aos estados, capitais e municípios diferenciadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regulamentação deverá abranger os setores públicos e privados, o terceiro setor, os sindicatos, as associações, as confederações, as empresas, as consultorias, etc. O fundamental é que, pela regulamentação, se possa identificar quem representa quem, quais são os interesses em jogo no processo de elaboração das políticas públicas e identificar se existe ou não abuso de poder, e garantir o controle e a transparência dos gastos diretos e indiretos envolvidos nesse trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lobby só existe em democracias! São atividades legítimas, lícitas e necessárias. Quando bem exercidas, fortalecem os sistemas democráticos de governança e governabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão sobre a regulamentação da atividade do lobby no Brasil tem ocorrido esparsamente, não obstante a sua real necessidade de formalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciativas pioneiras como a do ex-Senador Marco Maciel que, ainda em 1990, propôs e aprovou no Senado, o projeto de lei no. 203/90, com o objetivo de estabelecer exigências simples como registro, a prestação de contas à receita federal e disciplinar o desenvolvimento das atividades de intermediação de interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessa proposta, tramita na câmara dos deputados o projeto de lei no. 1207/07, do deputado federal Carlos Zaratini, desde 2008, quando foi aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi realizado, no âmbito da controladoria geral da união, seminário para promover o debate sobre a criação de regras e limites para a prática do lobby, a partir dos modelos já existentes em alguns países e de propostas contidas em diversos projetos de lei sobre o assunto que tramitam no congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regulamentação do lobby pressupõe a discussão de algumas questões fundamentais: quais as atividades configuram esse tipo de atividade e seus limites éticos; até que ponto o lobby é legítimo e quando se torna ato ilícito; quem deve ser considerado lobista e qual o papel de grupos de interesse, sindicatos, organizações não governamentais, associações, conselhos profissionais, partidos políticos, escritórios de advocacia, empresas, atores internacionais e indivíduos; qual deve ser o nível de transparência do lobby, bem como o registro e o controle dessa atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a opinião do ministro chefe da CGU, Dr. Jorge Hage, a pior maneira de tratar o lobby é fazer de conta que ele não existe: “isso acaba por transformar o lobby em atividade clandestina, que se desenvolve nas sombras, e acaba descambando para o campo do ilícito, aparecendo apenas em sua forma criminosa, captada nas interceptações telefônicas da investigação policial”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministro Hage enfatiza que é preciso mudar essa atuação e regulamentar a atividade, de modo que ela se desenvolva às claras, com toda a transparência possível e dentro de regras e limites do conhecimento de todos. Isto porque se o lobby é a defesa de interesses, faz parte do jogo democrático, desde que obedeça a regras iguais para todos, de conhecimento de todos, e que respeite limites éticos, também do conhecimento público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o mérito da questão da regulamentação é fundamental entender a relação do parlamentar com a sociedade e seus agentes políticos e econômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O parlamentar, no exercício pleno de seu mandato, necessita ouvir não apenas seus eleitores. Mas, para melhor atender seu eleitorado, precisa apreender a essência das disputas de interesses que interferem no processo decisório e cujos resultados podem beneficiar ou prejudicar interesses para o qual foi eleito, que são os compromissos com sua sociedade e seu estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir a sociedade com competência política e gerencial requer do eleitorado um nível organizacional crescente. Para tanto, surgem as mais variadas organizações e movimentos sociais, políticos e até econômicos que pressionam o parlamentar para decidir de forma, se não a beneficiar, não prejudicar seus interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um relacionamento muitas vezes difícil e tenso, exigindo do parlamentar uma postura republicana, profissional e transparente. Ou seja, sua posição deve ser clara e conhecida sobre os mais variados temas com os quais seu mandato o obriga a tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, regulamentar a atividade legítima do lobby é uma exigência que o próprio amadurecimento do sistema político brasileiro apresenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é urgente que o congresso delibere sobre isso, para acompanhar a dinâmica da economia e não ficar defasado e nem frustrar a sociedade, que tanto anseia por um desempenho do parlamento compatível com suas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, é preciso considerar a impossibilidade de o parlamentar ouvir todos os cidadãos individualmente, não obstante o poder das redes sociais e o esforço que faz para se manter conectado com seu eleitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para a decisão sobre seu posicionamento político relativo às mobilizações sociais organizadas é preciso se relacionar com representantes profissionais e competentes, para esclarecer sobre os interesses que representa e seu impacto no processo decisório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de todo esse arrazoado em torno de tão relevante tema, que nos remete a uma profunda reflexão sobre as relações entre os interesses público e privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as questões centrais da cidadania numa democracia participativa e atuante como a que vivenciamos no Brasil, é fundamental que aprofundemos essa discussão sobre a regulamentação da representação de interesses (lobby) no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente assim poderemos construir uma sociedade mais fraterna e igualitária, no que se refere a direitos e deveres, além do acesso às benesses que a economia pode gerar e a política distribuir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-7657329110156340267?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/7657329110156340267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=7657329110156340267&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7657329110156340267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7657329110156340267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2011/09/analise-do-processo-de-regulamentacao.html' title='&lt;strong&gt;ANÁLISE  DO PROCESSO DE REGULAMENTAÇÃO DA REPRESENTAÇÃO DE INTERESSES (LOBBY) NO BRASIL&lt;/strong&gt;'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-3981460214344453747</id><published>2011-08-23T10:52:00.010-03:00</published><updated>2011-08-27T08:31:19.824-03:00</updated><title type='text'>Estratégias Empresariais e competitividade</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“As empresas, principalmente, as de grande porte, precisam ter um modelo de gerenciamento que dê a elas mais agilidade, para que possam se posicionar adequadamente no mercado”. &lt;/strong&gt;Esse foi um dos apontamentos feitos pelo Professor e Consultor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Antônio Flávio Testa, durante entrevista ao Portal IB Consulting/FGV. Ele esteve em Palmas recentemente, para ministrar o módulo de “Estratégia de Empresas”, no MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria, do convênio IB Consulting/FGV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o professor, na administração estratégica, o modelo mais adotado é o Balanced Scorecard, uma metodologia gestão de desempenho desenvolvida por professores da Harvard Business School, baseada em quatro perspectivas que refletem a visão e estratégia empresarial: financeira, clientes, processos internos, aprendizado e crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;A dificuldade é mudar o modelo mental da maioria das empresas que ainda é muito conservador, tradicional e mecânico, para um modelo mais flexível, dinâmico e mais digital”. Antônio Flávio pontua que essas mudanças já estão acontecendo, mas ainda de forma desigual. “Porque depende do setor da economia, da empresa, da Cultura Organizacional e, principalmente, depende da pessoa que está querendo participar dos negócios da empresa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outra forte estratégia empresarial é a &lt;strong&gt;observada por W. Chan Kim e Renée Mauborgne: “Estratégia do Oceano Azul”. “O mercado tende à estagnação, por conta da imitação. É mais fácil imitar quem está fazendo sucesso do que inovar. E na Estratégia do Oceano Azul você procura nichos que ainda não estão saturados, você inova, procura ver aquilo que ainda não é oferecido e começa a oferecer. Se você conseguir fazer isso, ficará como líder daquele segmento”, diz o professor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O FOCO ESTÁ NAS PESSOAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empresas são pessoas reunidas em torno de um mesmo objetivo e esse objetivo é o que os especialistas chamam de “missão”; o que a empresa faz, para quem faz e como faz. E o mercado também é feito de pessoas, que buscam satisfazer suas necessidades de consumo. Para o professor Antônio Flávio, estar atento a isso é o que pode estabelecer o sucesso da empresa e também do profissional. &lt;strong&gt;“O jogo é um jogo entre pessoas e as formas de satisfazer suas necessidades de consumo”, &lt;/strong&gt;acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor chama a atenção para uma transição que vem acontecendo na Cultura Organizacional, dentro das empresas, no ambiente interno.&lt;strong&gt; “É a lógica do controle para o comprometimento. As pessoas têm, necessariamente, que ser mais comprometidas com o resultado das empresas. E como você vai fazer isso, que tipo de modelo de gestão vai adotar é um ponto que precisa ser observado”&lt;/strong&gt;, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As empresas precisam investir não somente em treinamentos técnicos, mas em descobrir o melhor que cada colaborador pode oferecer, é o que aponta o professor.&lt;strong&gt; “Realmente é um processo muito difícil. E enquanto não estiver muito bem definido aonde a empresa quer chegar e o que ela quer fazer, de fato, ela não conseguirá extrair das pessoas, o seu melhor”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os colaboradores também precisam fazer a sua parte.&lt;strong&gt; “As pessoas querem ter emprego, mas só conseguirão aqueles que fizerem a diferença, que derem contribuição decisiva. Se você oferecer para a empresa aquilo que qualquer pessoa oferece, não tem porque ela te aceitar. O seu valor de mercado vai ser dividido por todos que fazem a mesma coisa”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como dica para a realidade empresarial no Tocantins, o professor diz que é preciso estar atento às demandas do mercado regional, que estará sempre em busca de profissionais qualificados e bem preparados.&lt;strong&gt; “Essas pessoas serão cada vez mais procuradas. E a recomendação que eu dou é que elas procurem conhecer a economia regional, escolher uma área específica em que conheçam os atores econômicos, políticos, o processo decisório daquele setor e se tornem uma referência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;E completa: &lt;strong&gt;“Além de obter sucesso profissional, poderão, assim, dar uma contribuição significativa para a sua sociedade, gerando riqueza e bem estar para todos”. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-3981460214344453747?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/3981460214344453747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=3981460214344453747&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3981460214344453747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3981460214344453747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2011/08/estrategias-empresariais-e.html' title='&lt;strong&gt;Estratégias Empresariais e competitividade&lt;/strong&gt;'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-6870758871918296772</id><published>2011-07-27T21:04:00.000-03:00</published><updated>2011-07-27T21:05:55.133-03:00</updated><title type='text'>É preciso acabar com 'saidão' de presos, diz cientista político sobre sequestro em Brasília</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Paula Laboissière&lt;br /&gt;Da Agência Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criminosos se entregam, e termina sequestro que manteve quatro mulheres reféns em Brasília&lt;br /&gt;O sequestro ocorrido hoje (14) na região central de Brasília era praticamente um crime anunciado, de acordo com o cientista político Antônio Flávio Testa. Em entrevista à Agência Brasil, ele lembrou que a capital federal já sofre há algum tempo com o aumento da violência e defendeu alterações legislativas que acabem, por exemplo, com o chamado 'saidão' [de presos das cadeias].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crime aconteceu depois de uma tentativa frustrada de assalto que resultou na invasão de uma casa onde estavam quatro mulheres. Adelino de Souza Porto, um dos assaltantes, cumpriu 28 anos de prisão e fugiu durante a última saída de presos. Já Bruno Leonardo Vieira da Cruz cumpria quatro anos de pena e estava em liberdade condicional, segundo a Polícia Militar (PM).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o cientista político, o sequestro chamou a atenção de grande parte do país por ter ocorrido na capital federal e por envolver pessoas que já haviam sido condenadas pela Justiça. Para ele, o benefício da saída precisa ser revisto porque causa prejuízos à população, custos financeiros ao Estado e não promove a ressocialização dos presos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A própria polícia denuncia isso. Lembro de um caso em São Paulo de policiais alertando que iriam sair milhares de condenados e que muitas pessoas seriam vítimas de homicídios, sequestros e violências físicas. É uma medida que não promove a ressocialização, tem um custo financeiro altíssimo e coloca a população como refém.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Testa, a região do entorno do Distrito Federal já configura como uma das mais violentas do país e demonstra o problema da falta de jurisdição e de definição de responsabilidades em áreas de fronteiras –sejam elas municipais, estaduais ou mesmo federais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Passa a ser uma terra sem lei, que fica por conta do interesse dos traficantes, dos assaltantes e das quadrilhas. Torna-se um ambiente muito mais vulnerável e facilita a ação dos criminosos”, disse Testa. “O crime tem uma grande vantagem sobre o Estado porque não tem jurisdição, trabalha 24 horas, não é burocrático e ocorre de forma planejada e aleatória, tornando mais difícil ações de combate e prevenção”, finaliza. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-6870758871918296772?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/06/14/e-preciso-acabar-com-saidao-de-presos-diz-cientista-politico-sobre-sequestro-em-brasilia.jhtm' title='É preciso acabar com &apos;saidão&apos; de presos, diz cientista político sobre sequestro em Brasília'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/6870758871918296772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=6870758871918296772&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/6870758871918296772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/6870758871918296772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2011/07/e-preciso-acabar-com-saidao-de-presos_27.html' title='É preciso acabar com &apos;saidão&apos; de presos, diz cientista político sobre sequestro em Brasília'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-9045964454374294963</id><published>2011-07-27T20:59:00.000-03:00</published><updated>2011-07-27T21:02:33.281-03:00</updated><title type='text'>Fim do bullying depende do respeito às diferenças, diz especialista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O massacre de Realengo, em que um atirador vitimou 12 crianças dentro de uma escola, está exigindo a reflexão de especialistas de várias áreas para diagnosticar o problema e tentar prevenir novas ocorrências. Para o antropólogo e sociólogo &lt;span style="color:#000000;"&gt;Antônio Flávio Testa&lt;/span&gt;, que também é especialista em segurança pública, é necessário um “novo pacto” entre a família e a escola, para frear a violência. Para Testa, está havendo uma “transferência de responsabilidade” do núcleo familiar para a escola, que não terá como resolver o problema sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor concedeu a seguinte entrevista ao blog sobre o tema, a começar pelo bullying – o assédio moral no ambiente escolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R7.com - O bullying está na origem do massacre de Realengo? Por que a escola está virando alvo do ódio de ex-alunos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio Flávio Testa - O bullying sempre existiu. Ele adquiriu essa conotação, quer dizer, de abuso, assédio, com a definição americana do termo. Mas as ofensas sempre existiram nas escolas brasileiras e isso sempre foi muito visível. Eu vivi isso quando era adolescente, até como vítima, e vi acontecer com outros colegas também. Tudo isso sempre existiu. A diferença hoje é que o bullying se tornou um problema gerencial de fato muito forte, e vem provocando reações diferenciadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R7.com - O que mudou, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio Flávio Testa - Os sistemas de controle das décadas de 70 e 80 eram muito mais rigorosos porque as famílias tinham também muito mais controle sobre o comportamento dos filhos, o que não existe mais hoje. Então está havendo é uma transferência de responsabilidade para a escola, que não vai conseguir resolver esse problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um problema familiar, de educação, de berço. Você tem que educar as crianças para conviver com o diferente, com o outro, e é direito do outro ser diferente, como é seu direito também ser do jeito que você é. Então, esse acordo está rompido. É preciso que haja um acordo entre as famílias e a escola para evitar esse tipo de tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R7.com - Muitos atribuem os acontecimentos à simples loucura do atirador. Isso é simplificar as coisas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio Flávio Testa - No caso desse rapaz, é claro que ele tinha uma tendência esquizofrênica, é um psicótico, basta ver pelas cartas que ele deixou, pelas informações que estão vindo à tona, que era uma pessoa desequilibrada, com uma vontade enorme de se vingar dos outros. Então ele projetou tudo isso na escola, principalmente naquela época em que ele foi abusado de uma forma ou de outra, e cometeu esse crime. Mas ele planejou tudo. É uma mente assassina que teve acesso a armamento, e fez isso de uma forma planejada, porque, seguramente, obteve informações pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não significa que a internet deva ser censurada. O sistema tem que ser tratado de outra forma, porque muitas pessoas têm essa índole, mas não extravasam da forma como ocorreu agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R7.com – Como pode ser feito este controle?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio Flávio Testa - As pessoas explodem de violência e agressividade e o nível de estresse é crescente coletivamente. Então, nós precisamos, sim, ter uma aproximação maior entre pais, professores e Estado, para prover a segurança do ponto de vista social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem que haver um novo acordo, um novo pacto. Não se trata de aumentar a repressão. É preciso aumentar a conscientização e a capacidade gerencial. A burocracia tem que ser mais eficaz em todas as dimensões, tem que haver mais diálogo. Essas pessoas que são doentes precisam ser localizadas. Como é que você vai rastreá-las? Pela internet você consegue rastreá-las, hoje. Pelo nível de acesso, você sabe onde essas pessoas navegam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que o que falta, de fato, é inteligência e competência focada nessas tragédias que estão acontecendo. E essa foi realmente uma tragédia marcante na realidade brasileira e que eu espero que não se repita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Colaborou: FERNANDA MUYLAERT, da TV RecordNews)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-9045964454374294963?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://noticias.r7.com/blogs/christina-lemos/2011/04/16/fim-do-bullying-depende-do-respeito-as-diferencas-diz-especialista/' title='Fim do bullying depende do respeito às diferenças, diz especialista'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/9045964454374294963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=9045964454374294963&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/9045964454374294963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/9045964454374294963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2011/07/fim-do-bullying-depende-do-respeito-as.html' title='Fim do bullying depende do respeito às diferenças, diz especialista'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-6976563820106426748</id><published>2011-04-25T17:11:00.007-03:00</published><updated>2011-07-08T10:18:13.355-03:00</updated><title type='text'>JUVENTUDE E HOMICÍDIOS NO BRASIL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nos próximos dois anos, 33 mil jovens serão assassinados no Brasil&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade brasileira vive momentos de perplexidade e até de pânico, diante de tanta brutalidade e violência aparentemente gratuitas no seu cotidiano. Dados divulgados recentemente pelo Ministério da Justiça, num documento conhecido como o &lt;strong&gt;Mapa da Violência no Brasil&lt;/strong&gt;, retratam o processo de vitimização da juventude brasileira. são índices que representam, de forma contundente, um dos mais difíceis problemas sociais que o Brasil terá que resolver, se quiser, de fato, tornar-se uma nação competitiva e soberana: a mortalidade juvenil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A taxa de homicídios entre os jovens praticamente dobrou. Segundo o mapa da violência houve um incremento nessa taxa, nos últimos trinta anos, chegando ao estarrecedor índice de 73,6%. Outras estatísticas projetam que até 2013, se não houver uma drástica mudança no quadro de homicídios por causas banais, o Brasil poderá perder 33 mil jovens, que não alcançarão a idade de 19 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Presença do crack&lt;/strong&gt; - &lt;br /&gt;A essa trágica realidade acrescenta-se o desolador quadro dos usuários de crack no país. Estima-se  um contingente de um milhão e duzentos mil dependentes dessa droga. Quase um por cento da população brasileira.&lt;br /&gt;A Confederação Nacional dos Municípios realizou um  levantamento em 3.950 municípios - o equivalente a 71% da totalidade - com o intuito de mapear a existência e intensidade do problema do crack no país, verificar como o poder público municipal está organizado e qual a participação da União e dos Estados no combate ao tráfico e tratamento dos dependentes. O resultado da pesquisa indica que aproximadamente 98% dos Municípios brasileiros já enfrentam dificuldades relacionadas ao crack e a outras drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os prefeitos foram questionados sobre a presença do crack e sobre o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento do uso da droga em suas áreas de governo. A pesquisa constatou que mais de 91% dos municípios não possuem programa local de combate ao crack e nem recebem nenhum tipo de auxílio dos governos federal e estadual para desenvolver ações no âmbito da prevenção e enfrentamento ao crack e outras drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diagnóstico e  conclusões revelados pelas pesquisas remetem a uma grave reflexão.O Brasil conseguiu atingir uma das mais importantes metas do milênio, ao preservar a vida dos recém nascidos.  Por outro lado, o potencial econômico e as oportunidades de crescimento da economia brasileira são visíveis, e até despertam a cobiça de outros países.A questão central é: que está sendo feito, objetiva e estrategicamente, para garantir o futuro da juventude nesse país? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As alternativas apresentadas são baseadas em referências históricas obsoletas. Os modelos mentais que permeiam o planejamento de futuro são ultrapassados e defasados da realidade e das expectativas e demandas do mercado.Pode-se concluir que o governo presta um desserviço à sociedade ao insistir em ações compensatórias e inócuas para a juventude.&lt;br /&gt;Revelou-se inútil, por exemplo, o esforço  feito  por vários governos de implementar políticas de primeiro emprego, numa economia que não absorve mão de obra inexperiente, nem desqualificada. A insistência em investir em ações inócuas revela a miopia estrutural que grassa no poder público e seu real descompasso frente às necessidades da sociedade. O resultado produzido é a frustração coletiva e o descaminho individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, a ação dos governos resulta num desserviço caro econômica e financeiramente e com um altíssimo custo social.&lt;br /&gt;Economia da droga - Por outro lado, a economia da droga prospera, pavimentando a ação do tráfico, do consumo, da desvalorização da vida, dos homicídios banais e da ênfase na vida intensa e instantânea. &lt;strong&gt;O que se constata é que não há futuro para o segmento mais desprotegido da sociedade brasileira, a juventude.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxalmente, a economia do país reclama a falta de mão de obra qualificada e capaz de contribuir para o enriquecimento  e prosperidade da nação. O Brasil terá que, se quiser se tornar de fato uma nação competitiva, mudar essa dramática situação: a economia da droga terá que ser substituída pela economia da vida e da prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mudanças deveriam começar por um novo pacto familiar: adolescentes precisam se preparar para serem pais e mães, com responsabilidade e dignidade. E o governo deveria começar a funcionar pragmaticamente. A burocracia deveria deixar de atender a interesses corporativos e focar sua ação no bem comum, no interesse social.&lt;br /&gt;Se não houver um projeto de nação e uma estrutura de comando e liderança comprometidas com o futuro o país continuará em compasso de espera, com seu custo social exponenciado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-6976563820106426748?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/6976563820106426748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=6976563820106426748&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/6976563820106426748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/6976563820106426748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2011/04/juventude-e-homicidios-no-brasil.html' title='&lt;strong&gt;JUVENTUDE E HOMICÍDIOS NO BRASIL&lt;/strong&gt;'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-4894780259163906021</id><published>2011-02-21T18:01:00.003-03:00</published><updated>2011-02-21T18:02:33.563-03:00</updated><title type='text'>Unidos contra a bandidagem</title><content type='html'>Programas de segurança devem considerar a participação da sociedade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerada uma das prioridades do governo Dilma Rousseff, a política de segurança pública tem o desafio de reduzir a criminalidade no País. Uma tarefa nada fácil, principalmente numa sociedade em que cada vez mais policiais engrossam as estatísticas da bandidagem (basta ver os recentes acontecimentos em Goiás, Rio de Janeiro e Paraná), afetando a credibilidade das corporações. Isso porque já se sabe que o sucesso do combate à criminalidade está intimamente relacionado a uma perfeita sintonia entre a comunidade e o policiamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os programas de policiamento comunitário fazem parte do rol de ações preventivas que, por proposta do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, devem ser executadas de modo integrado entre a União, os estados e municípios. No Distrito Federal, parte dessas medidas aponta para a reformulação dos postos de Segurança Comunitária (PSC) e a participação direta da população na busca por soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na avaliação do pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Violência da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Flávio Testa, nos últimos anos, os postos comunitários foram apenas uma resposta rápida à situação de violência em várias regiões administrativas, apesar de terem contribuído para o aumento da sensação de segurança da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É um processo que tem que ser construído a partir de um relacionamento mais intenso com a comunidade e o próprio sistema de segurança pública", analisa. De acordo com Testa, o policiamento comunitário "deve envolver uma série de articulações com as diversas instâncias da sociedade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o presidente do Conselho de Segurança Comunitária de Brasília, Saulo Santiago Pereira, o Programa de Segurança Comunitária, a partir de 2003, foi marcado pela resistência das instituições policiais e da sociedade. "Havia muito preconceito e muita resistência. Dentro da polícia, entre delegados e comandantes que não queriam trabalhar com a comunidade. E, dentro da sociedade, havia aquele receio de que a polícia era truculenta, passava longe e não conversava com as pessoas", revela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É PRECISO IR ALÉM&lt;br /&gt;Diante da urgência por soluções imediatas no combate à criminalidade, especialistas reiteram que o processo de pacificação social não se resume apenas à adoção dos métodos propostos pela filosofia de polícia comunitária. "Ela é mais uma ferramenta que tem auxiliado as comunidades no enfrentamento desse problema, e com isso diminuído os índices de violência em boa parte dos casos", ressalva o coronel Errisson Lemos Pita, coordenador-geral do Plano de Implantação e Acompanhamento de Projetos Sociais de Prevenção à Violência, da Secretaria Nacional de Segurança Pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das exceções entre os 110 postos de segurança espalhados pelo Distrito Federal, o PSC 010, da 416 Sul, não se restringe à presença ostensiva de uma unidade policial. Os policiais que trabalham no posto, considerado modelo de policiamento comunitário na capital federal, também realizam outros projetos, como o de ginástica comunitária, em que participam cerca de 40 pessoas da vizinhança. A prefeita da quadra, Regina Rodrigues, comenta que, mesmo assim, o principal problema é a falta de policiais. "Se eles atendessem só aqui, tudo bem. Mas eles atendem outras quadras", salienta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAIBA +&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo informações da Polícia Militar, o GDF vai rescindir o contrato com a empresa MVC fabricante dos postos comunitários. Porém, deverão, ainda, ser instalados mais 21 unidades além das existentes, em virtude de terem sido adquiridos e pagos. Os postos já pagos estão no pátio da empresa contratada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alterações e reforço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos dois anos 1.308 futuros praças terão passado pelo curso de formação de soldado da Polícia Militar do DF. Os primeiros 656 policias estarão prontos para reforçar a tropa já a partir de julho. Esse reforço de policias vai receber treinamento específico para atuar mais próximo do cotidiano dos bra-silienses, assegura o chefe do Centro de Polícia Comunitária e Direitos Humanos, coronel Walter Sobrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já conseguimos a autorização para ministrar o curso de Promotor de Polícia Comunitária e certificar esses policiais", assevera. Desde o início do convênio com a Senasp, em 2007, outros 1.300 policiais militares passaram pelos cursos. Nos últimos cinco anos, entre moradores de comunidades e policiais de todo o País, aproximadamente 70 mil pessoas foram capacitadas.&lt;br /&gt;Já em 2011 o GDF pretende implementar o policiamento inteligente, conjunto de ações que inclui a revitalização de PSCs, transformando-os em bases comunitárias. A ideia é "aglutinar alguns postos que não funcionam, para que eles tenham novas atividades e possam fazer uma melhor interação com a comunidade", esclarece o coronel Walter Sobrinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-4894780259163906021?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/4894780259163906021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=4894780259163906021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/4894780259163906021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/4894780259163906021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2011/02/unidos-contra-bandidagem.html' title='Unidos contra a bandidagem'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-3618367688760214152</id><published>2010-11-24T14:42:00.002-02:00</published><updated>2010-11-24T15:15:16.669-02:00</updated><title type='text'>INFORMALIDADE E COMPETITIVIDADE</title><content type='html'>A crescente informalidade da economia impacta negativamente a competitividade empresarial e impossibilita o Estado de ampliar sua atuação social, diminuindo sua capacidade de investir.&lt;br /&gt;O problema da informalidade merece uma análise mais profunda e estratégica, pois suas raízes têm conexões sistêmicas com setores inclusive criminosos e bem organizados, cuja ação deletéria impacta negativamente a ação do Estado, por conta da expressiva sonegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem indicadores científicos que demonstram o peso dessa economia subterrânea no Brasil atualmente. 600 bilhões de reais é o montante do movimento da economia informal, o que significa 17% do PIB. Esse volume de recursos formalizados, segundo algumas estimativas, poderia aumentar em quatro vezes o volume de investimentos da União em 2011, ou triplicar o orçamento da saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez formalizada essa economia subterrânea - e havendo vontade política, poderia diminuir a carga tributária em até 20%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses argumentos são consistentes e remetem à reflexão fundamental: por que o Estado não consegue criar condições objetivas que estimulem a formalização daqueles que atuam no universo da informalidade. Evidentemente esse ambiente não é homogêneo e tampouco funciona romanticamente, justificando a percepção  do senso comum de que as condições formais induzem necessariamente à informalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o aspecto social dessa realidade, e merece toda a consideração das políticas públicas voltadas  para o empreendedorismo, a capacitação, o crédito e outras condições que minimizem as dificuldades do pequeno  e informal empreendedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há  outro aspecto que precisa ser mais bem avaliado: a  economia subterrânea tem setores muito organizados, com objetivos de ocupar espaço na economia, mediante a distribuição de mercadorias e outros bens pirateados. Esses produtos são colocados no comércio por meio de sistemas formais e informais de distribuição e procura, antes de tudo, o lucro fácil, em detrimento dos concorrentes legais, sujeitos à regras concorrenciais e à legislação que regula o funcionamento dos mercados formais. Essa condição implica o aumento do custo fixo dos formais e restringe sua capacidade de atuação. O que não ocorre com os agentes da economia subterrânea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra grave conseqüência dessa economia, está no fato de que seus produtos não passam por nenhum controle de qualidade. Tampouco existe a preocupação com o bem estar do consumidor, cujos direitos não podem ser assegurados, pois esse mercado não tem controle, atua fora da lei.&lt;br /&gt;Pois bem, a radiografia do funcionamento desse sistema econômico informal  mostra a lógica da oferta e da procura agindo de forma mais perversa ainda, porque desconsidera direitos e deveres de todos os atores econômicos e políticos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percentual significativo do PIB mundial decorre de ações ilícitas, segundo estudos  técnicos de nível internacional, fato que demonstra o poder de organização e penetração do crime organizado, em diversos níveis da economia mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O questionamento central sobre esse problema leva sempre ao comportamento do consumidor. Alegam, vários pensadores, que se houver melhora no nível educacional, haverá mudança de comportamento. Isso é previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas por que não ocorre essa mudança com a devida ênfase? Será que o Estado, com sua força e capacidade de disseminar informações em todas as instâncias sociais, a começar pelas escolas, não poderia ser mais eficaz? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que um esforço mais incisivo junto aos pais e mães, em parceria com as escolas não mudaria rapidamente esse comportamento? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houvesse esclarecimento sobre a aplicação dos recursos obtidos da aquisição somente de produtos oriundos de instituições formais e a devida transparência dos gastos públicos, comunicada por meio de campanhas educativas e cívicas, não surtiriam efeito positivo e logo percebido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o combate ao crime organizado feito predominantemente pela inteligência do Estado, sobretudo focado no controle do fluxo do capital criminoso, não seria mais eficaz do que o mero combate operacional e a execução de operações sazonais? Estas só atingem o pequeno contraventor, onera o custo do combate ao crime, sobrecarrega as cadeias e aumenta o custo em toda a cadeia produtiva da repressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria mais inteligente e produziria resultados mais positivos se houvesse esforço maciço na localização das contas bancárias dos grandes criminosos e seu devido confisco? E reinvestimento desse capital no combate e prevenção à ação criminosa? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonegador sempre foi considerado  grande inimigo do Estado.  Mas,  em relação a esse sonegador específico, o Estado não tem conseguido vitórias significativas. Ao contrário, como não consegue vencer o inimigo, torna o consumidor, o cidadão contribuinte, seu alvo principal e o trata como inimigo, aumentando sua carga tributária e a ineficiência dos serviços públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o grande paradoxo: ao invés de investir, por um lado, na educação cívica do consumidor, o penaliza. Por outro lado, investe na repressão dos pequenos contraventores, onerando o custo de manutenção da máquina pública repressora; e não avança no uso da inteligência estratégica para combater o crime organizado, a partir do controle financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O custo dessa estratégia míope é alto, pois compromete bastante a competitividade do comércio, além de dificultar mais ainda a vida dos pequenos empreendedores que, de fato, estão na informalidade por outras motivações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil vive um momento auspicioso e cheio de expectativas de mudanças para melhor. Espera-se, portanto, que os novos governantes priorizem o combate a pirataria, minimizem os encargos tributários, estimulem o pequeno empreendedor e viabilizem condições para um salto qualitativo na competitividade nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-3618367688760214152?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/3618367688760214152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=3618367688760214152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3618367688760214152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3618367688760214152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/11/informalidade-e-competitividade.html' title='INFORMALIDADE E COMPETITIVIDADE'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-3015553204865555019</id><published>2010-10-20T08:58:00.009-02:00</published><updated>2011-03-22T18:29:22.282-03:00</updated><title type='text'>PESSOAS,  ORGANIZAÇÕES E COMPETITIVIDADE DIGITAL</title><content type='html'>Alinhamento estratégico: pessoas e organizações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atuais difíceis condições de vida levam o indivíduo a desenvolver estratégias especializadas de ação para conseguir uma posição no mercado. O acirramento da competição e a diminuição da oferta de vagas no mercado  tradicional caracterizam um ambiente social tenso e excludente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A incorporação de novas tecnologias aos processos produtivos e gerenciais demandam um novo profissional; a interpenetração maciça de valores culturais heterogêneos, interesses econômicos diversos e a disseminação conflituosa de padrões comportamentais globalizados de ensejam o advento de uma cultura gerencial multidisciplinar e contraditória, imprimindo nova dinâmica às relações sociais e engendrando uma cultura organizacional tensa e multiforme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As profundas mudanças estruturais que se verificam em praticamente todos os setores do mercado revelam desníveis marcantes entre a oferta da força de trabalho e sua demanda tecnologizada. A incapacidade de o Estado responder com agilidade às pressões do mercado denota um imobilismo aparente; na prática, ocorrem intensos esforços organizacionais visando  minimizar tais defasagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A estrutura de ensino tradicional é ineficaz e incapaz de produzir o saber e as habilidades exigidas pela nova economia com a mesma intensidade da demanda.&lt;br /&gt;Alguns setores respondem mais agilmente, mas os resultados ainda são tímidos. A virtualização da economia se consolida e a emergência de uma cibersociedade parece inexorável, embora em condições extremas de desigualdades, em nível social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acesso democrático à informação é questão estratégica, quando considerada do ponto de vista da soberania nacional, e esta  encontra-se sob pressões diversas decorrentes da interconetividade potencial que a nova ordem social internetizada estabelece. Essa condição pode gerar desdobramentos imprevisíveis, fato que requer monitoramento constante do desenrolar dos fatos, objetivando criar e manter condições efetivas de competitividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade brasileira é contraditória e desigual e, no que refere-se à inclusão digital, a situação é grave. O país precisa, para se tornar competitivo nesta nova economia, minimizar ao máximo os assombrosos níveis de exclusão digital que o caracteriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma conseqüência marcante desse processo é a concorrência entre grupos econômicos, em nível global, e a procura por cérebros capazes de elaborarem e implementarem projetos que alterem qualitativamente o status quo. Essa competição recrudesce e estimula novas e sucessivas corridas aos mercados tradicional e virtual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso a qualificação técnica, o conhecimento do mercado competitivo e a qualificação gerencial são estruturas decisivas para os sucessos organizacional e pessoal. Isto significa que a competição pelo sucesso se sofisticará crescentemente e variáveis vinculados ao relacionamento humano e conhecimento técnico tendem a se tornar hegemônicas na nova economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos a era do capital intelectual, da economia do conhecimento, das universidades corporativas e da hipercompetição entre organizações de todos os tipos. No entanto, o bem mais demandado é a pessoa bem preparada, dotada de habilidades cujas ações sejam capazes de produzir impactos setoriais, por meio da aplicação de suas idéias e de ações empreendedoras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nova etapa do capitalismo demanda o concurso de especialistas multidisciplinares, capazes de produzirem estratégias e agirem de forma integradora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes novos líderes serão agentes de integração sócio-organizacional e estarão, inexoravelmente, a serviço da sincretização cultural em nível organizacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deverão estabelecer novos padrões de consumo e de comportamento, que se reproduzirão via massificação, primando, pela originalidade; ainda que tenham alcance setorial, ou, mesmo, local. A realidade sócio-cultural  manifesta-se de forma muito complexa. Entretanto, pode ser, metodologicamente, apreendida por, pelo menos, três diferentes prismas:&lt;br /&gt;a) pela lógica analítica que viabiliza a capacidade da globalização capitalista encampar todos os aspectos da vida;&lt;br /&gt;b) pela lógica dos que percebem a capacidade de reação&lt;br /&gt;e negação à força da globalização e seu impacto sobre as microrrelações sociais, reforçando a ação das culturas locais;&lt;br /&gt;c) finalmente, um terceiro foco que procura entender as interconexões culturais que se estabelecem a partir da interpenetração cultural quer de origem exógena, ou de força motriz endógena. E que resultam na consolidação de novas formas de interação e situações sociais transitórias, relações sociais efêmeras, circunstanciais, cujas conseqüências sociais e políticas, no longo prazo, ainda são imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa realidade configura um cenário que permite a elaboração de um planejamento baseado em tendências, ou possibilidades reais. O que enseja a possibilidade de se monitorar a realidade, acompanhando o desdobramento dos fatos em relação aos objetivos almejados. Para tanto, é necessária a devida competência técnica, o domínio da tecnologia necessária e o envolvimento político e organizacional adequados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-3015553204865555019?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/3015553204865555019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=3015553204865555019&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3015553204865555019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3015553204865555019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/10/pessoas-e-organizacoes-e.html' title='PESSOAS,  ORGANIZAÇÕES E COMPETITIVIDADE DIGITAL'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-2107623508647528996</id><published>2010-10-18T13:53:00.001-02:00</published><updated>2010-10-18T13:55:12.051-02:00</updated><title type='text'>GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS E O PROFISSIONAL DE TREINAMENTO</title><content type='html'>A  gestão estratégica de pessoas é fundamental para o desenvolvimento organizacional e  consecução dos objetivos finais da organização, que são o correto cumprimento de sua missão e a realização da visão de futuro, tornando-a referência social e ampliando seu raio de influência no seu âmbito de atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em decorrência desses desafios, o processo de treinamento de pessoas é aperfeiçoado continuamente nos ambientes organizacionais preocupados com o desenvolvimento de pessoas para promover o desenvolvimento organizacional.&lt;br /&gt;Para que essa transformação aconteça nas organizações com sustentabilidade é necessária a construção e implantação de um modelo de gestão adequado às suas demandas de atendimento aos seus públicos-alvo externos e internos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso requer pessoas qualificadas e comprometidas não somente com a consecução dos objetivos maiores da organização, mas também com a qualidade do desempenho organizacional e humano. Ou seja: mudanças estruturais precisam ocorrer no âmbito interno das organizações para que possa estar adequadamente alinhada ao seu ambiente de atuação. &lt;br /&gt;Em outras palavras, estar alinhada estrategicamente é não ficar defasada em estruturas, processos, tecnologia e pessoas; sobretudo pessoas qualificadas e comprometidas são decisivas para o sucesso organizacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa que as organizações precisam desenvolver competências específicas e compatíveis com seus desafios, para bem desempenhar suas funções e realizar sua missão institucional. Pessoas qualificadas e focadas nas demandas de seus públicos-alvo tornam-se elemento decisivo numa estratégia gerencial  bem estruturada.&lt;br /&gt;Todos esses desafios impactam o setor de desenvolvimento de pessoas estruturalmente. A administração de pessoal, até recentemente considerada área meio, dá lugar a gestão estratégica de pessoas e ascende a um outro patamar na estrutura do processo decisório organizacional. &lt;br /&gt;Identificar, selecionar e preparar pessoas como talentos, que comporão equipes de alto rendimento, é o grande desafio da função gerencial que cuida de pessoas nas organizações. Precisa  desenvolver ações gerenciais que promovam a convergência entre os objetivos organizacionais e os interesses individuais, além dos compromissos formais assumidos com a organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desafios são estruturais e para vencê-los é preciso atitudes proativas, visando mapear o potencial organizacional, identificar deficiências estruturais e conjunturais; além de avaliar necessidades de treinamento e capacitação para promover o desenvolvimento organizacional e de pessoas, envolvidas num modelo de gestão capaz de promover o comprometimento e produzir os resultados esperados.&lt;br /&gt;Um bom profissional de treinamento e desenvolvimento de pessoas é  um consultor interno com competência técnica e relacional para auxiliar sua clientela a analisar sua realidade organizacional, a definir prioridades e os recursos materiais e humanos necessários para cumprir suas obrigações e se alinhar operacional, tática e estrategicamente à organização como um todo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-2107623508647528996?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/2107623508647528996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=2107623508647528996&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/2107623508647528996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/2107623508647528996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/10/gestao-estrategica-de-pessoas-e-o.html' title='GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS E O PROFISSIONAL DE TREINAMENTO'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-3640199066869111181</id><published>2010-08-17T14:25:00.001-03:00</published><updated>2010-08-17T14:26:16.319-03:00</updated><title type='text'>O político de visão estratégica</title><content type='html'>A adequada análise da realidade social contemporânea transcende limites paroquiais e exige do político ampliação de sua visão. Torna-se necessário um olhar mais abrangente e focado, a um só tempo. É indispensável também a capacidade de articular ações com vistas ao alinhamento das demandas de seu universo de ação às imposições da globalização, que  incide diferenciadamente sobre a sociedade nos níveis federal, estadual e municipal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nova condição de interdependência induz a um comportamento político caracterizado por uma dinâmica proativa e prospectiva. É preciso decodificar os possíveis desdobramentos e impactos futuros das decisões tomadas nos diversos níveis da política sobre o ambiente de atuação do líder. O trabalho do político exige competência para se relacionar com todos os agentes sociais  e econômicos que dinamizam o jogo de interesses e aproximar representantes de causas diversas e, muitas vezes, contraditórias. A capacidade de negociar e buscar soluções consensuais é cada vez mais privilegiada e demandada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto,  é fundamental que o político tenha à sua disposição informações inteligentes e capazes de ajudá-lo a se posicionar de forma eqüidistante e decidir com base nos interesses que representa. Sua decisão, em nível estratégico, deve se voltar à integração social e não focar-se apenas, como é comum, no atendimento de interesses corporativos e pontuais, que no longo prazo resultam em desagregação social e impasses estruturais. &lt;br /&gt;Para acessar informações inteligentes os políticos precisam de bons assessores, que tenham capacidade e treinamento adequado para prospectar e analisar o que ocorre no entorno e oferecer condições objetivas de decisão. Isso significa que a visão estratégica do político é composta por um sistema que prospecta e analisa o ambiente. Em outras palavras, é fundamental dispor de uma boa equipe que lhe ajude a aprimorar  sua performance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber utilizar a tecnologia de informação e comunicação para estreitar seu relacionamento com sua base eleitoral e outros eleitores, além de instuições é uma competência essencial. Nessa era globalizada em que vivemos, a política sofre impactos intensivos da tecnologia e do movimento social, isto está tornando-a  cada vez mais midiática e dinâmica, o que imporá uma mudança em sua lógica estrutural: deverá deixar de ser reativa e funcionar a reboque da sociedade e tornar-se proativa, alinhada às demandas sociais. E isso só é viável se houver adequado uso dessas tecnologias de informação e comunicação e se elaborar estratégias de relacionamento eficazes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desafios que se apresentam  ao político profissional são imensos, mas são consentâneos aos que se impõem a todas as carreiras. O que diferencia a ação política das demais profissões é o fato de que o político é o elo de ligação mais orgânico  entre o cidadão e o Estado e  as instituições. Essa característica lhe dá uma conformidade específica, pois  requer envolvimento emocional e ação racional, para conseguir entender as demandas de seus representados e da sociedade como um todo. &lt;br /&gt;Novas variáveis moldam a ação política; entre elas, as questões ambientais e as decorrentes das conquistas da cidadania. À medida em que a democracia avança novos direitos são consolidados e também novos deveres. As instituições, geralmente muito resistentes à mudanças, precisam  adequar-se à realidade contemporânea e mudar sua estrutura organizacional focando-se efetivamente nas suas clientelas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente a ação política, com visão futura focada no desenvolvimento da democracia e na construção de uma cidadania muldiversificada, pode promover essa mudança. Para tanto, o político precisa atuar como mediador, negociando interesses e propondo legislações avançadas de forma a garantir o pleno funcionamento institucional que, numa democracia real,  concentra-se no  interesse do cidadão e não das corporações, como é o que ocorre atualmente. &lt;br /&gt;Fazer política no século XXI exigirá muita capacidade para tornar os parlamentos  alinhados à dinâmica social. Não é concebível parlamentos reativos e defasados. É necessário uma urgente mudança de mentalidade. Daí, a importância fundamental de se discutir a reforma política de forma prospectiva  e não voltada para a preservação de interesses conjunturais, como tem ocorrido. Uma reforma no sistema político brasileiro deve ocorrer em todos os níveis, pois a política ocorre, precipuamente, do município para a federação, e não o contrário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso definir as atribuições efetivas dos vereadores, dos deputados estaduais e federais e dos senadores. Pois como está colocada a questão, no debate, não obstante as atribuições constitucionais,  há uma indefinição de funções  e superposição de papéis entre algumas dessas instituições políticas e seus âmbitos de ações. &lt;br /&gt;Qualquer quer seja a reforma política brasileira deverá abranger, prioritariamente, o combate as desigualdades sociais, a correção dos desequilibrios regionais e a promoção do crescimento econômico para  gerar emprego e renda. Por isso, as demais reformas estão ligadas ao sistema político. A questão tributária, por exemplo,  vincula-se  ao equilíbrio/desequilíbrio e  à geografia político-econômica regionais, suas oligarquias e os grupos hegemônicos locais etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a demanda pelo crescimento econômico justifica-se  pela necessidade de fortalecer o mercado de consumo interno. Este depende de distribuição/transferência/conquista de renda pelos excluídos;  de um sistema de ensino eficaz e capaz de preparar os brasileiros para competir num mundo globalizado e excludente e de criação de emprego formal. &lt;br /&gt;A formalização da economia e a legalização de empresas deverá gerar estabilidade psicossocial e econômica e diminuir  a violência social, bem como diminuir o crescimento perverso dessa cultura do jeitinho brasileiro, do salve-se quem puder, do individualismo, do egoísmo e de outras mazelas culturais próprias da realidade brasileira contemporânea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O político de visão estratégica não deve se preocupar em resgatar nenhuma imagem histórica junto a população. Precisa, sim, construir uma nova imagem, baseada no comprometimento, na solidariedade, na ética e na honestidade de propósitos. Somente assim, o Brasil poderá participar competitivamente do século XXI, que promete muitas crises, mudanças estruturais, interpenetração cultural e globalização econômica. Este político deverá contribuir para a criação de condições objetivas para a construção de uma cidadania local sólida e preenchida de valores globais solidários e includentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-3640199066869111181?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/3640199066869111181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=3640199066869111181&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3640199066869111181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3640199066869111181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/08/o-politico-de-visao-estrategica.html' title='O político de visão estratégica'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-7596458106556193197</id><published>2010-07-23T11:22:00.002-03:00</published><updated>2010-07-24T08:50:42.119-03:00</updated><title type='text'>GANGUES  - tribos, trilhas e violência</title><content type='html'>As gangues, como fenômeno social, merecem análise multidimensional, devido sobretudo a diversidade de sua organização, forma e conteúdo.&lt;br /&gt;Uma retrospectiva sobre a trajetória social de grupos de pessoas que, por diversas motivações, mas principalmente a necessidade de sobrevivência, se mantiveram coesos, mostra que a estratégia da ação conjunta de pessoas foi de   vital importância civilizatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Evidentemente, para pessoas agirem em conjunto, muita negociação de âmbito relacional e psicológico, além de acordos tácitos e disputas físicas e políticas ocorreram ao longo da consolidação dos  primeiros processos de liderança.&lt;br /&gt; A motivação individual para se juntar a um grupo decorre de  vários fatores individuais e necessidades do próprio grupo, para se constituir como tal. Essa interdependência entre o indivíduo e o grupo, configura um modelo de interação social bastante dinâmico e dotado de especificidades vinculadas a, sobretudo, territorialidade, valores, prestígio, autoafirmação e poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da história dos grupos valores específicos se definiram e tomaram forma ideológica, ensejando representações sociais e psicológicas próprias de interpretação da realidade social e consequente pautas de comportamento e códigos os mais variados de comunicação e acesso entre os os membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os valores grupais transformaram-se em “moedas de troca” - acordos tácitos - para acessar aos grupos, mediante rituais de iniciação. Ritos, muitas vezes decorrentes de condições ambientais, gerando costumes e tradição características dos mais diversos modos de vida. &lt;br /&gt;Isso é visível quando se compara o modo de vida dos Tuaregs nos desertos mais áridos e dos Esquimós, nos ambientes mais gélidos, de silvícolas nas selvas mais difíceis de sobreviver, dos aborígenes australianos com seus hábitos, das mais variadas tribos urbanas e muitas outras.&lt;br /&gt;O longo  percurso humano desde os ambientes naturais às selvas de pedras urbanas, os guetos, os ambientes mais inóspitos das cidades, com suas trilhas, codificações simbólicas próprias e, regras sociais específicas e, sobretudo, a segmentação humana e social baseada em valores familiares e consumistas, caracterizaram uma trajetória civilizatória diferenciada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os valores sociais, psicológicos e culturais predominantes são subjugados às determinações das múltiplas instituições de controle social e ideológico,  codificadoras e sistematizadas da convivencialidade no nível macro social: a família e seus membros; as igrejas e as religiões, as escolas e as metodologias de ensino; os partidos e as ideologias partidárias e muitas outras,  de cujo embate institucional e prática político-organizacional, resultam as mais complexas ações sociais e políticas, que desembocam na instância jurídica e é pressionada fortemente pelas diversas  mídias. Essa é a complexa essência da realidade atual &lt;br /&gt;A sociedade contemporânea, é estruturada em ambientes complexos, tanto pela interpenetração de mercados com as mais diversas demandas de produtos e serviços, como pelo consequente sincretismo ideológico e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O movimento econômico globalizado acontece pelas vias da infraestrutura logística, realizando o acesso ao consumo de bens e mercadorias, além dos mais diversificados serviços. E é articulado pela ação das diferentes mídias, que compõem o arcabouço ideológico  industrial cultural. &lt;br /&gt;Esse modo de convecimento ao consumo é poderoso, porque induz, até subliminarmente, pessoas a construirem, em resposta a essa influência, personagens artificiais, com valores e pautas de comportamento, códigos de comunicação verbal, visual e físico, previamente estabelecido, levando-as a se segmentarem por estilo de vida baseados no consumo. &lt;br /&gt;Essa  estratégia de captura de consumidores pela ação das diversas mídias, patrocinada por instituições produtoras de bens e serviços, atua reforçando valores e estilos de vida e induzindo a mudanças comportamentais sazonais,  com ciclos de vida cada vez mais curto. Assim, imprimem uma dinâmica social, econômica e comportamental indutora essencialmente ao consumismo, não à reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais alvos dessa estratégia são crianças e adolescentes, cuja dependência dos pais é significativa  e a pressão exercida sobre os próprios pais é imensa. Por isso, o consumismo, além de segmentar cada vez mais os estilos de vida, reduz o ciclo de vida dos produtos e impacta incisivamente  o processo de socialização e formação do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos exemplos mais marcantes desse processo é o impacto da moda e da música, nas duas últimas décadas, sobre a sexualização de meninas. Há uma forte estrutura produtiva para transformar, eroticamente, uma menina numa mini mulher, nos moldes sociais das mulheres adultas. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Muitas crianças que não têm acesso ao consumo são e sentem-se discriminadas pelas que têm&lt;/strong&gt;. Esse é um dos pontos centrais para entender, psicológica e sociologicamente, a violência juvenil  e a infelicidade de muitos jovens neste país. &lt;br /&gt;Por um lado, é necessário acessar ao consumo. &lt;strong&gt;Por outro, é preciso dosa-lo e evitar o consumismo banal, a futilização da vida. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos pais e mães encontram dificuldades crescentes para  custear o consumo dos filhos e dar-lhes boa condição de vida. Gerir econômica, financeira e psicologicamente uma unidade familiar  é muito caro e exige árduos esforços gerenciais, financeiros e emocionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, cotidianamente,  pais e mães têm cada vez menos tempo para conviver com os filhos. Seu tempo é tomado para gerar condições de bancar seus custos e ainda viver sua própria vida, na medida do possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consequência maior dessa situação, é que, muitas vezes, a unidade familiar esfacela-se emocionalmente, pela frustração e crescente agressividade  verificada na relação entre os  jovens e com os adultos. &lt;br /&gt;Crianças tornam-se dependentes de produtos televisivos e midiáticos, com conteúdo violento, agressivo e destrutivo, na sua maioria. Sua vivência interior consolida-se a partir da interação com paradigmas midiatizados e valores artificiais, a partir de uma dimensão não humana. Vivem num ambiente parahumano, propriamente, pois constróem sua representação de mundo de forma fracionada entre o que é humano e o que é virtualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado é incapaz de, numa parceria com as famílias e as instituições de mídia, construirem um pacto para elaborarem políticas de convivecialidade fraterna. E pacífica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veladamente ocorre uma indução ao individualismo radical, ao salve-se quem puder, ao desrespeito ao outro, ao meio ambiente, à vida, ao vazio existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adolescentes acessam  drogas e  sexo livremente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transferem para os pais o custo de suas despesas. Mesmo quando os pais não tem condições de bancar os custos dos filhos, já em idade produtiva, muitos acham que continua sendo sua obrigação os sustentarem - da forma como querem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência familiar deixa de ser tácita e a agressividade cresce, rompendo elos antes capazes de gerar coesão familiar e social.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A liberalização sexual adolescente gera um novo modelo de relacionamento entre jovens: o casal adolescente vive como se fosse marido e mulher sexualmente, mas economicamente dependem  dos pais. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Têm filhos, sem terem condições de sustentá-los. Os avós têm seu custo financeiro e emocional dilatado e todo seu projeto de vida formal, de criar seus filhos, cumprir suas obrigações profissionais, sustentar o sócio majoritário: o fisco – e planejar sua terceira idade fica comprometido, pela assunção de novas responsabilidades. &lt;br /&gt;São  obrigados a adiarem seus projetos pessoais para atender, mais uma vez, as vontades e necessidades dos filhos e, agora, dos netos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A economia brasileira não absorve produtivamente o potencial juvenil. As políticas públicas são sempre compensatórias, não há um foco estratégico definido. Um exemplo dessa miopia, é a precariedade de políticas de planejamento familiar. É visível o desleixo dos sistemas de ensino, de controle social e das famílias sobre educação sexual,financeira e ambiental, entre outras demandas estratégicas para a adequada formação de um cidadão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adolescente, submetido a variadas pressões por colegas, pais, mídia etc, tende a se rebelar com crescente intensidade  e, se não encontrar nenhuma atividade que consuma sua energia e tempo produtivamente, será capturado por algum sistema de consumo...Geralmente ilícito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia funciona 24 horas. O tempo não pára. Mas as instituições sociais e de governo,sim, trabalham por turno, tem restrições jurisdicionais, regras etc.  Isso gera descompasso sistêmico no funcionamento de estruturas sociais; as pessoas são submetidas a decisões organizacionais conflitantes e geradoras de defasagens e descontrole social, resultando no aumento de problemas e conflitos sociais e pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No âmbito familiar, a rotina é determinada pelas obrigações e deveres dos membros. Há muita tensão, negociação, renúncia e frustração na definição da agenda familiar. É um jogo de poder basicamente de perde e ganha. Mas, quase sempre, todos perdem, sobretudo emocionalmente.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer momento e lugar, haverá uma oportunidade para o adolescente ser cooptado por um traficante, geralmente travestido de colega ou outro personagem “amigo”. Os  ambientes sociais estão ocupados por personagens que representam os mais variados interesses, é muito díficil para o jovem discernir entre o que deve, ou não, fazer. Geralmente imita o outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adolescente sozinho dificilmente vai a algum lugar, sem correr riscos. Nessa etapa da vida, encontra colegas nas escolas, nas ruas, nos bairros, nos ambientes que frequenta (aqui surge a variável decisiva da territorialidade e da liderança), algo muito próximo do argumento do senso comum: diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Ou quem serás, ajustando o argumento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Para frequentar determinados ambientes, é preciso cumprir regras e agir como alguém que será aceito no local pelos frequentadores. É preciso ser apresentado e aceito no grupo para ter espaço no território. E isso ocorre em todos os níveis, de forma velada ou explícita, não importa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Algumas vezes, a imitação é melhor forma de se tornar “invisível” e aceito. Por não destoar do grupo, a pessoa é vista como mais um membro apenas. Não há disputa de poder, embora quase sempre existam rituais variados de iniciação, para ser aceito.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a partir do momento que um membro quiser mais espaço, terá que consquistar. E, então, começa o processo político no grupo: a disputa de poder. Pode ser por mais liderança, por mais visibilidade, mais prestígio, por mulheres etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;Quem quer mais poder comunica sempre ao grupo e desafia o líder.&lt;/strong&gt; O poder não é delegado pelo grupo, é consquistado . &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, entre muitas gangues, a disputa pelo poder é sempre violenta, agressiva e vingativa. Não é um jogo político de sedução, mas sim, de imposição, pela força, pelo medo. Por isso, os ciclos de liderança são cada vez mais curtos, nessas instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ser membro de um grupo é fundamental para o processo de formação do jovem, o importante é saber que grupo é esse. Que valores compartilham os membros do grupo? Que projetos de futuro defende o grupo, mesmo que não seja explícito? Que hábitos e práticas exerce o grupo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, muitos valores os jovens trazem de sua socialização primária, do convívio com os pais e de sua própria interpretação do ser. Mas o refinamento desses valores ocorre na escola e na rua. Nesses ambientes, acontece o embate ideológico, o choque de interpretações existenciais e é gerado o sincretismo que aproxima os jovens uns dos outros, por laços de amizade e de admiração mútuas e também os afastam, por antipatia e desprezo mútuos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse conflito, surgem diferenças sérias, que podem levar à formação de grupos rivais e ao surgimento de desavenças graves entre seus membros. Existem muitos casos de rixas pessoais e grupais que se agravaram por interpretações discrepantes da realidade. A resultante desse conflito geralmente é a violência entre pessoas e grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chamadas tribos urbanas se organizam com base em defesa de seu ambiente e valores  (Território e interpretações). O ambiente tem um vínculo direto com a vizinhança, com o convívio cotidiano, com o fato de crescerem juntos, de se encontrarem ou se virem frequentemente, de conhecerem os demais membros da família do vizinho etc. &lt;br /&gt;Evidentemente, do prisma dos valores, a questão é mais profunda, pois é originada  na unidade familiar, do convívio inicial com a mãe e o pai e do próprio discernimento individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As gangues dependem de espaço público para demonstrarem sua existência formal e seus jogos de poder.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Provavelmente, o fortalecimento das relações pessoais nos espaços privados amortizarão o poder de sedução das gangues sobre os jovens. Para tanto, a estratégia do diálogo e do compromentimento com um projeto de vida baseada em valores cívicos e desejos de consumo responsáveis pode ser a alternativa viável para gerar a paz social nesse segmento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A juventude precisa de uma formação de caráter estratégico, uma vez que, nessa fase da vida, o jovem está disposto a correr riscos e tem muita energia. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande desafio educacional, em todos os níveis, é conseguir dos jovens que invistam sua energia e capacidade de enfrentamento e vontade de aproveitar a vida, em ações criativas, mobilizadoras e capazes de promover o bem comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despertar nos jovens o senso real de responsabilidade sobre seu futuro, com alegria e vontade de realização, torna-se nobre missão para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-7596458106556193197?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/7596458106556193197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=7596458106556193197&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7596458106556193197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7596458106556193197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/07/gangues-tribos-trilhas-e-violencia.html' title='GANGUES  - tribos, trilhas e violência'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-7760037497947494918</id><published>2010-06-29T16:12:00.003-03:00</published><updated>2010-06-29T16:16:47.753-03:00</updated><title type='text'>INFÂNCIA E JUVENTUDE, POR UM FUTURO PACÍFICO</title><content type='html'>O Brasil é um país que se preocupa muito pouco com o futuro. Aqui se investe muito no custeio das obrigações sociais e na manutenção do status quo. Isso é visível nas contas do governo e nos investimentos das políticas sociais, ao longo das últimas décadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro de um país depende da formação de suas crianças. E para que tenham garantido seu amanhã é preciso um investimento maciço em políticas de planejamento familiar, que conscientizem os jovens e os adolescentes da responsabilidade de se tornarem pais e mães. Capacitando-os a darem aos seus filhos uma educação digna, o amor e o acompanhamento necessários para enfrentarem as diversas etapas de seu crescimento, num mundo cada vez mais complexo e violento. As políticas de juventude não devem focar apenas o entretenimento, o lazer, a ocupação do tempo livre produtivamente, mas também investir na construção de uma cidadania responsável pelo futuro. Precisam orientar o desenvolvimento de um estilo de vida saudável e responsável, que reproduza o bem estar individual e familiar, irradiando influências positivas por toda a sociedade, livrando a juventude do assédio do tráfico e da conseqüente violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comando das instituições públicas e privadas necessariamente será entregue aos jovens no momento adequado. E a família, a mais importante das instituições, deverá ser mantida e gerida por esses jovens, que reproduzirão modelos de gestão baseados nas informações recebidas durante sua formação. Daí, a importância das ações presentes estarem também focadas no futuro. É importante advertir aos jovens que, se sua formação não for adequada, os problemas sociais se repetirão agravados em intensidade, submetidos às duras pressões da vida contemporânea. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, para garantir o bem estar das crianças e dos adolescentes, o Estado e a Sociedade precisam pactuar para a conformação de um mercado produtivo, que garanta a geração de novos empregos e viabilizem a inserção dos jovens num mundo do trabalho bastante diferenciado da época de seus pais. Essa transição para um novo ambiente produtivo baseado na inovação, em competências técnicas especializadas e atitudes proativas, exige um novo modelo de educação empreendedora que vincule escolas, famílias e mercado. É necessário desenvolver um novo modelo de gestão para a formação do jovem, viabilizando caminhos menos tortuosos para sua inserção na economia formal e capaz de minimizar o poder da indução - quase forçada, por falta de opções, à economia informal, à marginalidade e conseqüente criminalidade. Assim será possível o país pensar, de fato, no futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-7760037497947494918?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/7760037497947494918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=7760037497947494918&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7760037497947494918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7760037497947494918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/06/infancia-e-juventude-por-um-futuro.html' title='INFÂNCIA E JUVENTUDE, POR UM FUTURO PACÍFICO'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-8882999474195866843</id><published>2010-06-23T19:23:00.001-03:00</published><updated>2010-06-23T19:23:52.624-03:00</updated><title type='text'>DIREITOS HUMANOS E VIOLÊNCIA SOCIAL NO BRASIL</title><content type='html'>A crescente violência social no Brasil pode ser vista sob vários ângulos. Mesmo com a sociedade investindo recursos próprios, adquirindo equipamentos, sistemas, alarmes, fazendo treinamento preventivo, para criar mecanismos que tornem sua vida mais segura; e procurando auxiliar o Estado na prevenção e combate à criminalidade, ainda assim a criminalidade cresce.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso ocorre em todos os setores sociais e se reproduz em quase todos os ambientes e segmentos. Vivemos numa sociedade que aceita, paradoxalmente, a violência; não obstante todo o investimento feito para diminuir a criminalidade.  O que está pode trás dessa realidade aparente? Por que não diminui estruturalmente a violência cometida por pessoas e instituições contra pessoas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As contradições sistêmicas aparecem quando são desmascaradas, por exemplo, quadrilhas e grupos de extermínio e, neles, participam policiais e outros servidores públicos, como malfeitores. &lt;br /&gt;Institucionalmente, representantes do Estado estão presentes cometendo violência, quer seja agindo como criminosos, ou combatendo o crime. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os limites entre a ação legal e a ilegal são tênues e exigem, para a preservação da legalidade, uma consciência cívica e um nível de treinamento técnico e profissionalização que o Estado não consegue prover. Tampouco a articulação gerencial entre as diversas instituições públicas, sobretudo a Justiça e o arcabouço legal, garantem exemplar  punição para os membros do Estado, que viram criminosos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da sociedade, a realidade não é muito diferente. O desrespeito à vida humana é amplificado e cresce epidemicamente por quase todos os setores sociais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos, até com freqüência, pais e filhos cometendo atos violentos mutuamente. A desagregação familiar é marcante, sobretudo quando se verifica a incapacidade dos pais e das instituições de estabelecerem limites comportamentais, que promovam a pacífica convivencialidade social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conseqüência mais visível dessa situação é o aumento exponencial da delinqüência juvenil, que tem apresentado níveis de violência sem precedentes, porque se manifesta com agressividade e, geralmente, vinculada ao consumo de drogas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise ética é grave. A carência de princípios humanitários e solidários é marcante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Categorias sociais mais desprotegidas institucionalmente como pobres, idosos, crianças e mulheres tormam-se muito vulneráveis em ambientes  caracterizados pela violência social gratuita. &lt;br /&gt;Crimes banais, passionais e ações criminosas organizadas empresarialmente alastram-se por toda a sociedade brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Estado não consegue agir de forma a gerar, pelo menos, uma sensação de segurança pública, quer seja pelo policiamento ostensivo, ou pela punição a ilustres criminosos de colarinho branco.  Corruptos  agem respaldados pela impunidade institucionalizada, alicerçada em legislações  elaboradas para manter privilégios, cristalizando a impunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crime do colarinho branco é refinado e carrega pervertido charme, capaz de contaminar alguns setores da sociedade brasileira. Pois apresenta explicitamente suas vantagens como ação criminosa: a certeza da impunidade e  a transferência de renda, obtida ilicitamente, para setores legalizados e poderosos que recebem, e muito, para defenderem interesses desses  criminosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação de insegurança pública é crescente. A população é obrigada, com seus impostos, a custear sistemas carcerários e de segurança pública que não recuperam criminosos (se é que criminosos são recuperáveis), e nem fazem a segurança pública funcionar efetivamente e produzir a paz social desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, algumas instituições públicas, sobretudo parlamentos regionais são capturados pelo crime e criminosos são legitimados por sufrágio popular, tornando-se chefes de governos municipais. A população torna-se refém da ação desses criminosos e, por medo e cooptação, dão a eles seu voto e o direito de decidirem sobre seu destino. Essa é a realidade da ação das milícias em algumas regiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como pensar em mudanças em ambientes tão adoecidos moralmente? Como diminuir a violência se ela só é uma reificação de acordos tácitos entre grupos sociais, pessoas e instituições? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se vislumbra para o futuro próximo é o recrudescimento da ação violenta do Estado contra  categorias sociais mais desprotegidas e o crescimento da impunidade para os criminosos de colarinho branco.&lt;br /&gt;É previsível o crescimento da delinqüência juvenil, sobretudo pela inexistência de um projeto de futuro capaz de mobilizar a juventude, focando suas ações em projetos profissionais formais e legais, afastando-a das drogas e de outras práticas nocivas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência familiar será crescente por diversos fatores, mas, entre eles, a desagregação familiar e a amplificação dos espaços individuais sem consenso e senso de missão: ser cidadão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência social no Brasil é também um problema de ordem ética e política e somente um novo pacto institucional e pessoal poderá mudar, no longo prazo, essa realidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=http://www.bradford.skepter.co.uk/ &gt;free classified ads Bradford&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-8882999474195866843?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/8882999474195866843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=8882999474195866843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8882999474195866843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8882999474195866843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/06/direitos-humanos-e-violencia-social-no.html' title='&lt;strong&gt;DIREITOS HUMANOS E VIOLÊNCIA SOCIAL NO BRASIL&lt;/strong&gt;'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-7289478293940791794</id><published>2010-06-23T18:25:00.002-03:00</published><updated>2010-06-23T18:29:11.386-03:00</updated><title type='text'>SEGURANÇA PÚBLICA E PAZ SOCIAL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os desafios gerenciais dos diversos sistemas de governança que desembocam em ações consideradas de segurança pública são crescentes  e complexos.  Segurança pública é um fenômeno social ainda não  estudado com a devida profundidade pelos acadêmicos e os elaboradores de políticas públicas. Na prática, as atenções se reduzem a ações policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas, quando analisamos o processo social e as ações institucionais para promoverem a chamada segurança pública, verificamos que apresenta uma complexa diversidade e ocorre de forma interdependente, permeando praticamente todas as instituições sociais, cujas ações ensejam demandas diretas e indiretas de segurança nos espaços públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As transformações sociais ocorridas nas sociedades contemporâneas nas últimas décadas implicaram ações específicas dos Estados nacionais, para atenderem necessidades de segurança pública, procurando criar condições para a paz social, ou em outras palavras, viabilizar o convívio pacífico entre os diversos grupos sociais e instituições que compõem essas complexas sociedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio sobre segurança pública necessita, por sua natureza e abrangência, ter uma conotação estratégica, mas com implicações operacionais bem objetivas. E, por atender  necessidades dos mais variados setores da sociedade e aos interesses do Estado, exige um nível de competência na execução de suas ações muito apurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos, portanto, diante de um desafio gerencial de grande envergadura. A sociedade contemporânea não conseguirá se movimentar pelas vias do convívio solidário se não tiver à sua disposição serviços públicos e privados que promovam a segurança pública e a conseqüente paz social. &lt;br /&gt;E, por mais paradoxal que pareça, suas ações precisam irradiar influência positiva sobre ambientes privados, minimizando a violência doméstica e outras formas de ilícitos que neles ocorrem, daí seu caráter também preventivo, mas de cunho educativo e cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A organização de sistemas de segurança pública nas complexas democracias contemporâneas está se tornando um grande desafio para os engenheiros organizacionais. &lt;br /&gt;Terão de desenvolver arquiteturas organizacionais e modelos de gestão que produzam resultados capazes de atender as expectativas e necessidades das mais variadas sociedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo de vida globalizado requer ingentes esforços de governança para viabilizar a paz social e promover ações focadas na integração social. A integração social multidiversificada é uma característica do processo de interpenetração de mercados vigente e configura um novo modelo de sociedade planetária.&lt;br /&gt;Dificilmente a interação humana e institucional na economia globalizada poderá dispensar ações competentes de segurança pública, voltadas para a integração entre os povos. &lt;br /&gt;Daí, a interseção  de sistemas de governança requererem, além de alta tecnologia, profissionais qualificados, comprometidos com o público, com formação humanista e não repressora, nem punitiva, mas preventiva e capacitados a gerenciar estrategicamente esses intrincados processos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independemente da forma que venha a tomar as democracias na globalização, o comportamento social  e a ação individual terão um peso maior nos processos decisórios dos sistemas de governo, devido sobretudo ao crescimento do valor de mercado dos direitos individuais e necessidades de consumo e atendimento à pessoa -  e, lógico,  do aumento dos negócios voltados para a satisfação dessas diversas necessidades  enfatizadas no indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos para um novo ambiente, muito mais dinâmico e carente de novas competências gerenciais, para viabilizar o exercício de estilos de vida individuais e grupais, pautados em valores e comportamentos específicos e exigentes de regulamentação de novos espaços sociais e institucionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, entre muitas outras variáveis, a gestão da segurança pública numa sociedade multifacetada e demandante de serviços próprios torna-se estratégica.&lt;br /&gt;A globalização dos mercados e as conquistas da democracia ensejam novos modelos de sociedade, que poderão se articular estruturalmente em torno da equanimidade, cuja lógica prevê a cada pessoa  acessar serviços específicos e construir um projeto de vida individualizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa gestão da segurança pública garante a paz social e a realização de projetos de vida individuais. Essa deve ser uma das premissas básicas das democracias no século XXI. &lt;br /&gt;É preciso construí-la, no entanto... Esse é o grande desafio gerencial.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=http://www.norwich.skepter.co.uk/ &gt;free classified Norwich&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href=http://www.birmingham.skepter.co.uk/ &gt;online advertising Birmingham&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-7289478293940791794?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/7289478293940791794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=7289478293940791794&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7289478293940791794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7289478293940791794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/06/seguranca-publica-e-paz-social.html' title='SEGURANÇA PÚBLICA E PAZ SOCIAL'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-5784149438429423031</id><published>2010-04-30T19:11:00.005-03:00</published><updated>2010-04-30T19:19:54.810-03:00</updated><title type='text'>CAMPANHAS ELEITORAIS PELA INTERNET</title><content type='html'>O aperfeiçoamento do processo eleitoral é uma realidade. Desde a&lt;br /&gt;informatização do voto até o advento das novas mídias capazes de&lt;br /&gt;mudarem rapidamente o comportamento dos seus usuários, o processo político passou a ser alvo de especulações sobre o impacto damultimídia no relacionamento do candidato com o eleitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tecnologias de informação e comunicação aplicadas ao processo&lt;br /&gt;político eleitoral alteraram as estratégias de relacionamento dos&lt;br /&gt;candidatos com a imprensa e os eleitores. Nos EUA, era  Clinton marcou&lt;br /&gt;o início dessa transformação. Mas foi com a eleição de Obama que essa nova realidade tornou-se mais nítida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A indústria de Tecnologia e serviços multimídias ocupa cada vez mais&lt;br /&gt;espaço no mercado político e na economia. Eleições são rituais sociais&lt;br /&gt;e políticos que concentram grande atenção da população, mesmo em&lt;br /&gt;países onde o voto não é obrigatório, porque ocorre um aumento&lt;br /&gt;exponencial de ações de comunicação política e de mobilização&lt;br /&gt;comunitária por parte dos interessados, geralmente os candidatos, seus&lt;br /&gt;partidos e setores da economia direta e indiretamente envolvidos no processo eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O impacto da convergência midiática aperfeiçoa  processos eleitorais&lt;br /&gt;rapidamente, influenciando o comportamento da sociedade de consumo,&lt;br /&gt;cuja dinâmica torna-se cada vez mais complexa e efêmera. Eventos&lt;br /&gt;espetaculares e sazonais, como eleições, concentram muitos recursos e&lt;br /&gt;esforços para atrair a atenção do cidadão consumidor/eleitor. Essa é&lt;br /&gt;uma faceta da realidade multimídia  da Sociedade do consumo e do&lt;br /&gt;Estado do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O debate político ocorre em sistemas comunicativos complexos e de&lt;br /&gt;difícil decodificação pelo senso comum, espaço onde se concentra a&lt;br /&gt;maioria dos votos desejados pelos candidatos.  Por isso, configuram&lt;br /&gt;desafios para os gestores de campanhas eleitorais a obtenção de um&lt;br /&gt;adequado posicionamento de seus candidatos, de forma a resultar em&lt;br /&gt;mais visibilidade e influência sobre públicos variados simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aplicação da linguagem publicitária ao discurso político resulta na&lt;br /&gt;divulgação de slogans, palavras de ordem e discursos sintéticos, como&lt;br /&gt;se fossem curtos comerciais, e no surgimento da figura do candidato/produto artificialmente construído. A midiática sociedade de consumo e a política espetacular são resultados de uma nova cultura de massas, que induz à anonimalização do indivíduo, à perda de identidade individual, à participação política instantânea, sem envolvimento consistente no processo decisório, em quase todas as instâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eleitoralmente, predomina a busca do voto e não o debate. A mobilização social e política ocorre por eventos e não por causas ideológicas e questões sociais estruturalmente relevantes. O desafio maior da sociedade do espetáculo e da cibercultura política é democratizar o acesso à informação inteligente, aquela que ajuda o cidadão a fazer a escolha correta. E esse processo ainda é incipiente na atualidade. &lt;br /&gt;Mas, o poder de indução a comportamentos midiáticos poderá influenciar a construção da  representatividade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos, ainda, uma transição na qual interagem a cultura política&lt;br /&gt;"tradicional" e a nova mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proliferação de vídeos com entrevistas e debates nos novos canais,&lt;br /&gt;como o You Tube, que ocorrem na  fase preparatória para as eleições,&lt;br /&gt;demonstram o poder de difusão das idéias dos candidatos, mas não&lt;br /&gt;garantem a assimilação coletiva nem a formação de uma consciência&lt;br /&gt;crítica do cidadão eleitor. Essa condição está vinculada tanto ao&lt;br /&gt;acesso aos canais de difusão como a uma boa educação política, que&lt;br /&gt;produza a melhor escolha, aperfeiçoando as relações democráticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síntese desse processo deverá gerar um novo Estado espetacular mais&lt;br /&gt;interativo e capaz de induzir a decisões/escolhas muito rapidamente. É&lt;br /&gt;desejável seja focado nos direitos individuais do cidadão e privilegie&lt;br /&gt;o interesse comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A política brasileira experimentará nos próximos meses o uso intensivo&lt;br /&gt;da Internet, com suas ferramentas e dos vários canais de difusão de&lt;br /&gt;informação, tudo voltado para as eleições de outubro.&lt;br /&gt;Será possível conhecer o potencial real do mercado político brasileiro&lt;br /&gt;e seu desempenho midiático.  É muito provável que as experiências&lt;br /&gt;sejam bem sucedidas, não obstante o alcance geográfico e qualitativo&lt;br /&gt;da Internet  ainda não ser capaz de alterar o processo eleitoral&lt;br /&gt;incisivamente, como acontece com a televisão e o rádio. Mas, seguramente, influenciará qualitativamente no resultado das eleições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-5784149438429423031?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/5784149438429423031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=5784149438429423031&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/5784149438429423031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/5784149438429423031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/04/campanhas-eleitorais-pela-internet.html' title='CAMPANHAS ELEITORAIS PELA INTERNET'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-8357765350811172046</id><published>2010-03-03T20:27:00.005-03:00</published><updated>2010-03-03T20:36:47.242-03:00</updated><title type='text'>INTERVENÇÃO OU AUTONOMIA</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA E SEU FUTURO&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Durante anos a sociedade brasiliense lutou para conquistar sua autonomia política e o direito de escolher democraticamente seus dirigentes e representantes parlamentares. E conseguiu.&lt;br /&gt;E, em 1986 aconteceu a primeira eleição para deputados e senadores no Distrito Federal. A população havia se mobilizado e participado intensamente dos debates pré eleitorais nos mais variados locais. Foram célebres os saudosos debates promovidos às segundas feiras, no antigo bar Moinho, na SQS 114. &lt;br /&gt;   O Brasil experimentava os primeiros e inebriantes momentos de liberdades democráticas, recentemente conquistadas, depois de muitos anos de autoritarismo. O país todo se preparara para a grande festa da democracia e Brasília não foi mera coadjuvante, atuou como protagonista. Afinal, era e continua sendo, a capital do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília surgiu de um grande sonho político empreendedor. A epopéia de sua construção começou a partir de uma decisão  de um líder visionário e estadista. Um político com consciência da importância estratégica de sua decisão de construir uma cidade no coração do país e nela instalar a capital, mudando todo o eixo de poder político e econômico, até então concentrado entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Tudo isso, em menos de quatro anos. Foi um grande feito político e administrativo!&lt;br /&gt;Com o surgimento de Brasília, o processo de interiorização do desenvolvimento nacional tornou-se uma realidade. Meio século depois, JK, de onde estiver, pode contemplar, panoramicamente, uma nova face geopolítica e geoeconômica do país.&lt;br /&gt;Parte da população brasileira que, durante o processo de industrialização, também encorpado na sua gestão, se movimentara do nordeste para o sudeste, e do sul para o noroeste, buscando melhores condições de vida, construiu, com sua peregrinação e trabalho, nova sociedade e nova economia. O crescimento da região noroeste do Brasil é uma realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país cresceu econômica e socialmente, a partir do surgimento de Brasília e da transferência da capital para o centro oeste. A própria mentalidade do brasileiro, antes focada apenas num modo hegemônico de ser e predominante no sudeste, passou a ser mais integradora e realista. Construir Brasília e mudar a capital do Brasil foi a decisão política de maior importância estratégica tomada por um homem público brasileiro, o inesquecível JK.&lt;br /&gt;Com essa ação, conseguiu mobilizar milhares de brasileiros para um projeto de futuro: ocupar e desenvolver o país, buscando corrigir desequilíbrios regionais estruturais. O que ainda está em processo, mas o Brasil seguramente se tornará mais homogêneo e fraterno, pois o sonho está se tornando realidade.&lt;br /&gt;Do prisma empreendedor Brasília foi um sucesso fenomenal. Do ponto de vista político, nem tanto. Não obstante a população local ter lutado por sua autonomia e direito à participação democrática, a história política do Distrito Federal registra contradições estruturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, representantes de oligarquias mineiras e goianas travaram o primeiro embate político, de nível estratégico, pelo comando político  e administrativo da capital, que recebera funcionários administrativos, na sua maioria transferidos do Rio de Janeiro, a antiga capital.&lt;br /&gt;Mas inúmeros brasileiros oriundos de diferentes regiões do país também vieram para a capital e ocuparam importantes espaços na incipiente economia do DF e na burocracia da capital, que também recebera políticos de todos os Estados com suas famílias e assessores.&lt;br /&gt;Iniciou-se, dessa forma, o primeiro estágio de integração social e cultural na capital. Grupos diversos, com interesses contraditórios, nem sempre focados nas necessidades da cidade, passaram a conviver e a disputar espaços em ambientes públicos utopicamente concebidos como democráticos.&lt;br /&gt;Decorrentes das contradições do sonho comunista do arquiteto e do urbanista surgiram disputas de poder entre os representantes das primeiras comunidades do plano piloto. Grupos sociais, com formação social distinta e poder político diferenciado, tiveram que disputar espaço e hegemonia nos mesmos ambientes.  Nas cidades satélites, o espírito de convivência destoou do centro. Mas, ao longo dos anos, foi contaminado pela arrogância das elites.&lt;br /&gt;O país experimentou a violência do golpe de 1964. E Brasília, cidade ainda em formação, mas já o centro administrativo do país, recebeu  - com indignação - a força da repressão política e da censura às expressões democráticas. A contundência  do golpe foi imensa e sentida como se um pesadelo substituísse o sonho de liberdade e possibilidade de se construir uma nova sociedade, num espaço geográfico, capaz de receber democraticamente todos que para cá viessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  As desigualdades sociais, o favorecimento às elites administrativas, militares e políticas ficou logo evidenciado, em detrimento das demais categorias sociais que ajudaram a construir a cidade. Surgiu uma terra de impunidade para os detentores do poder e seus aliados, fato historicamente comum em situações autoritárias e em regimes de exceção. Mas em Brasília, a impunidade passou a ser regra para proteger o comportamento das elites transgressoras.&lt;br /&gt;O brasiliense viveu sob um clima político repressivo durante muitos anos, de 1964 a 1985. A primeira geração de brasileiros que se tornaram brasilienses viveu momentos de grandes perplexidades.&lt;br /&gt;Havia muito pouco espaço para a participação  e a população, sobretudo a juventude, desenvolveu outras estratégias para ocupar seu tempo. Canalizou suas energias para a música, para o esporte, para o misticismo, para os “pegas” de carros, para as brigas e para as drogas. &lt;br /&gt;Parte da cidade alucinou, mas foi protegida pelo regime de exceção, cujas praticas tornavam imunes, pela impunidade, os filhos das elites locais transgressores das  regras. Talvez aqui esteja fincada uma das raízes da violência social local, do consumo de drogas que tanto incomoda a família brasiliense, e da sensação de impunidade, transtorno de comportamento visível, sobretudo entre quem se acha membro da corte tupiniquim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sobreveio a democracia. E foi uma grande festa. Politicamente a sociedade brasiliense revelou uma vontade imensa, mas demonstrou precária competência gerencial para assumir e comandar seus destinos de capital do Brasil e construir as bases sociais e políticas que garantissem sua autonomia  e sustentabilidade. Governada por oligarca com visão, prática e interesses paroquiais, foi encampada pela ação de dirigentes com minúscula cultura política e gerencial. E o sonho de JK de construir uma grande metrópole, capaz de ir bem além de um centro administrativo, foi atropelado pelo crescimento desordenado, pela grilagem de terras, pela ação criminosa de dirigentes sem formação para servir o público. &lt;br /&gt;Boa parte da população foi anestesiada politicamente por um discurso populista, paternal e hipócrita. Tivemos uma esquerda aguerrida no discurso de oposição. Mas quando chegou ao poder pouco fez. E o poder foi devolvido aos profissionais do populismo, da grilagem e da corrupção. A certeza da impunidade foi um marco estrutural na política local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe se com alegria ou perplexidade, o brasiliense vê, finalmente, a justiça  a funcionar. O quebra cabeças ainda não está montado. Tem muita coisa inexplicada, ainda. Parece haver uma sincronia, algo bem articulado: de um lado, o desmonte do executivo local. E, pelo jeito, merecidamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro, invasões de terras, sob o argumento de que o pai populista irá voltar e legitimá-las, criando expectativas terríveis para o futuro próximo da capital. &lt;br /&gt;Por que só alguns estão sendo penalizados e não todo o grupo, sobretudo os criadores dessas práticas, não estão sob o jugo da justiça? Isso incomoda boa parcela da população. Daí, a perplexidade e a desconfiança.&lt;br /&gt;Há uma profunda crise institucional, na  qual os gestores do caos político são os próprios parlamentares locais. O executivo foi desmascarado. A crise é séria. Mais uma vez, o eleitor foi enganado. E, ao que tudo indica, terá que optar, mais uma vez, pela mesma coisa, ou por coisa pior. Nem Sofia conseguiria escolher entre essas opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de intervenção está colocada. É um instrumento legítimo e eventualmente necessário. Mas não é o caso do DF. Não obstante a fragilidade do executivo e do legislativo, as instituições estão funcionando e a ordem pública mantida. Como disse, a população está em stand by, aguardando o desfecho da crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setores da sociedade local, políticos mais conscientes da gravidade da situação, o setor produtivo e outras forças políticas se mobilizam contra a Intervenção, já pedida pelo procurador geral, com argumentos que muitos não vêm consistência, mas que têm um peso significativo, por ser a posição de uma instituição acreditada, o Ministério Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No primeiro momento, quando o governador interino procurou o apoio da Câmara Distrital para manter a propalada governabilidade que, em linguagem direta significa a acomodação de interesses políticos e econômicos dos ilustres representantes parlamentares, e não conseguiu, ficou evidenciado que os deputados estavam se movimentando para assumir o GDF. E assumiram o comando do executivo.  Nem mesmo o alerta da possibilidade de uma intervenção federal, conseguiu, naquele momento, despertar um mínimo de solidariedade política e compromisso cívico dos representantes do parlamento. Claro que os deputados tinham suas razões, em ano eleitoral, com a corda no pescoço, por serem membros de uma instituição desprezada pela sociedade e responsável por um péssimo comportamento político e ético, precisavam mostrar serviço e dar uma resposta à sociedade. O jogo ficou embaralhado e o governador interino foi obrigado a renunciar, abrindo caminho para a assunção do GDF pelo presidente da câmara distrital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o problema da intervenção não foi resolvido ainda. A credibilidade dos governantes continua mínima e o jogo político macro está assumindo uma configuração tensa, na qual, simbolicamente, Brasília, interfere na definição do processo. Pois sua crise político institucional ressoa negativamente em todos os estados e municípios, ao contrário das crises localizadas que impactam superficialmente a dinâmica sócio-política local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, ao fazermos uma leitura das duas décadas de autonomia política e direito ao voto para o brasiliense, constatamos que votou mal. Sobretudo nas últimas eleições. Muito mal. Mas isso não justifica o argumento de intervir no DF e completar a desmoralização de um sistema já fragilizado e abalar ainda mais a auto-estima da população. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa medida teria um impacto muito forte sobre a sociedade política local, mas ressoaria negativamente em toda a federação, pois a capital do Brasil não é uma cidade qualquer, principalmente num ano eleitoral.&lt;br /&gt;O custo político e administrativo de uma decisão de tal monta seria muito alto. E qualquer que fosse a escolha de um interventor, técnico, político, militar, magistrado, religioso, empresário, sua ação beneficiaria politicamente a um determinado grupo de pode, em disputa eleitoral. Além de ter um impacto constitucional significativo, impedindo durante sua vigência mudanças constitucionais de interesses de outras unidades da federação e do próprio governo federal. Portanto, seria uma decisão extrema. E não é o caso do Distrito Federal. Aqui, o problema é policial: é preciso desmontar as quadrilhas, prender e condenar os criminosos. E a população precisa escolher melhor e cobrar o aperfeiçoamento das instituições do GDF, sobretudo da câmara distrital, a mais desmoralizada instituição do DF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os detentores de mandato popular não estão conseguindo governar, como conseguiria fazê-lo um interventor? Nem nas ditaduras interventores deram contar de tão árdua tarefa em prazo exíguo de tempo, como acontece agora em Brasília.&lt;br /&gt;Seria mais inteligente e racional , do ponto de vista gerencial, que o governo federal cobrasse resultados do GDF sobre a aplicação das verbas federais.&lt;br /&gt;E que o presidente do Brasil assumisse o papel de fiscal, de auditor e de chefe de Estado e exigisse do GDF soluções para os problemas colocados.&lt;br /&gt;Não seria bem uma parceria política, mas, sim, a assunção de responsabilidade de um chefe de Estado, em nível federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília não pode continuar desgovernada. Uma crise de comando é muito séria, pois atinge o ânimo do servidor público comum, que desconhece a importância de seu engajamento e comprometimento diário. Esse trabalhador reage apenas, não é proativo. Quem sofre com isso, são os setores mais carentes da atenção do governo.&lt;br /&gt;Não há, portanto, tempo hábil, gerencialmente, para qualquer tipo de intervenção. É preciso mudar o foco. Brasília precisa de solidariedade entre todos os setores para construir um novo projeto de sociedade. É fundamental que a fiscalização sobre a ação do GDF se intensifique por parte de todos os setores sociais e instituições, para que haja o cumprimento de todos os compromissos assumidos pelo governo do DF nas eleições passadas, quando a população local lhe deu um voto de confiança.&lt;br /&gt;A população do Distrito Federal precisa sair dessa ressaca e uma boa dose de cidadania e alerta seria muito bom  para despertar para o compromisso de participar mais intensamente dos processos políticos que decidirão seu futuro.&lt;br /&gt;A possibilidade de intervenção está colocada. Que sirva de alerta, apenas!&lt;br /&gt;E que o executivo e o legislativo acordem para suas responsabilidades institucionais e que a população cobre resultados e não jogue fora, mais uma vez, seu voto nas próximas eleições. O momento é de renovação! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que pessoas com boas idéias, competência técnica, honestidade, integridade, vocação para servir ao público, compromisso com o bem coletivo e foco no interesse social tenham chances de mostrar seus serviços.&lt;br /&gt;Enquanto as eleições não chegam, Brasília acompanhará o desfecho dessa crise institucional entre os três poderes. Que esse processo sirva para a aprendizagem institucional e crescimento da democracia. Essa exige poderes institucionais fortalecidos, cumprimento impessoal das regras e fiscalização isenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACORDA BRASÍLIA!&lt;br /&gt; AUTONOMIA, SIM! &lt;br /&gt;INTERVENÇÃO, NÃO!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-8357765350811172046?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/8357765350811172046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=8357765350811172046&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8357765350811172046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8357765350811172046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/03/intervencao-ou-autonomia.html' title='INTERVENÇÃO OU AUTONOMIA'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-3742785038148629408</id><published>2010-01-06T09:52:00.018-02:00</published><updated>2010-01-06T10:55:43.797-02:00</updated><title type='text'>Arrudagate: "se puxar o fio, será um tsunami político", diz especialista</title><content type='html'>O suposto esquema de pagamento de propinas envolvendo membros do Executivo e Legislativo do Distrito Federal é uma prática que ocorre, neste momento, em outros lugares do país, porque o problema central está na apropriação do orçamento público para fazer negócios privados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;             Essa constatação é do experiente cientista político de Brasília Antônio Flávio Testa, que em entrevista ao Contas Abertas ainda afirmou que os deputados da Câmara Legislativa do DF, salvo “muito poucas exceções, apresentam uma performance política e ética muito aquém do mínimo aceitável numa democracia”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É difícil avaliar a atuação de políticos que se corrompem e utilizam meias para guardar dinheiro de propina e justificam esse ato como se fosse para preservar sua integridade física”, diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse tipo de político [que fez a 'oração da propina'], desprovido de qualquer dosagem de escrúpulo, de ética, de senso crítico, deveria ser banido do sistema político e do religioso. Pois desonra, com essas práticas, tanto o Parlamento como o tabernáculo, que lhe dá sustentação eleitoral. Os péssimos exemplos são muitos.&lt;br /&gt; As boas ações ainda são invisíveis, se é que existem”, avalia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              -------------------------------------------------- &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Segundo Testa, o sistema de governo no país está bem corrompido. "Mensalões são usuais na prática política brasileira. No Brasil, política é a disputa entre grupos privados pelo controle do patrimônio público. Se puxar o fio de meada, com transparência, o efeito será de um dominó caindo sobre o outro. Um tsunami político", acredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a entrevista abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CA - Como o senhor avalia essa crise pela qual passa os poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal, respingando um pouco ainda no Ministério Público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testa - &lt;strong&gt;A relação entre os Três Poderes revela uma articulação para fazer prevalecer interesses de grupos que estão no comando desses poderes, sobretudo do Executivo e do Legislativo, mas supervisionados pelo Judiciário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, ocorre a captura desses poderes por grupos que se revezam no comando das máquinas de governo, executiva e legislativa, com aliados poderosos no Judiciário. Isso leva a uma lógica funcional que impede a fiscalização mútua entre os Três Poderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece o contrário: um tipo de cooptação que leva a um mecanismo de proteção mútua entre os poderes, mantendo os interesses corporativos dos grupos que estão no comando das instituições de governo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 ------------------------------------------------&lt;br /&gt;                         CA - Há anos, muito se critica o comportamento ético de boa parte dos deputados distritais da Câmara Legislativa do DF. No entanto, todos que ali estão são eleitos democraticamente pelos cidadãos. Não há uma contradição nessa questão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testa - &lt;strong&gt;Aparentemente sim. O processo eleitoral é democrático, mas o sistema político funciona de forma a induzir o eleitor a escolher candidatos que, na maioria das vezes, pertencem a corporações econômicas, militares, policiais, religiosas, sindicais e outras oligarquias, com interesses particulares muito bem definidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez eleitos, atuam muito mais como representantes dos interesses dessas corporações do que em defesa da sociedade, do bem comum. A Câmara distrital é um exemplo real desse fenômeno. São poucos os parlamentares que atuam como representantes da população. É uma Câmara corporativista e distanciada profundamente dos interesses e das necessidades da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande contradição está exatamente nesse fato: a população eleje candidatos que irão trabalhar intensamente para viabilizar interesses de grupos privados, além de interesses pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há, salvo poucas e notórias exceções, parlamentares distritais que apresentam um desempenho compatível com a dimensão geopolítica do Distrito Federal. Os cidadãos são iludidos por um sistema político eleitoral enganoso, que cobra seu voto, mas não garante o retorno qualitativo dessa escolha.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;                 --------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      CA - Como o senhor avalia a atuação dos deputados distritais de Brasília?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Testa - Salvo poucas, muito poucas exceções, os distritais locais apresentam uma performance política e ética muito aquém do mínimo aceitável numa democracia. É difícil avaliar a atuação de políticos que se corrompem e utilizam meias para guardar dinheiro de propina e justificam esse ato como se fosse para preservar sua integridade física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como avaliar a atuação de políticos que aprovam leis para beneficiar suas próprias empresas, em detrimento do bem comum? Como avaliar políticos que oram, como fariseus, agradecendo a deus dinheiro de propina e pela existência de personagem como o chantageador e operador das extorsões?   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de político, desprovido de qualquer dosagem de escrúpulo, de ética, de senso crítico, deveria ser banido do sistema político e do religioso. Pois desonra, com essas práticas, tanto o Parlamento como o tabernáculo, que lhe dá sustentação eleitoral. Os péssimos exemplos são muitos. As boas ações ainda são invisíveis, se é que existem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais preocupa é a possibilidade de o eleitor ter que optar, nas próximas eleições, por candidatos apresentados por um sistema partidário que reproduz estruturalmente essa mediocridade e descompromisso cívico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que os próprios partidos são capturados por grupos de poder, dos mais variados matizes e com um só interesse: poder - para viabilizar seus interesses econômicos. Pode ser que alguns desses não voltem. Mas, seguramente, lá colocarão prepostos treinados nas mesmas práticas e com os mesmos interesses.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          --------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         CA - É possível afirmar que esse suposto esquema de pagamento de propina envolvendo empresários, parlamentares e membros do Governo do Distrito Federal (GDF) é uma prática comum na política brasileira? Em outras cidades do país pode estar ocorrendo, neste momento, situação semelhante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Testa - O sistema político brasileiro funciona baseado num relacionamento orgânico entre o Executivo e o Parlamento. Se o Executivo não tiver maioria no Parlamento, precisa negociar, para aprovar projetos de seu interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relatórios de diversas CPIs, como a dos Correios e a do Mensalão, revelaram que a negociação entre o grupo que está no comando do Executivo e o Parlamento (uma coalizão de partidos para dar sustentação ao governo) tem um preço, que é pago em dinheiro; além de outras facilidades, como a entrega, de "&lt;em&gt;porteira fechada&lt;/em&gt;", de estatais e órgãos estratégicos, dotados de muito orçamento, para que os partidos aliados apoiem o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tucanos mineiros introduziram essa prática no final dos anos 90. O PT aperfeiçoou em nível federal, no primeiro mandato do governo Lula. E o DEM do DF apenas replicou algo que, se houver interesse e investigação profunda, provavelmente serão encontradas raízes dessa prática desde a primeira eleição no DF, uma vez que o grupo que está no poder é praticamente o mesmo. E a cultura política local reproduz o que ocorre em todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, essa prática ocorre em outros estados. Basta acompanharmos as denúncias nas mídias regionais e até nacional. O problema central está na apropriação do orçamento público para fazer negócios privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio processo eleitoral brasileiro tem um custo elevado - que não será minimizado com o financiamento público de campanha - e gera grande dependência de financiadores: os vários grupos de interesses dos mais variados setores da economia, que investem em candidatos que irão trabalhar para viabilizar seus interesses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, acontecem tantas denúncias, geralmente patrocinadas por grupos que ficaram fora das negociações e acertos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     -----------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; CA - Se vários “Durvais Barbosa”, “Robertos Jefferson” e “Nicéias Pita” “saíssem do armário” e resolvessem “abrir o jogo”, o senhor acredita que muito mais políticos e empresários brasileiros possam estar envolvidos em esquemas de corrupção? No popular: tem gente que escapa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Testa - Esses personagens não "saíram do armário", foram expurgados do sistema de corrupção e abriram o jogo, mas apenas parcialmente. Muita coisa ainda não foi explicada. No caso Jefferson, ainda falta explicar, pelo menos, o que foi feito dos R$ 4 milhões (ou muitos milhões mais). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso Durval, por que somente agora resolveu mostrar vídeos só desse governo, uma vez que operou nos governos passados? Nesse caso, parece mais uma troca de comando. É o mesmo grupo, mas houve uma troca de comando no processo de chantagem e repasse. Não dá para acreditar em delação premiada para esse tipo de crime. Portanto, esse argumento é uma balela. É uma aposta na ingenuidade da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de operador é útil ao sistema político brasileiro, que costuma absorver e perdoar esse tipo de criminoso. Está, por isso, historicamente blindado. Apenas sairá de cena durante um tempo, para aproveitar a vida em algum paraíso. Basta lembrarmos ilustres criminosos do colarinho branco que protagonizaram grandes escândalos e roubalheiras nos últimos anos. E estão aí, soltos, fazendo suas armações, cheios de clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, no DF, tem muita coisa inexplicada ainda. As peças do quebra cabeças estão esparramadas e vai demorar para juntá-las e divulgar o resultado para a população. A mídia cooptada só divulgará o que for editado. A verdade não será publicizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de governo está bem corrompido. Mensalões são usuais na prática política brasileira. No Brasil, política é a disputa entre grupos privados pelo controle do patrimônio público. Se puxar o fio de meada, com transparência, o efeito será de um dominó caindo sobre o outro. Um tsunami político. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      --- -----  -  - - -------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         CA - A honestidade tem vez na política brasileira? Um cidadão comum consegue, por exemplo, se tornar vereador, deputado ou até mesmo senador, sem praticar nenhum ilícito ou ultrapassar as barreiras da ética e da moral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Testa - Sim, é possível. O indivíduo sabe seus limites éticos e morais. Ocorre que as instituições buscam mais poder e dinheiro. Esse é o jogo da política: partidos que querem poder e corporações que querem dinheiro. Tanto os partidos como as corporações são comandadas por pessoas e, conforme o nível que atuam, seus limites éticos e morais se alteram, pois deixam de ser meros indivíduos e passam a representar interesses corporativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um grande dilema existencial. Mas existem pessoas que não se corrompem. Geralmente são expurgadas do sistema.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       ------ ----------------------------------------------------------&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt; CA - Qual a sua opinião a respeito do projeto de iniciativa popular chamado “Ficha Limpa” que tramita no Congresso Nacional e tem o objetivo de barrar candidaturas de pessoas que respondem a processos judiciais, ainda em 1ª instância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Testa - Acho de uma ingenuidade muito grande. Quem propôs isso desconhece a cultura política brasileira e seu funcionamento institucional. Essa proposta sugere uma mudança estrutural na lógica jurídica brasileira. Não será aprovada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pode impedir corruptos de chegarem ao parlamento é o eleitor. Seria mais produtivo que a iniciativa popular sugerisse mais debates qualitativos e participação durante a preparação para o processo eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso mudar o aspecto espetacular e publicitário das candidaturas. Candidatos não podem ser oferecidos como se fossem cosméticos. O discurso publicitário e a produção televisiva espetacular deformam a realidade e engana o eleitor.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             ------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       CA - Pesquisas mostram que os brasileiros não confiam nos trabalhos de muitas instituições públicas do país. Quais medidas podem ser adotadas para mudar o atual quadro político brasileiro, manchado por casos de corrupção? Uma reforma política realmente pode melhorar a situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Testa - Qualquer reforma política que seja feita reproduzirá essa lógica de poder. A questão central está na cultura política clientelista, personalista e corrupta, que foi desenvolvida durante séculos nesse país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O cerne do problema é de educação política e cívica. Somente haverá mudanças significativas quando a mentalidade política brasileira fizer prevalecer o bem comum, o interesse nacional. Quando o público superar o privado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso, com a sociedade que temos hoje, não acontecerá, porque há um excesso de individualismo e egoísmo corporativo, que gera distorção qualitativa da prática política. O comportamento ético, tanto da sociedade como de seus representantes no parlamento, é pífio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brasileiros têm problemas demais para resolver no presente e transferem a responsabilidade de decidir sobre seu futuro para instituições partidárias, que não têm o menor interesse no bem estar social, nem no futuro da nação, mas sim na manutenção do poder e dos privilégios de seus controladores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Os partidos poderiam usar parte do fundo partidário para promoverem ações de educação política com foco num projeto de nação, baseado no seu ideário político. Suas fundações poderiam se transformar em centros de pesquisa e formação política, para formarem quadros com competência gerencial e visão política estratégica. Recursos existem e estão à disposição dos partidos, mas falta vontade política e interesse dos donos dos partidos.&lt;/strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-3742785038148629408?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=2937' title='Arrudagate: &quot;se puxar o fio, será um tsunami político&quot;, diz especialista'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/3742785038148629408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=3742785038148629408&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3742785038148629408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3742785038148629408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2010/01/arrudagate-se-puxar-o-fio-sera-um.html' title='Arrudagate: &quot;se puxar o fio, será um tsunami político&quot;, diz especialista'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-323376151282563955</id><published>2009-12-08T13:31:00.005-02:00</published><updated>2009-12-08T13:47:53.822-02:00</updated><title type='text'>Mensalão: “Só a transparência não resolve; Justiça tem que punir”, diz cientista político</title><content type='html'>Para atender aos princípios de transparência e acesso à informação dos gastos públicos, a lei determina que os estados e municípios divulguem, em um portal específico, relatórios bimestrais, demonstrativos financeiros e resumos da execução orçamentária. Mas isso pode ser apenas “um instrumento de comunicação institucional que não resolve nada”. Essa é a conclusão do cientista político, sociólogo e antropólogo Antônio Flávio Testa. Para ele, o modelo ideal de transparência em um governo seria fazer a Justiça funcionar. “A divulgação é apenas uma obrigação burocrática”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o escândalo que envolveu diversos contratos entre empresas privadas e órgãos do Governo do Distrito Federal, Testa avalia que o portal de contas públicas do GDF é insuficiente para coibir a eventuais casos corrupção. “A corrupção não está nos relatórios, que são maquiados e de difícil interpretação. A ação criminosa está na forma de contratação de serviços, nas compras e na apropriação indevida do dinheiro público”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o cientista político, que também é pesquisador das universidades de Brasília e Santa Catarina e professor do Instituto Legislativo Brasileiro e da Fundação Getúlio Vargas, alguns gabinetes parlamentares são escritórios de representação comercial privada. Em entrevista exclusiva, Antônio Flávio Testa fala sobre a impunidade e o ciclo vicioso no qual se tornou a corrupção no Brasil e suas instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ...............................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O senhor acredita que a falta de transparência nos gastos e atos públicos do GDF abriram oportunidades para este esquema de corrupção? Em outras palavras, maior transparência poderia tê-lo evitado?&lt;br /&gt;&gt; &lt;br /&gt;&gt; &lt;strong&gt; Esse esquema de corrupção é antigo e ocorre em quase todo o país. Não creio que a transparência, sem a isenta, imparcial e incorruptível fiscalização funcionasse. O problema é que os três poderes estão envolvidos. A corrupção é sistêmica, virou regra de funcionamento das relações entre o Estado e a iniciativa privada.  Nos parlamentos, a visão predominante é de alguns gabinetes são escritórios de representação comercial privada. Não há compromisso com o público.  O judiciário não funciona, acaba se envolvendo e protelando a aplicação da lei. E o que é pior: a deseducação cívica da grande parte da população brasileira é imensa, o que leva à aceitação tácita dessas práticas. O ciclo é vicioso e se reproduz estruturalmente, gerando um descompromisso profundo com a ética. A resultante mais visível dessa situação está no fato de que o cidadão comum percebe que os brasileiros são agentes desiguais perante a lei. Por isso, a sensação de impunidade acaba reificando a prática da corrupção institucional. E tudo fica como está.&lt;/strong&gt;&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.......................................&lt;br /&gt;&gt; 2- Este é, pelo menos, o terceiro caso configurado de um esquema de mensalão (o primeiro envolveu o PT e o outro foi o chamado "mensalão mineiro"). O senhor acredita que a estrutura das instituições políticas do país é frágil e deveria ser revista? &lt;br /&gt;&gt; &lt;br /&gt;&gt; &lt;strong&gt;Pelo que se tem notícia, o uso recente dessas práticas começou em Minas Gerais. O PT, em nível federal, aperfeiçou o processo de compra de votos no parlamento e de entregar a partidos,- na forma de "porteira fechada" instituições públicas inteiras, para administrarem de acordo com seus interesses, sobretudo nas licitações e contratações. Sob a justificativa de que era preciso   manter a governabilidade, num sistema presidencialista de coalizão. &lt;br /&gt;&gt; Vieram para o governo federal petista, especialistas nestas práticas, oriundos de vários Estados . A CPI dos correios e do mensalão revelou o nome desses personagens. &lt;br /&gt;&gt; &lt;br /&gt;&gt; Alguns sairam do governo, devido à pressão da mídia e de alguns setores insatisfeitos. Mas deixaram, como herança, além de substitutos, a cultura da cooptação barata, da subserviência aética, da corrupção escancarada, garantidos pela certeza da impunidade. Isso ocorre porque, nos três poderes NINGUÉM SABE DE NADA. A justificativa é sempre: eu não sabia. &lt;/strong&gt;&gt; &lt;strong&gt;O que se sabe é apenas que a certeza da impunidade é grande.&lt;br /&gt;&gt; Essas práticas e personagens contaminaram o sistema de governança vigente. As estruturas invisíveis dos governos estão adoecidas pela corrupção, as práticas são doentias. O desrespeito para com o interesse público é o grande motivador.&lt;br /&gt;&gt;  O mensalão do DEM era previsível, pois os personagens são os mesmos que atuaram nos demais mensalões. É só pegar o fio de meada e conferir.&lt;/strong&gt;&gt; &lt;br /&gt;&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..............................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; 3- O GDF deveria ter uma estrutura de fiscalização dos gastos mais forte do que em outros estados, já que grande parte de sua receita vem do orçamento federal?&lt;br /&gt;&gt; &lt;br /&gt;&gt; &lt;br /&gt;&gt; &lt;strong&gt;Não. Todos os Estados deveriam ter estruturas fiscalizadoras poderosas e isentas. É impossível o sistema de fiscalização atual funcionar em qualquer Estado.  Basta analisarmos a forma como são compostos os tribunais de contas. Sua capacidade de fiscalizar é muito limitada. A fiscalização deveria ser isenta, imparcial e justa. na prática, isso não ocorre. Os três poderes atuam, sistemicamente, de forma a protegerem um ao outro, ao invés de atuarem de acordo com suas missões institucionais. A fiscalização isenta, imparcial e incorruptível, é função primordial da democracia. Sem ela, não existe democracia, mas,arremedos...&lt;/strong&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.............................................&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&gt; 4- Qual seria o modelo ideal de transparência em um governo? Isto é, além da divulgação obrigatória dos relatórios bimestrais da Lei de Responsabilidade Fiscal e a publicação de atos no Diário Oficial, que outros instrumentos são fundamentais para a transparência?&lt;br /&gt;&gt; &lt;strong&gt;FAZER A JUSTIÇA FUNCIONAR, com mais agilidade. Isso já seria um grande avanço. A divulgação é apenas uma obrigação burocrática. Não resolve nada. A corrupção não está nos relatórios, que são maquiados e de difícil interpretação. A ação criminosa está na forma de contratação de serviços, nas compras e na apropriação indevida do dinheiro público. Causa muito prejuízo para a democracia e a sociedade o servidor público,de qualquer poder, corrupto. &lt;br /&gt;&gt; &lt;br /&gt;................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&gt; &lt;/strong&gt;&gt; 5- Sabe-se que conteúdo, facilidade de acesso, atualização e interação são algumas características importantes para um instrumento digital adequado de transparência nos gastos públicos. Neste sentido, qual a sua avaliação sobre o portal de contas públicas do GDF (http://www.df.gov.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=12478)?&lt;br /&gt;&gt; &lt;br /&gt;&gt;&lt;strong&gt; É apenas um instrumento de comunicação institucional. Não resolve nada. Os problemas não estão nas ferramentas de divulgação, mas nas práticas que os dirigentes adotam. O problema é a corrupção e a inoperância da justiça, além do conformismo da sociedade, que se indigna instantaneamente, só até o próximo escandâlo. Há uma hipocrisia sistêmica grassando nas relações do poder público com a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;........................................................&lt;br /&gt;&gt; &lt;/strong&gt;&gt;&lt;br /&gt; 6- As principais empresas citadas no inquérito que investiga o "mensalão do DEM" doaram oficialmente, desde 2002, R$ 5,6 milhões a candidatos de quase todos os partidos. É possível que a promiscuidade que hoje aparece tenha tido início ainda no início das relações entre doadores e beneficiários? Como evitar esse tipo de relação?&lt;br /&gt;&gt; &lt;br /&gt;&gt; &lt;strong&gt; É bem provável que isso ocorra desde a primeira eleição no país. Basta lembrarmos do caso PC Farias, no governo Collor e todas as outras eleições. Mas a corrupção não está vinculada apenas a eleições. &lt;br /&gt;&gt; A desculpa de caixa para campanha é velha, não serve mais.&lt;br /&gt;&gt; A essência da corrupção   está nas relações de compras e contratações do governo com a iniciativa privada, e no uso do dinheiro público. Se a justiça funcionasse com a devida agilidade, seria mais difícil isso acontecer. A corrupção diminuiria bastante se houvesse a devida punição aos corruptos. Mas, quando, no Brasil, um criminoso do colarinho branco poderoso foi condenado? Na magistratura, a pena é a aposentadoria compulsória (num país em que o sonho do brasileiro é ser servidor público e se aposentar com estabilidade), tem cabimento? &lt;br /&gt;&gt; Na política, se cassa mandatos, quando cassam, ( mas há o artifício da renúncia ao mandato, para voltar nas próximas eleições, abençoado pelo seu eleitorado).&lt;br /&gt;&gt;  No executivo, há a demissão, e fica por isso mesmo.&lt;br /&gt;&gt; Só se poderia evitar esse tipo de relação se a justiça funcionasse com agilidade, os corruptos poderosos fossem exemplarmente punidos e o cidadão acordasse para suas responsabilidades cívicas.&lt;br /&gt;&gt; Como se vê: é muito difícil evitar que isso volte a ocorrer.&lt;br /&gt;&gt; &lt;/strong&gt;&gt; &lt;br /&gt;&gt; &lt;br /&gt;&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-323376151282563955?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=2916' title='Mensalão: “Só a transparência não resolve; Justiça tem que punir”, diz cientista político'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/323376151282563955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=323376151282563955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/323376151282563955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/323376151282563955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/12/mensalao-so-transparencia-nao-resolve.html' title='Mensalão: “Só a transparência não resolve; Justiça tem que punir”, diz cientista político'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-2486518843680788541</id><published>2009-09-29T12:23:00.003-03:00</published><updated>2009-09-29T12:30:12.335-03:00</updated><title type='text'>REFORMA POLÍTICA, quem ganha e quem perde</title><content type='html'>A discussão em torno da reforma política já se arrasta por mais de uma década nas diversas instâncias do Congresso. Mas a ênfase da discussão converge sempre para a possível reforma partidária e a ajustes da legislação eleitoral. Seu foco é sempre a demanda imediata, a próxima eleição. Há outras questões importantes, estruturais, que precisam ser revistas e realinhadas às necessidades atuais do sistema de governo, envolvem as articulações entre os três poderes e também o sistema político partidário. Mas não entram na agenda política, por vários motivos, entre eles, as dificuldades operacionais de se realizar mudanças no ordenamento jurídico-institucional brasileiro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Em relação à reforma política, especificamente, a discussão é séria e não há consenso. Provavelmente porque qualquer que seja a mudança a ser estabelecida decorrerá de uma negociação na qual uma parte perde muito e a outra ganha muito.  A discussão empacou no item sobre a lista fechada de candidatos e, consequentemente, o financiamento público exclusivo de campanha. Isso ocorreu porque setores dos legislativos municipal, estadual e federal sentiram-se potencialmente prejudicados, uma vez que suas possibilidades de virem a compor as listas em condições favoráveis diminuem, se a lista for preenchida conforme a vontade dos “donos” dos partidos. A lógica eleitoral, contudo, ensina que os partidos devem compor as listas com candidatos bons de votos, pois assim garantem sua sobrevivência política, no médio e longo prazos. Mas nem todos pensam dessa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há também que considerar: se a lista fechada for aprovada, virá junto com ela o financiamento público de campanha. O que significa, na prática, mais transferência de poder aos controladores dos partidos, pois além de comandarem o processo de composição das listas também administrarão o fundo partidário, dois instrumentos decisivos para cooptarem os deputados eleitos e se manterem no comando das máquinas partidárias. O jogo do perde e ganha fica muito nítido quando se analisa essa movimentação em torno da reforma política proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Obviamente, existem mecanismos institucionais que neutralizariam essa concentração excessiva de poder nas mãos das oligarquias partidárias, a democracia interna nos partidos, seria um deles. Mas essa é uma decisão interna de cada partido, conforme sua regulamentação legal. Nada garante que o processo político interno seja democratizado com as listas fechadas e o financiamento público exclusivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O argumento de que é necessário fortalecer a estrutura partidária brasileira é forte, mas não convincente, pois as propostas apresentadas para esse fortalecimento parecem induzir mais à oligarquização do que à democratização, mais à concentração de poder do que à distribuição do mesmo nas diversas instâncias partidárias. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Existem outros aspectos que merecem análise mais apurada. Entre eles, uma avaliação prospectiva sobre qual seria o perfil partidário regional e nacional resultante da aprovação da reforma política proposta. Que partidos ficariam mais fortes e quais enfraqueceriam? Essa análise permite-nos verificar o possível redesenho partidário nacional e seu impacto, já nas próximas eleições. Isto significa conhecer quais forças partidárias poderiam interferir no processo decisório nacional, no médio prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;         Considerando a reforma política proposta, suas implicações sobre a dinâmica governamental e seus mecanismos para a ocupação de espaços efetivos no processo decisório nacional, verifica-se o quanto é difícil o consenso necessário para uma decisão que promova o entendimento político partidário, a ponto de gerar comprometimento com um possível projeto futuro de nação e não um mero projeto de poder, como tem ocorrido até o presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-2486518843680788541?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/2486518843680788541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=2486518843680788541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/2486518843680788541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/2486518843680788541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/09/reforma-politica-quem-ganha-e-quem.html' title='REFORMA POLÍTICA, quem ganha e quem perde'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-3434537226710512757</id><published>2009-08-19T09:22:00.003-03:00</published><updated>2009-08-19T09:23:22.641-03:00</updated><title type='text'>A geografia do crime no DF</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; MARGIN-LEFT: 18pt; LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN-RIGHT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ao analisarmos o comportamento criminoso no  distrito federal nos deparamos com algumas peculiaridades: a vulnerabilidade do  patrimônio público e privado é crescente, não obstante Brasília ser a cidade que  mais contrata serviços de segurança privada, segundo a própria imprensa divulgou  recentemente. Outra característica está ligada ao crescente consumo de drogas na  cidade, a últimas apreensões feitas pela polícia demonstra a robustez do mercado  de consumo local que, mesmo com as prisões, continua aquecido. Incrível! É  notável também a pujança da economia informal, sobretudo no que se refere à  indústria do desmonte e de circulação de produtos roubados. O patrimônio público  e privado, vulneráveis, tornam-se atrativos para esse tipo de crime.  Sabe-se de  prisões de ladrões de carros, de eletrodomésticos, de eletrônicos etc, mas não  são publicizadas as prisões dos receptadores, tampouco temos informações sobre a  dinâmica desse mercado que se abastece do patrimônio alheio e que volta às mãos  de consumidores que se apropriam indiretamente do produto dessa ação criminosa,  alimentando perversamente um ciclo vicioso, baseado na expropriação do  patrimônio alheio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; MARGIN-LEFT: 18pt; LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN-RIGHT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Os crimes de colarinho branco não são  objeto de análise nesse artigo, até porque são considerados irrelevantes pelo  poder público, pelos três poderes. A sociedade assiste assustada e anestesiada  ao  crescimento da impunidade, aos acordos que as elites dirigentes fazem para  proteger aqueles que mandam, de fato, no país, enquanto o cidadão comum  financia, mediante altos impostos, a construção de duas trágicas estruturas: a  sua transformação em vítima potencial da violência e a ineficiência do Estado,  incapaz de combater o crime. ´&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; MARGIN-LEFT: 18pt; LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN-RIGHT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Não há a quem recorrer, os três poderes  continuam articulados para beneficiar os poderosos e criminalizar o coitado,  aquele que comete crimes movidos pelas mais diversas motivações, inclusive pelo  exemplo dado explicitamente pelos elites dirigentes. A economia do combate ao  crime prospera, enquanto famílias vitimizadas, desesperadas,  gritam, choram e  se recolhem no seu luto indignado e sofrido. Mas a balada continua, a juventude,  os adultos e muitos outros consomem drogas e curtem a vida como se nada custasse  para a sociedade a economia do tráfico, nem a política da impunidade, que se  alimenta das brechas legais, favorecendo os criminosos e enriquecendo quem vive  de mais valia relativa do crime. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; MARGIN-LEFT: 18pt; LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN-RIGHT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A hipocrisia congênita que grassa nas  relações sociais e na ação individual, egoísta, voltada à satisfação de desejos  pessoais apenas, desvela a crua realidade do Brasil nesse início de século. A  crise moral e o embotamento ético não permite as pessoas discernirem com  sabedoria a complexidade dos processos sociais vigentes. As instituições são  míopes em suas ações, porque seu foco é sempre sua missão organizacional, não  conseguem articular um projeto de nação que crie condições de convivência  fraterna, antes ajem de forma a estimular a economia da violência, a sociedade  da tragédia, a filosofia do vale tudo, do arrivismo e desrespeito a tudo que  seria de todos, o patrimônio público. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; MARGIN-LEFT: 18pt; LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN-RIGHT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A ética vigente sustenta-se no  patrimonialismo mais adoecido que história recente desse país pode desenvolver,  alicerçada no clientelismo, na apropriação de setores do Estado por grupos  privados, ligados a interesses partidários que, por sua vez, vinculam-se aos  mais escusos interesses da economia, sustentados no mais completo desrespeito à  nação e ao povo. O caráter anal dos banqueiros, o sanguesuguismo de políticos  sem ideologia e burocratas que, cotidianamente, desmerecem o direito de servir  ao público.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; MARGIN-LEFT: 18pt; LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN-RIGHT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A lógica vigente é a do combate pelo  combate, da repressão pela repressão, do castigo pelo castigo. O Brasil é um  país sem visão de futuro. A família brasileira não consegue planejar o futuro da  nação brasileira.  A juventude que irá assumir o comando desse país está sendo  adestrada num ambiente violento, drogado, sem amor a si e nem ao próximo, quanto  mais ao seu país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; MARGIN-LEFT: 18pt; LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN-RIGHT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A criminalidade no DF, é combatida pela  polícia, que apresenta significativo êxito em muitas ações. Mas isso não  significa que ela diminui expressivamente. Apenas migra de uma área para outra.  O criminoso busca sua vítima onde ela estiver. Isso significa que a população  precisa, além de ficar bem mais atenta no seu dia a dia, cobrar mais eficiência  do Estado.  A sociedade precisa exigir que a polícia esteja mais presente, que  seja mais treinada, reciclada profissionalmente. De nada adianta a polícia  aparecer depois que o crime aconteceu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; MARGIN-LEFT: 18pt; LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN-RIGHT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Um trágico exemplo foi o assassinato do  diretor de uma escola pública no Lago Oeste por traficantes. O crime já estava  agendado, os bandidos só esperavam o melhor momento. A comunidade local sabe  quem são os traficantes, é de domínio público, mas a polícia não toma  providências e nem age preventivamente. Continuam lá traficando, apenas foram  presos os assassinos confessos. A PM colocou lá uma viatura, até quando ela lá  ficará? Qual a eficácia dessa medida? Quando a polícia vai fazer uma devassa na  região e extirpar de vez os traficantes? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN-BOTTOM: 0pt; MARGIN-LEFT: 18pt; LINE-HEIGHT: 150%; MARGIN-RIGHT: 0cm; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="line-height: 150%; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Assim ocorre em todas as áreas, a  polícia  chega depois. As autoridades reclamam das reais dificuldades, mas e a população?  Ela não paga seus impostos, não contribuiu às duras penas, sofrendo cobranças,  pagando multas pesadas etc? Onde está o cerne do problema: na ineficiência do  Estado ou no comportamento da sociedade? Na prática há uma transferência de  responsabilidades. É sempre um culpando o outro. O ciclo vicioso se  reproduz, intensificando sua estruturação, tornando cada vez mais difícil  resolver os problemas de segurança pública que, diga-se de passagem, não é um  problema meramente policial, é de toda a sociedade e de todo o Estado. Mas como  romper as amarras do ciclo vicioso, se a ineficiência dos gastos públicos é uma  realidade e se os políticos só querem mostrar resultados imediatos, maquiados,  na maior parte das vezes, por vivem em estado pré eleitoral. Não são servidores  públicos, antes servem-se do público, e o público aceita. Essa é a grande  tragédia brasileira: a subserviência do público ao Estado que, por sua vez,  continua capturado por setores privados somente interessados em beneficiar a si  próprios e seus aliados. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-3434537226710512757?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/3434537226710512757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=3434537226710512757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3434537226710512757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3434537226710512757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/08/geografia-do-crime-no-df.html' title='A geografia do crime no DF'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-9052175000842891762</id><published>2009-08-19T09:19:00.002-03:00</published><updated>2009-08-19T09:24:08.243-03:00</updated><title type='text'>Marketing esportivo, Uma estratégia para o desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;No Brasil, a percepção do mercado  esportivo ainda é muito amadora. Além disso, é muito fragmentada e não há   convergência entre os setores públicos e privados sobre o potencial  dos  negócios esportivos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O esporte, mesmo em setores  profissionalizados, é tratado com clientelismo e os investimentos feitos com  recursos públicos caem sempre na vala comum dos fundos perdidos e o retorno,  tanto social como negocial, é sempre pífio. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Os dirigentes desportivos  brasileiros, em sua quase totalidade, não conseguem analisar o potencial do  mercado desportivo, como um ambiente para investimento com a lógica capitalista  competitiva. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ao contrário, suas ações  denotam,  quase sempre, interesses pessoais/grupais, sobrepujando interesses coletivos  que, atendidos, resultariam em crescimento econômico no setor desportivo e  mudanças, para melhor, no funcionamento das instituições ligadas ao  esporte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O Estado, por sua vez, percebe e  trata o esporte com ações compensatórias e conjunturais. Não existem  objetivos  estratégicos. Tampouco os investimentos públicos são canalizados para um projeto  de longo prazo, com vistas a tornar o país um bom ambiente para os negócios do  esporte, criando oportunidades para  a geração de empregos e  renda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Com raras exceções, os mais variados  setores esportivos brasileiros sobrevivem de favores, de patrocínios esporádicos  e não conseguem se desenvolver pela incapacidade estrutural de se auto  gerenciarem e criarem a riqueza necessária para movimentar economicamente suas   modalidades esportivas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O questionamento sobre a visível  miopia estratégica de marketing do Estado brasileiro é crescente. Exemplos bem  sucedidos como a aliança entre o Banco do Brasil e o Voleibol, os Correios e o  futebol de salão, deveriam ser ampliados para setores esportivos promissores,  não apenas canalizados para o sistema olímpico. Essas parcerias deveriam  contemplar também  segmentos que poderiam gerar novos micro mercados esportivos,  com eventos e circuitos competitivos capazes de mobilizar uma cadeia produtiva  específica. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Viabilizando a participação de novos  fornecedores e consumidores de serviços e produtos próprios para a dinamização  do micro setor, gerando riqueza setorial, emprego, renda e estimulando o  consumo  em todos os níveis, sobretudo no merchandising e no aprofundamento das  relações com o consumidor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Para tanto, a mídia deveria  diversificar sua pauta, abrindo espaço para novos esportes. Isso só ocorre no  capitalismo midiático se houver a formatação e dinamização de novos mercados  consumidores e estimuladores de novos investimentos, ampliando a demanda por  ações de comunicação estratégica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O fenômeno norte americano do  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ultimate Fithing &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;– UFC e o K1  japonês, são bons exemplos de novos setores esportivos que mobilizam uma  complexa e diversificada cadeia produtiva voltada para o espetáculo de lutas. O  sucesso de mídia é significativo, e, economicamente, movimenta expressivas  somas, oriundas dos negócios que ocorrem nas cadeias produtivas mobilizadas  pelos eventos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O negócio esportivo é um grande  alavancador de riquezas nesse século, mas precisará ser gerenciado  profissionalmente, tanto pelo setor público, que deveria ter motivação  estratégica, de Estado, como pelo privado, que usufrui das benesses dos  investimentos públicos. No entanto, na prática,esse processo ocorre  desordenadamente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Os focos são sempre os grandes  circuitos consolidados, que geram e concentram muita riqueza, mas para os mesmos  setores. Não há investimentos estratégicos em novos  setores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A demanda pela diversificação do  mercado esportivo é patente, mas a hegemonia continua com o futebol, o voleibol,  o automobilismo e alguns outros importantes setores do mercado desportivo  internacional. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Não se trata de desviar o foco desses  segmentos, ao contrário,  é necessário ampliar o foco das lentes até torná-las  capazes de analisar estrategicamente os vários setores esportivos, ainda  desmerecedores da devida atenção pública e  privada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O Brasil, com toda sua diversidade e  desigualdade, apresenta um imenso potencial para desenvolver o mercado esportivo  e corrigir desequilíbrios estruturais que penalizam sobretudo os segmentos mais  jovens de nossa sociedade. Novos mercados esportivos dinamizados poderiam ocupar  a força de trabalho juvenil, criativa e carente de oportunidades para construir  seu futuro. Daí, a abrangência estratégica da questão e a reafirmação de que o  esporte não pode ser tratado como política pública compensatória e amortecedora  de desigualdades. É necessário inverter o foco e tornar a ação pública  orientadora para a transformação dessa condição. O esporte  é, sim, uma  alternativa para a construção de um estilo de vida saudável e enriquecedor, por  isso, merece uma atenção especial de todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;É fundamental que essa mentalidade  gerencial amadora e sem visão de futuro se transforme em ações estratégicas e  capazes de fomentar a economia desportiva setorialmente, estimulando novos  agentes produtores e consumidores de serviços a atuarem nesses potenciais novos  mercados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Esse é um desafio de todos os  municípios brasileiros e também dos governos estaduais e do governo federal. E  da iniciativa privada, que precisa ampliar seu relacionamento com a sociedade,  para gerar condições de novos e lucrativos  negócios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;  Mas é preciso também que os setores   interessados se mobilizem e pressionem, não só o poder público, mas convença a  iniciativa privada, de que o esporte é um grande e lucrativo negócio, desde que  gerenciado corretamente. O esporte não precisa apenas de ajuda compensatória,  antes demanda ações objetivas e investimentos necessários para a adequada  formatação de mercados com as várias cadeias produtivas atuando integradamente.   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Nesse ponto, o Brasil está patinando  ainda, são incipientes as iniciativas, não obstante os desafios colocados: a  Copa do Mundo de &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:metricconverter st="on" productid="2014, a"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;2014,  a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; possível olimpíada de 2016 e os mais variados eventos e  espetáculos esportivos que deverão acontecer nos próximos  anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-9052175000842891762?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/9052175000842891762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=9052175000842891762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/9052175000842891762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/9052175000842891762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/08/marketing-esportivo-uma-estrategia-para_19.html' title='Marketing esportivo, Uma estratégia para o desenvolvimento'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-7449593984107665037</id><published>2009-08-10T15:35:00.006-03:00</published><updated>2009-08-10T15:51:38.092-03:00</updated><title type='text'>MARKETING ESPORTIVO, UMA ESTRATÉGIA PARA O DESENVOLVIMENTO</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No&lt;/span&gt; Brasil, a percepção do mercado esportivo ainda é muito amadora. Além disso, é muito fragmentada e não há convergência entre os setores públicos e privados sobre o potencial dos negócios esportivos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O esporte, mesmo em setores profissionalizados, é tratado com clientelismo e os investimentos feitos com recursos públicos caem sempre na vala comum dos fundos perdidos e o retorno, tanto social como negocial, é sempre pífio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Os dirigentes desportivos brasileiros, em sua quase totalidade, não conseguem analisar o potencial do mercado desportivo, como um ambiente para investimento com a lógica capitalista competitiva.&lt;br /&gt;Ao contrário, suas ações denotam, quase sempre, interesses pessoais/grupais, sobrepujando interesses coletivos que, atendidos, resultariam em crescimento econômico no setor desportivo e mudanças, para melhor, no funcionamento das instituições ligadas ao esporte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O Estado, por sua vez, percebe e trata o esporte com ações compensatórias e conjunturais. Não existem objetivos estratégicos. Tampouco os investimentos públicos são canalizados para um projeto de longo prazo, com vistas a tornar o país um bom ambiente para os negócios do esporte, criando oportunidades para a geração de empregos e renda.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Com raras exceções, os mais variados setores esportivos brasileiros sobrevivem de favores, de patrocínios esporádicos e não conseguem se desenvolver pela incapacidade estrutural de se auto gerenciarem e criarem a riqueza necessária para movimentar economicamente suas modalidades esportivas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O questionamento sobre a visível miopia estratégica de marketing do Estado brasileiro é crescente. Exemplos bem sucedidos como a aliança entre o Banco do Brasil e o Voleibol, os Correios e o futebol de salão, deveriam ser ampliados para setores esportivos promissores, não apenas canalizados para o sistema olímpico. Essas parcerias deveriam contemplar também segmentos que poderiam gerar novos micromercados esportivos, com eventos e circuitos competitivos capazes de mobilizar uma cadeia produtiva específica.&lt;br /&gt;Viabilizando a participação de novos fornecedores e consumidores de serviços e produtos próprios para a dinamização do micro setor, gerando riqueza setorial, emprego, renda e estimulando o consumo em todos os níveis, sobretudo no merchandising e no aprofundamento das relações com o consumidor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Para tanto, a mídia deveria diversificar sua pauta, abrindo espaço para novos esportes. Isso só ocorre no capitalismo midiático se houver a formatação e dinamização de novos mercados consumidores e estimuladores de novos investimentos, ampliando a demanda por ações de comunicação estratégica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O fenômeno norte americano do Ultimate Fithing – UFC e o K1 japonês, são bons exemplos de novos setores esportivos que mobilizam uma complexa e diversificada cadeia produtiva voltada para o espetáculo de lutas. O sucesso de mídia é significativo, e, economicamente, movimenta expressivas somas, oriundas dos negócios que ocorrem nas cadeias produtivas mobilizadas pelos eventos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O negócio esportivo é um grande alavancador de riquezas nesse século, mas precisará ser gerenciado profissionalmente, tanto pelo setor público, que deveria ter motivação estratégica, de Estado, como pelo privado, que usufrui das benesses dos investimentos públicos. No entanto, na prática,esse processo ocorre desordenadamente.&lt;br /&gt;Os focos são sempre os grandes circuitos consolidados, que geram e concentram muita riqueza, mas para os mesmos setores. Não há investimentos estratégicos em novos setores.&lt;br /&gt;A demanda pela diversificação do mercado esportivo é patente, mas a hegemonia continua com o futebol, o voleibol, o automobilismo e alguns outros importantes setores do mercado desportivo internacional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Não se trata de desviar o foco desses segmentos, ao contrário, é necessário ampliar o foco das lentes até torná-las capazes de analisar estrategicamente os vários setores esportivos, ainda desmerecedores da devida atenção pública e privada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O Brasil, com toda sua diversidade e desigualdade, apresenta um imenso potencial para desenvolver o mercado esportivo e corrigir desequilíbrios estruturais que penalizam sobretudo os segmentos mais jovens de nossa sociedade. Novos mercados esportivos dinamizados poderiam ocupar a força de trabalho juvenil, criativa e carente de oportunidades para construir seu futuro. Daí, a abrangência estratégica da questão e a reafirmação de que o esporte não pode ser tratado como política pública compensatória e amortecedora de desigualdades. É necessário inverter o foco e tornar a ação pública orientadora para a transformação dessa condição. O esporte é, sim, uma alternativa para a construção de um estilo de vida saudável e enriquecedor, por isso, merece uma atenção especial de todos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;É fundamental que essa mentalidade gerencial amadora e sem visão de futuro se transforme em ações estratégicas e capazes de fomentar a economia desportiva setorialmente, estimulando novos agentes produtores e consumidores de serviços a atuarem nesses potenciais novos mercados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Esse é um desafio de todos os municípios brasileiros e também dos governos estaduais e do governo federal. E da iniciativa privada, que precisa ampliar seu relacionamento com a sociedade, para gerar condições de novos e lucrativos negócios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Mas é preciso também que os setores interessados se mobilizem e pressionem, não só o poder público, mas convença a iniciativa privada, de que o esporte é um grande e lucrativo negócio, desde que gerenciado corretamente. O esporte não precisa apenas de ajuda compensatória, antes demanda ações objetivas e investimentos necessários para a adequada formatação de mercados com as várias cadeias produtivas atuando integradamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Nesse ponto, o Brasil está patinando ainda, são incipientes as iniciativas, não obstante os desafios colocados: a Copa do Mundo de 2014, a possível olimpíada de 2016 e os mais variados eventos e espetáculos esportivos que deverão acontecer nos próximos anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-7449593984107665037?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/7449593984107665037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=7449593984107665037&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7449593984107665037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7449593984107665037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/08/marketing-esportivo-uma-estrategia-para.html' title='MARKETING ESPORTIVO, UMA ESTRATÉGIA PARA O DESENVOLVIMENTO'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-7961877421199602626</id><published>2009-08-07T08:12:00.009-03:00</published><updated>2009-08-10T16:09:41.383-03:00</updated><title type='text'>COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;Relacões Organizacionais Internas Otimizadas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A sustentabilidade da comunicação nas organizações é desafiadora, sobretudo porque as transformações que o processo comunicacional experimentou nos últimos anos foram surpreendentes, além de descontínuas. O impacto da tecnologia de informação sobre a comunicabilidade organizacional é crescente, enseja novas formas relacionais e imprime novo ritmo de funcionamento às organizações.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Evidentemente essa nova realidade multimídia é produto de pressões exercidas multidimensionalmente pelos diversos sistemas sociais, econômicos e políticos. O ambiente relacional interno às organizações vê-se obrigado a responder a diversas demandas, tanto do prisma tecnológico, quanto processual e de conteúdo. A convergência multimídia obriga as organizações a se realinharem para atender às várias demandas tecnológicas, estruturais e relacionais. Na prática, a gestão da comunicação tornou-se função estratégica, uma vez que a comunicação, estruturalmente, dinamiza o processo e interfere no ritmo organizacional.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A competição no ambiente externo é crescente e incide intensamente sobre as organizações públicas e privadas. A interdependência entre as organizações públicas, que, em tese, cuidam da regulação e monitoramento dos mercados e as organizações privadas, que competem pelo aumento de sua participação no mercado, leva a intensificação dos conflitos inter e intra organizacionais. Essa realidade estabelece nova etapa no funcionamento das organizações e nas relações entre pessoas, como agentes do processo decisório organizacional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A comunicação organizacional refere-se à conectividade sistêmica entre as diversas microestruturas que formam a organização e abrange os mecanismos interacionais que compõem seu tecido institucional. Assim, as várias dimensões nas quais as organizações são percebidas e decodificadas constituem o ambiente no qual a cultura organizacional se desenvolve, a partir do relacionamento das várias equipes e pessoas que compõem a estrutura humana na organização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A comunicação interna tornou-se uma das preocupações gerenciais prioritárias. Diante disso, estruturaram-se fluxos formais de informação entre as diversas áreas componentes das organizações, baseados na hierarquia e na verticalização, com um direcionamento de cima para baixo, denotando uma estrutura de poder organizacional, na qual o poder decisório concentra-se na cúpula da organização e cabe aos operadores, na base, executarem as decisões. A resultante mais significativa dessa estratégia gerencial foi o comportamento humano reativo e a descompetitividade organizacional crescente, devido ao engessamento da participação das pessoas no processo decisório.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Apesar de, sob vários aspectos, esse modelo de gestão ser desvantajoso, conseguiu produzir resultados positivos em vários setores da economia, mas numa época na qual os ambientes de negócios não sofriam a pressão desenfreada que sofrem hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sobretudo em decorrência da interpenetração de mercados, da desregulamentação de várias economias, dos avanços da telemática, da logística, e das conquistas políticas da sociedade, referentes a direitos sociais e, também, do comportamento do consumidor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A comunicação entre organizações e intra organizações tornou-se uma função estratégica e sua boa gestão é fundamental para o sucesso empresarial e profissional. Quando se analisa, gerencialmente, essa questão, verifica-se que o maior problema está exatamente na incapacidade que apresenta a maioria das empresas e profissionais de comunicar com objetividade e estratégia. Isso ocorre não apenas no nível do discurso individual ou do processo comunicacional nas empresas, mas na precariedade com que os sistemas comunicacionais funcionam nas organizações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Alinhar estrategicamente a comunicação às decisões empresariais é o grande desafio dos gestores da comunicação, cujo escopo transcende os limites operacionais da comunicação social e aproxima-se da amplitude dos negócios empresariais, que requer maior conhecimento dos mercados internos e externos nos quais as empresas se inserem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;·&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; Comunicação organizacional e cidadania – a era dos serviços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Direitos de cidadania incidem sobre as organizações nas suas relações com o público externo e também sobre o público interno, que precisa se preparar melhor para atender as demandas do público externo. Essa realidade social expressa nova condição organizacional. Vivemos a era do endomarketing, do marketing voltado para o ambiente interno. Marketing significa fazer o mercado, neste caso, estimular o mercado interno a funcionar dinamicamente.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Especificamente em relação ao marketing interno, é decisivo o bom gerenciamento de duas grandes estruturas organizacionais: a comunicação e as atitudes (a emoção na organização).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A gestão estratégica da comunicação organizacional, e da emoção humana é uma exigência da atualidade, pois as mudanças estruturais verificadas nos mais diversos ambientes sociais induziram a um novo ritmo de funcionamento organizacional. O sucesso empresarial está diretamente vinculado à boa gestão do capital intelectual. Daí, a importância crescente da otimização das relações internas e da comunicação humana e organizacional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A comunicação humana no âmbito organizacional tornou-se objeto de preocupações estratégicas, principalmente porque sua ineficiência resulta em prejuízos diversos às empresas, sobretudo no que se refere a indução ao retrabalho e ao desperdício de tempo, expresso na má delegação e no entendimento parcial das mensagens trocadas nos mais variados ambientes organizacionais.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Parece um excesso de cuidado a preocupação com a eficiência na comunicação humana, vinculando-a a produtividade organizacional. Mas é inegável que a incompreensão de ordens, de determinações gerenciais que são produzidas em instâncias específicas das empresas e disseminadas formalmente, porém editadas em cada nível da organização, levam ao retrabalho, ao desperdício e, conseqüentemente, ao prejuízo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O estudo do eco nas organizações demonstra como fluem as informações, como são assimiladas, editadas e aplicadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A fábula comunicacional conhecida como Cometa Halley ilustra bem essa questão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O cometa Halley&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;Do presidente para o diretor:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Na próxima sexta-feira, às 17 h, o cometa Halley estará passando por esta área. Trata-se de um evento que ocorre a cada 78 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Assim, por favor, reúna os empregados no pátio da fábrica, todos usando capacetes de segurança, lá explicarei o fenômeno. Se chover, não veremos o raro espetáculo a olho nu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;Do diretor para o gerente:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;De ordem do presidente, na sexta-feira, às 17 h, o cometa Halley vai aparecer sobre a fábrica. Se chover, por favor, reúna os empregados, todos com capacetes e os encaminhe ao refeitório, onde o raro fenômeno terá lugar, o que ocorre a cada 78 anos a olho nu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;Do gerente para o supervisor:&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;A convite do nosso querido presidente, na sexta feira às 17 h, o cientista Halley, de 78 anos, vai aparecer nu na fábrica, usando apenas capacete, quando irá explicar o fenômeno da chuva para os seguranças, no pátio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Do supervisor para o chefe:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Todo mundo nu, na próxima sexta-feira, às 17 h, pois o manda chuva do presidente, senhor Halley, estará na fábrica para mostrar o raro filme Dançando na chuva. Caso comece a chover mesmo, o que ocorre a cada 78 anos, por motivo de segurança, coloque o capacete. &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;AVISO PARA TODOS:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;NESTA SEXTA-FEIRA, O PRESIDENTE FARÁ 78 ANOS.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;NA FESTA BILL HALLEY E SEUS COMETAS.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;TODO MUNDO DEVE ESTAR NU E DE CAPACETE.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;O ESPETÁCULO VAI ROLAR MESMO QUE CHOVA, PORQUE A BANDA É UM FENÔMENO.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Outro exemplo interessante de Problemas de comunicação:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Ovídeo de Abreu, secretário do Interior de Minas Gerais nos anos 70, gostava de falar difícil e isso sempre criava confusões.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Certa vez ele soube que a cidade de Bom Sucesso sofreria um pequeno tremor de terra. Preocupado, expediu um telegrama ao prefeito:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;- Movimento sísmico previsto nessa região. Provável epicentro movimento telúrico sua cidade. Obséquio tomar providências cabíveis.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quatro dias depois, recebeu a resposta do prefeito, por telegrama:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Movimento sísmico debelado. Epicentro preso, incomunicável, cadeia local.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Desculpe demora. Houve terremoto na cidade."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A comunicação humana bem articulada pode aperfeiçoar o processo decisório organizacional, uma vez que a decodificação correta das mensagens economiza tempo e integra as equipes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A Análise do processo decisório nas organizações remete às seguintes indagações:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Identificação da questão – o que deve ser decidido?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Análise - quais são as alternativas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Avaliação das opções - quais os prós e contras de cada uma delas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Identificação das escolhas - qual a melhor alternativa?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Projeto de implantação - o que fazer para implantar o que foi decidido?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Observo todas as questões envolvidas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Avalio os temas problemáticos com objetividade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Tomo as decisões de modo racional ou emocional?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Minhas decisões se ajustam a cada questão individual?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Identifico as questões que tendem a trazer problemas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Avalio criticamente essas questões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;O Alinhamento Estratégico e a Comunicação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;As organizações enfrentam um desafio difícil de ser vencido: fazer convergir objetivos entre os seus membros e a sua missão organizacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(o que fazer? Para quem fazer? Como fazer?).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O embate Missão versus Interesse profissional denota o impasse estrutural entre sistemas comunicativos organizacionais e humanos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Organizações precisam aperfeiçoar processos e conquistar a atenção e dedicação das pessoas para aumentar a produtividade e aperfeiçoar modelos comportamentais e gerenciais, a ponto de criarem ambientes favoráveis à criatividade e à satisfação humana, para enfrentar a crescente competição nos ambientes negociais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Superar a fragmentação da percepção da visão de futuro (o que queremos ser? Aonde queremos chegar?) é mais um desafio estratégico a ser vencido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Para tanto, é necessário construir uma cultura organizacional baseada no compartilhamento e na convergência de objetivos, sem anular pretensões individuais, nem comprometer o resultado da ação gerencial. Gerar comprometimento e integração organizacional para atingir resultados é objetivo estratégico da gestão da comunicação nas organizações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A comunicação muda o ritmo organizacional. É uma função dinâmica por natureza, mas precisa estar focada na estratégia organizacional para produzir resultados concretos. O desafio é fazer com que os gestores comunicacionais percebam o todo, o sistema integrado, e não apenas a micro dimensão na qual estão envolvidos. Na prática, é necessária uma mudança qualitativa na formação e ação desses gestores, precisam passar de operacionais e executores, a estratégicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;Análise do processo da comunicação humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A relação emissor / receptor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O que deve ser levado em consideração quando se comunica com alguém.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Quem é a pessoa com quem você vai se comunicar?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O que você quer dizer?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Como você transmite as informações?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Como você se certifica de que conseguiu convencer o receptor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Da parte do emissor:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Incapacidade verbal&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Incoerência&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Uso de frases longas para impressionar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Uso de detalhes irrelevantes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Ausência de espontaneidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pedantismo e linguagem afetada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Uso de termos técnicos, gírias, regionalismos desconhecidos pelos receptores&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Uso Excessivo de adjetivos, advérbios, frases feitas e frases de efeito&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Da parte do receptor:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nível de conhecimento insuficiente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Distração&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Indisposição para entender&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nível cultural, social, intelectual, econômico e de e&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;scolaridade diferente do emissor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O processo comunicativo pode se tornar ainda mais decisivo para o sucesso organizacional, uma vez que discursos próprios de segmentos profissionais especializados podem gerar idiossincrasias e fragmentação na percepção das micro realidades. Isso se torna cada vez mais visível na interação entre equipes que compõem as áreas intermediárias das organizações, cuja ação visa, quase sempre, privilegiar seus micros interesses, e na relação com equipes que atuam focadas nos ambientes externos à organização.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Para aperfeiçoar as comunicações é necessário praticar uma comunicação voltada para resultados, isto significa que o foco na ação final é fundamental para ampliar a integração entre as equipes. Para tanto, é preciso desenvolver a percepção e a capacidade de análise estratégica e relacional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;São requeridas habilidades para ouvir; para dar e receber feedback, para filtrar informações e para manter-se atualizado. É fundamental saber distinguir o momento oportuno para enviar uma mensagem. É recomendável reforçar as palavras com ação, para gerar condições objetivas de administrar com competência conflitos interpessoais que, mantidos, geram indisposição entre pessoas, retrabalho, desperdício e prejuízo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Parece utópica a expectativa da convergência de objetivos profissionais com a missão organizacional, mas, pelo menos teoricamente, o próprio processo de recrutamento e seleção de pessoas se preocupa em identificar perfis que se coadunam às expectativas das empresas. Mas o cerne da questão não está na seleção propriamente e, sim, no fato de que o mercado está mudando qualitativamente. Novos mercados são configurados e exigem a participação de novos atores organizacionais. Portanto, os profissionais sofrem pressões explícitas e veladas desses ambientes efervescentes, sobretudo aqueles que têm formação multidisciplinar e vêem nos desafios propostos motivos para realizarem seus projetos de vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Essa situação motivadora deveria ser mais bem aproveitada pelas empresas, mas somente algumas conseguem gerenciar esse promissor ambiente de negócios que é o do capital intelectual à sua disposição. Não existem regras definidas, as negociações são pontuais e compete às empresas desenvolverem modelos de gestão de competências que retenham talentos humanos indispensáveis, pelo menos por um período, para seus negócios serem bem sucedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Estamos diante de um novo ciclo relacional entre pessoas e organizações: a transição “de mão de obra a cérebro”. É crescente a demanda por pessoas qualificadas multidisciplinarmente, mas que tenham perfil empreendedor e habilidades negociais e comunicativas. Do prisma mercadológico, visualiza-se também mudanças qualitativas nos sistemas de ensino, capacitação, treinamento e especialização profissional. É necessário um ajuste estrutural intersistêmico para diminuir as defasagens que ocorrem entre os sistemas sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Cada organização cumpre, para sobreviver, sua missão organizacional, é fato. Mas ocorre que muitas missões organizacionais tornaram-se obsoletas, ultrapassadas, mesmo. E essas organizações nem sempre conseguem superar as dificuldades de realizar um novo alinhamento. Isso ocorre, entre outros fatores, porque é necessário, principalmente, mudar a mentalidade organizacional e desenvolver nova competência gerencial para administrar o novo, num ambiente de imprevisibilidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mudança na cultura organizacional requer nova mentalidade, ou seja, o compartilhamento de uma visão de futuro para a organização que interesse a todos e que mobilize emocional, intelectual, espiritual e tecnicamente a todos os membros da instituição. É um processo, e por ser assim, requer tempo e envolvimento coletivo, essa é a lógica da aprendizagem organizacional. Também requer mudanças nos ritos organizacionais, nos processos gerenciais e nos procedimentos administrativos. Para que tudo isso ocorra, é vital que as pessoas mudem seus rituais pessoais. Em ambientes de trabalho, a maioria das pessoas funciona como autômatos, mesmo em processos vistos como "criativos", os rituais se repetem automaticamente. Isso leva ao desperdício do maior capital que uma empresa disporá na sociedade do conhecimento: o tempo de cada pessoa, que dela faz parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Esse conflito vivenciado pelo pessoa organizacional é reproduzido em vários ambientes/sistemas. Para se compreender mais facilmente esse problema, basta comparar a luta diária que a pessoa comum tem para dar conta de suas diversas agendas. É quase impossível sincronizá-la e gerar economia de tempo. O ambiente externo torna o acesso aos diversos sistemas sociais cada vez mais difícil. Basta olharmos os problemas de trânsito, deslocamento, estacionamento, filas, atendimento, espera etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Entramos na era do GPS e do planejamento logístico, mas os ganhos ainda são residuais. Os problemas se agravam à medida que o profissional cresce em seu ambiente de negócios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A competição por espaços no mercado leva as empresas a comportamentos paranóicos, correm contra o tempo. Internamente, o processo decisório torna-se mais complexo, despendendo mais tempo ainda e, na maior parte das vezes, resulta na diminuição da produtividade, da perda de competitividade e aumento exponencial do estresse humano e sistêmico. Isso decorre de vários fatores, destacam-se: controles mais meticulosos e detalhados; excesso de oferta dos fornecedores, dificultando a escolha; estresse pessoal e preocupações excessivas sobre possíveis falhas; percepção do tempo como insuficiente para cumprir a agenda de obrigações gerenciais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Economizar/ganhar tempo tornou-se estratégia empresarial e filosofia de vida pessoal. Um diferencial de sucesso pessoal é ter tempo livre para aproveitar a vida. Essa é a moeda mais valiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Desafios do comunicador organizacional estratégico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;SUPERAR A MIOPIA ORGANIZACIONAL&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;VER O TODO E FOCAR EM RESULTADOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;GOSTAR DO QUE FAZ&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;IRRADIAR INFLUÊNCIA POSITIVA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;SABER OUVIR&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;AGIR EM EQUIPE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;SABER DELEGAR&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;strong&gt;OFERECER SEMPRE O MELHOR DE SI&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-7961877421199602626?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/7961877421199602626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=7961877421199602626&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7961877421199602626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7961877421199602626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/08/comunicacao-sustentavel_1291.html' title='COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-8200473808834714989</id><published>2009-05-04T22:38:00.001-03:00</published><updated>2009-05-04T22:38:32.294-03:00</updated><title type='text'>SEGURANÇA PÚBLICA E PAZ SOCIAL</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana'&gt;Os desafios gerenciais dos diversos sistemas de governança que desembocam em ações consideradas de segurança pública são crescentes e complexos. Segurança pública é um fenômeno social ainda não estudado com a devida profundidade pelos acadêmicos e os elaboradores de políticas públicas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana'&gt; Na prática, as atenções se reduzem a ações policiais. Mas, quando analisamos o processo social e as ações institucionais para promoverem a chamada segurança pública, verificamos que apresenta uma complexa diversidade e ocorre de forma interdependente, permeando praticamente todas as instituições sociais, cujas ações ensejam demandas diretas e indiretas de segurança nos espaços públicos. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana'&gt;As transformações sociais ocorridas nas sociedades contemporâneas nas últimas décadas implicaram ações específicas dos Estados nacionais, para atenderem necessidades de segurança pública, procurando criar condições para a paz social, ou em outras palavras, viabilizar o convívio pacífico entre os diversos grupos sociais e instituições que compõem essas complexas sociedades. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana'&gt;O raciocínio sobre segurança pública necessita, por sua natureza e abrangência, ter uma conotação estratégica, mas com implicações operacionais bem objetivas. E, por atender necessidades dos mais variados setores da sociedade e aos interesses do Estado, exige um nível de competência na execução de suas ações muito apurado. Estamos, portanto, diante de um desafio gerencial de grande envergadura. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana'&gt;A sociedade contemporânea não conseguirá se movimentar pelas vias do convívio solidário se não tiver à sua disposição serviços públicos e privados que promovam a segurança pública e a conseqüente paz social. E, por mais paradoxal que pareça, suas ações precisam irradiar influência positiva sobre ambientes privados, minimizando a violência doméstica e outras formas de ilícitos que neles ocorrem, daí seu caráter também preventivo, mas de cunho educativo e cidadão. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana'&gt;A organização de sistemas de segurança pública nas complexas democracias contemporâneas está se tornando um grande desafio para os engenheiros organizacionais. Terão de desenvolver arquiteturas organizacionais e modelos de gestão que produzam resultados capazes de atender as expectativas e necessidades das mais variadas sociedades. O estilo de vida globalizado requer ingentes esforços de governança para viabilizar a paz social e promover ações focadas na integração social. A integração social multidiversificada é uma característica do processo de interpenetração de mercados vigente e configura um novo modelo de sociedade planetária.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana'&gt; Dificilmente a interação humana e institucional na economia globalizada poderá dispensar ações competentes de segurança pública, voltadas para a integração entre os povos. Daí, a interseção de sistemas de governança requererem, além de alta tecnologia, profissionais qualificados, comprometidos com o público, com formação humanista e não repressora, nem punitiva, mas preventiva e capacitados a gerenciar estrategicamente esses intrincados processos sociais. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana'&gt;Independemente da forma que venha a tomar as democracias na globalização, o comportamento social e a ação individual terão um peso maior nos processos decisórios dos sistemas de governo, devido sobretudo ao crescimento do valor de mercado dos direitos individuais e necessidades de consumo e atendimento à pessoa - e, lógico, do aumento dos negócios voltados para a satisfação dessas diversas necessidades enfatizadas no indivíduo. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana'&gt;Caminhamos para um novo ambiente, muito mais dinâmico e carente de novas competências gerenciais, para viabilizar o exercício de estilos de vida individuais e grupais, pautados em valores e comportamentos específicos e exigentes de regulamentação de novos espaços sociais e institucionais. Por isso, entre muitas outras variáveis, a gestão da segurança pública numa sociedade multifacetada e demandante de serviços próprios torna-se estratégica. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='color:#333333; font-family:Verdana'&gt;A globalização dos mercados e as conquistas da democracia ensejam novos modelos de sociedade, que poderão se articular estruturalmente em torno da equanimidade, cuja lógica prevê a cada pessoa acessar serviços específicos e construir um projeto de vida individualizado. A boa gestão da segurança pública garante a paz social e a realização de projetos de vida individuais. Essa deve ser uma das premissas básicas das democracias no século XXI. É preciso construí-la, no entanto... Esse é o grande desafio gerencial. Antonio Flávio Testa, sociólogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;			&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-8200473808834714989?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/8200473808834714989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=8200473808834714989&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8200473808834714989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8200473808834714989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/05/seguranca-publica-e-paz-social_04.html' title='SEGURANÇA PÚBLICA E PAZ SOCIAL'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-8463114056385874288</id><published>2009-05-04T22:20:00.001-03:00</published><updated>2009-05-04T22:21:51.186-03:00</updated><title type='text'>INFÂNCIA E JUVENTUDE, POR UM FUTURO PACÍFICO</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333'&gt;O Brasil é um país que se preocupa muito pouco com o futuro. Aqui se investe muito no custeio das obrigações sociais e na manutenção do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;. Isso é visível nas contas do governo e nos investimentos das políticas sociais, ao longo das últimas décadas. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333'&gt;O futuro do país são suas crianças. E para que tenham garantido seu amanhã é preciso um investimento maciço em políticas de planejamento familiar, que conscientizem os jovens e os adolescentes da responsabilidade de se tornarem pais e mães. Capacitando-os a darem aos seus filhos uma educação digna, o amor e o acompanhamento necessários para enfrentarem as diversas etapas de seu crescimento, num mundo cada vez mais complexo e violento. As políticas de juventude não devem focar apenas o entretenimento, o lazer, a ocupação do tempo livre produtivamente, mas também investir na construção de uma cidadania responsável pelo futuro. Precisam orientar o desenvolvimento de um estilo de vida saudável e responsável, que reproduza o bem estar individual e familiar, irradiando influências positivas por toda a sociedade, livrando a juventude do assédio do tráfico e da conseqüente violência. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333'&gt;O comando das instituições públicas e privadas necessariamente será entregue aos jovens no momento adequado. E a família, a mais importante das instituições, deverá ser mantida e gerida por esses jovens, que reproduzirão modelos de gestão baseados nas informações recebidas durante sua formação. Daí, a importância das ações presentes estarem também focadas no futuro. É importante advertir aos jovens que, se sua formação não for adequada, os problemas sociais se repetirão agravados em intensidade, submetidos às duras pressões da vida contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='color:#333333'&gt;Por outro lado, para garantir o bem estar das crianças e dos adolescentes, o Estado e a Sociedade precisam pactuar para a conformação de um mercado produtivo, que garanta a geração de novos empregos e viabilizem a inserção dos jovens num mundo do trabalho bastante diferenciado da época de seus pais. Essa transição para um novo ambiente produtivo baseado na inovação, em competências técnicas especializadas e atitudes proativas, exige um novo modelo de educação empreendedora que vincule escolas, famílias e mercado. É necessário desenvolver um novo modelo de gestão para a formação do jovem, viabilizando caminhos menos tortuosos para sua inserção na economia formal e capaz de minimizar o poder da indução - quase forçada, por falta de opções, à economia informal, à marginalidade e conseqüente criminalidade. Assim será possível o país pensar, de fato, no futuro. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-8463114056385874288?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/8463114056385874288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=8463114056385874288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8463114056385874288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8463114056385874288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/05/infancia-e-juventude-por-um-futuro_04.html' title='INFÂNCIA E JUVENTUDE, POR UM FUTURO PACÍFICO'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-7911042004267481645</id><published>2009-03-23T20:07:00.003-03:00</published><updated>2009-03-27T12:17:20.970-03:00</updated><title type='text'>A VIOLÊNCIA SOCIAL NO BRASIL</title><content type='html'>11/03/2009 - JORNAL DE BRASILIA - DF&lt;br /&gt;A violência social no Brasil &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violência social no Brasil é um problema de ordem ética e política, e somente um novo pacto institucional e pessoal poderá mudar, no longo prazo, essa realidade. &lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crescente violência social no Brasil pode ser vista sob vários ângulos. Mesmo com a sociedade investindo recursos próprios - adquirindo equipamentos, sistemas, alarmes, fazendo treinamento preventivo para criar mecanismos que tornem sua vida mais segura - e procurando auxiliar o Estado na prevenção e combate à criminalidade, ainda assim a criminalidade cresce. E isso ocorre em todos os setores sociais e se reproduz em quase todos os ambientes e segmentos. Vivemos em uma sociedade que aceita, paradoxalmente, a violência, não obstante todo o investimento feito para diminuir a criminalidade. &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está por trás dessa realidade? Por que não diminui estruturalmente a violência cometida por pessoas e instituições contra pessoas? As contradições sistêmicas aparecem quando são desmascaradas, por exemplo, quadrilhas e grupos de extermínio e, neles, participam policiais. Institucionalmente, representantes do Estado estão presentes cometendo violência, seja agindo como criminosos, seja combatendo o crime. &lt;br /&gt;Os limites entre a ação legal e a ilegal são tênues e exigem, para a preservação da legalidade, uma consciência cívica e um nível de treinamento técnico e profissionalização que o Estado não consegue prover. Tampouco a articulação gerencial entre as diversas instituições públicas, sobretudo a Justiça e o arcabouço jurídico institucional, não garantem a punição exemplar para os membros do Estado que viram criminosos. No âmbito da sociedade, a realidade não é muito diferente. O desrespeito à vida humana é crescente e se alastra por quase todos os setores sociais. Vemos, até com frequência, pais e filhos cometendo atos violentos mutuamente. A desagregação da família é marcante, sobretudo quando se verifica sua incapacidade de estabelecer limites comportamentais que promovam a pacífica convivência social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A consequência mais visível dessa situação é o aumento exponencial da delinquência juvenil, que tem apresentado níveis sem precedentes porque se manifesta com agressividade e, geralmente, consumo de drogas. A crise ética é grave. A carência de princípios humanitários e solidários é marcante. Categorias sociais mais desprotegidas institucionalmente, como pobres, idosos, crianças e mulheres, tornam-se muito vulneráveis em ambientes que se caracterizam pela violência social gratuita. Crimes banais, passionais e ações criminosas organizadas de forma "empresarial" se alastram por toda a sociedade brasileira. O Estado não consegue agir de forma a gerar, pelo menos, uma sensação de segurança pública, quer seja pelo policiamento ostensivo quer seja pela punição aos "ilustres" criminosos de colarinho branco, que agem respaldados pela impunidade institucionalizada, alicerçada em legislações que foram elaboradas para manter privilégios para as elites. A sensação de insegurança pública é crescente. E a população é obrigada, com seus impostos, a custear sistemas carcerários que não recuperam criminosos (se é que criminosos são recuperáveis) e nem fazem a segurança pública funcionar efetivamente, produzindo a paz social. O mais impressionante é o fato de que a própria sociedade está cada vez mais consumindo drogas e aceitando, passivamente, a corrupção policial - que "alimenta" o narcotráfico com armas contrabandeadas e expropriadas do próprio Estado, isto é, adquiridas com dinheiro público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, algumas instituições públicas são "capturadas" pelo crime, e criminosos são legitimados por sufrágio popular, tornando-se líderes de executivos e legislativos. A população torna-se refém da ação desses criminosos e, por medo e cooptação, dão a eles seu voto e o direito de decidirem sobre seu destino. Como pensar em mudanças em ambientes tão adoecidos moralmente? Como diminuir a violência se ela é apenas uma reificação de acordos tácitos entre grupos sociais, pessoas e instituições?&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O que se vislumbra para o futuro próximo é o recrudescimento da ação violenta do Estado contra as categorias sociais mais desprotegidas, o crescimento da impunidade para os criminosos de colarinho branco, o aumento da delinquência juvenil, sobretudo pela inexistência de um projeto de futuro capaz de mobilizar a juventude e afastá-la da dependência das drogas. A violência familiar também deve crescer, por diversos fatores, mas, entre eles, a desagregação das famílias. A violência social no Brasil é um problema de ordem ética e política, e somente um novo pacto institucional e pessoal poderá mudar, no longo prazo, essa realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Flávio Testa é pesquisador de inclusão digital e cidadania no Departamento de Educação da Universidade de Brasília (UnB).&lt;br /&gt;http://www.linearclipping.com.br/PDFs/20093118727.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-7911042004267481645?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/7911042004267481645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=7911042004267481645&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7911042004267481645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7911042004267481645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/03/violencia-social-no-brasil.html' title='A VIOLÊNCIA SOCIAL NO BRASIL'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-8645594422747053979</id><published>2009-02-22T22:01:00.003-03:00</published><updated>2009-02-22T22:01:34.711-03:00</updated><title type='text'>ÉTICA UNIVERSITÁRIA, TROTES E CIDADANIA</title><content type='html'>O Brasil universitário experimenta todos os anos uma prática anticidadã e desrespeitosa ao sistema de ensino, falo do trote a que são submetidos os novos calouros. São práticas geralmente violentas e sempre humilhantes, como se o preço para freqüentar o ambiente universitário já não fosse, no Brasil, um processo seletivo dos mais rigorosos, o vestibular.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;  Tivemos casos sérios de trotes universitários que culminaram com a morte, o coma e outras lesões graves. E tudo fica por isso mesmo. As universidades  fazem vistas grossas,  talvez porque  vêem nos alunos apenas cifras e não pessoas, cidadãos, futuros profissionais , cuja boa formação seguramente traria mais dividendos  a essas instituições, do que terem sua imagem maculada por práticas inaceitáveis. Será uma miopia gerencial do sistema universitário brasileiro, ou a violência se tornou tão corriqueira no seu interior que esses rituais sádicos e covardes foram incorporados tacitamente à grade curricular? É uma inovação pedagógica?&lt;br /&gt;E a polícia? Somente toma providências, as mais burocráticas possíveis, depois que vítimas sucumbem à sanha dos algozes, os veteranos universitários, indignos freqüentadores de um sadio ambiente escolar. É inacreditável e inaceitável que a polícia aceite passivamente essas práticas. Poderiam, pelo menos, se antecipar a esses rituais de terror, preservando o direito dos novatos de freqüentarem o ambiente escolar sem humilhação e violência, uma vez que a estrutura gerencial universitária se mostra cúmplice de tais práticas, pela omissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Esses rituais degradantes merecem uma análise mais acurada, o que leva veteranos universitários a se comportarem sadicamente? A psicologia comportamentalista tem resposta pronta: ‘apenas repetem práticas que sofreram quando iniciaram a vida universitária’. Ora, é sabido que a imbecilidade de alguns humanos exacerba seu comportamento em situações de poder e de covardia. É o que ocorre nas universidades: gangues de veteranos se organizam para machucar, torturar, humilhar e até matar novatos que chegam sozinhos, desorganizados e indefesos. Esse fato é um problema policial. A covardia e a injustiça são problemas sociais, mas de cunho político e, nesse caso, de política organizacional: é preciso uma intervenção de autoridades policiais, respaldadas por decisões judiciais, no ambiente universitário, que aceita passivamente essas práticas. Quem poderia imaginar que o ambiente universitário brasileiro, marcado historicamente por lutas pela liberdade, pela democracia, pela resistência à tirania, pudesse sucumbir tão facilmente à gana agressiva, sádica e doentia, de alguns covardes veteranos? E o mais chocante: os defensores das instituições, os mandantes das universidades e as autoridades de segurança pública, assistirem passivamente essa captura de espaço público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O Estado brasileiro revela-se cada vez mais incompetente para, por um lado, promover ensino de qualidade com cidadania e, por outro, para regular e fiscalizar os ambientes públicos, garantindo o direito do cidadão de viver em paz. &lt;br /&gt;Cresce, no país, as milícias, ocupando espaço onde o Estado não se faz presente com competência. Avança o poder das torcidas organizadas como se fossem milícias submetidas aos interesses dos cartolas e de  contraventores.  Arrastões são praticados como atividade cotidiana nas praias e ruas de grandes cidades. Quadrilhas atuam como se não houvesse autoridade para coibir suas práticas. Traficantes aparecem em todos os segmentos da sociedade como se fossem gente boa. Estupradores, pedófilos e  outros personagens cujas práticas são, antes de tudo, covardes, ocupam espaço público, porque não há nem antecipação e nem reação capazes de impedir suas ações.&lt;br /&gt;     Se não acontecer uma completa anulação dessas práticas violentas, a situação deverá se agravar porque, obviamente, haverá de surgir alguma reação como, por exemplo, milícias de novatos para enfrentar as gangues dos veteranos, enquanto as autoridades universitárias e policiais apenas assistirão ao espetáculo,  numa arena neo romana, vestidos de impolutos semideuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  As famílias brasileiras precisam fazer uma profunda reflexão: como criar seus filhos para se tornarem cidadãos? Essa resposta tem que ser convergente, todos os pais e mães precisam se conscientizar de que o futuro desse país depende da correta educação na primeira infância. São os pais que devem se responsabilizar para preparação dos filhos para o primeiro e mais significativo ritual social: a preparação para ter o direito de freqüentar uma escola, porque é lá que o filho transcenderá sua condição de filho, para cidadão. Os trotes têm que ser abolidos das escolas. Se continuarem, devem ser penalizados criminalmente. As escolas que permitirem sua prática deveriam ser impedidas de funcionar, porque não formam cidadãos, mas criminosos. Os calouros precisam ficar mais espertos, e se organizarem para enfrentar essas gangues, enquanto as autoridades ficarem de braços cruzados.&lt;br /&gt;Antonio Flávio Testa&lt;br /&gt;Sociólogo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-8645594422747053979?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/8645594422747053979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=8645594422747053979&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8645594422747053979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8645594422747053979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/02/etica-universitaria-trotes-e-cidadania_22.html' title='ÉTICA UNIVERSITÁRIA, TROTES E CIDADANIA'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-4948538300912310861</id><published>2009-02-22T21:51:00.007-03:00</published><updated>2009-02-22T21:56:47.086-03:00</updated><title type='text'>VISÃO ESTRATÉGICA E POLÍTICA</title><content type='html'>A adequada análise da realidade social contemporânea transcende limites paroquiais e exige do político ampliação de sua visão. Torna-se necessário um olhar mais abrangente e focado, a um só tempo. É indispensável também a capacidade de articular ações com vistas ao alinhamento das demandas de seu universo de ação às imposições da globalização, que  incide diferenciadamente sobre a sociedade nos níveis federal, estadual e municipal. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;    Essa nova condição de interdependência induz a um comportamento político caracterizado por uma dinâmica proativa e prospectiva. É preciso  decodificar os possíveis desdobramentos e impactos futuros das decisões tomadas nos diversos níveis da política sobre o ambiente de atuação do líder. O trabalho do político exige competência para se relacionar com todos os agentes sociais  e econômicos que dinamizam o jogo de interesses e aproximar representantes de causas diversas e, muitas vezes, contraditórias. A capacidade de negociar e buscar soluções consensuais é cada vez mais privilegiada e demandada. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   Para tanto,  é fundamental que o político tenha à sua disposição informações inteligentes e capazes de ajudá-lo a se posicionar de forma eqüidistante e decidir com base nos interesses que representa. Sua decisão, em nível estratégico, deve se voltar à integração social e não focar-se apenas, como é comum, no atendimento de interesses corporativos e pontuais, que no longo prazo resultam em desagregação social e impasses estruturais.&lt;br /&gt; Para acessar informações inteligentes os políticos precisam de bons assessores, que tenham capacidade e treinamento adequado para prospectar e analisar o que ocorre no entorno e oferecer condições objetivas de decisão. Isso significa que a visão estratégica do político é composta por um sistema que prospecta e analisa o ambiente. Em outras palavras, é fundamental dispor de uma boa equipe que lhe ajude a aprimorar  seu desempenho.&lt;br /&gt;    Saber utilizar a tecnologia de informação e comunicação para estreitar seu relacionamento com sua base eleitoral e outros eleitores, além de instituições é uma competência essencial.&lt;br /&gt; Nessa era globalizada em que vivemos, a política sofre impactos intensivos da tecnologia e do movimento social, isto está tornando-a  cada vez mais midiática e dinâmica, o que imporá uma mudança em sua lógica estrutural: deverá deixar de ser reativa e funcionar a reboque da sociedade e tornar-se proativa, alinhada às demandas sociais. E isso só é viável se houver adequado uso dessas tecnologias de informação e comunicação e se elaborar estratégias de relacionamento eficazes. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;    Os desafios que se apresentam  ao político profissional são imensos, mas são consentâneos aos que se impõem a todas as carreiras. O que diferencia a ação política das demais profissões é o fato de que o político é o elo mais orgânico  entre o cidadão e o Estado e  as instituições. Essa característica lhe dá uma conformidade específica, pois  requer envolvimento emocional e ação racional, para conseguir entender as demandas de seus representados e da sociedade como um todo.&lt;br /&gt;Novas variáveis moldam a ação política; entre elas, as questões ambientais e as decorrentes das conquistas da cidadania. À medida que a democracia avança novos direitos são consolidados e também novos deveres.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;    As instituições, geralmente muito resistentes a mudanças, precisam  adequar-se  a realidade contemporânea e mudar sua estrutura organizacional focando-se efetivamente nas suas clientelas. &lt;br /&gt;Somente a ação política, com visão futura focada no desenvolvimento da democracia e na construção de uma cidadania muldiversificada, pode promover essa mudança. Para tanto, o político precisa atuar como mediador, negociando interesses e propondo legislações avançadas de forma a garantir o pleno funcionamento institucional que, numa democracia real,  concentra-se no  interesse do cidadão e não das corporações, como é o que ocorre atualmente. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;    Fazer política no século XXI exigirá muita capacidade para tornar os parlamentos  alinhados à dinâmica social. Não é concebível parlamentos reativos e defasados. &lt;br /&gt;É necessária uma urgente mudança de mentalidade. Daí, a importância fundamental de se discutir a reforma política de forma prospectiva  e não voltada para a preservação de interesses conjunturais, como tem ocorrido. Uma reforma no sistema político brasileiro deve ocorrer em todos os níveis, pois a política ocorre, precipuamente, do município para a federação, e não o contrário. &lt;br /&gt;É preciso definir as atribuições efetivas dos vereadores, dos deputados estaduais e federais e dos senadores. Pois como está colocada a questão, no debate, não obstante as atribuições constitucionais há uma indefinição de funções  e superposição de papéis entre algumas dessas instituições políticas e seus âmbitos de ações.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;    Qualquer quer seja a reforma política brasileira deverá abranger, prioritariamente, o combate as desigualdades sociais, a correção dos desequilíbrios regionais e a promoção do crescimento econômico para  gerar emprego e renda. Por isso, as demais reformas estão ligadas ao sistema político. A questão tributária, por exemplo,  vincula-se  ao equilíbrio/desequilíbrio e  à geografia político-econômica regionais, suas oligarquias e os grupos hegemônicos locais etc. &lt;br /&gt;E a demanda pelo crescimento econômico justifica-se  pela necessidade de fortalecer o mercado de consumo interno. Este depende de distribuição/transferência/conquista de renda pelos excluídos;  de um sistema de ensino eficaz e capaz de preparar os brasileiros para competir num mundo globalizado e excludente e de criação de emprego formal. &lt;br /&gt;A formalização da economia e a legalização de empresas deverão gerar estabilidade psicossocial e econômica e diminuir  a violência social, bem como diminuir o crescimento perverso dessa cultura do jeitinho brasileiro, do salve-se quem puder, do individualismo, do egoísmo e de outras mazelas culturais próprias da realidade brasileira contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Uma democracia só se efetiva se houver intensa participação dos partidos políticos, pois estes, em tese, representam interesses da sociedade. Interesses esses manifestos em seus programas de ação e no dia a dia do parlamento, no qual o embate partidário, para a elaboração de leis, reflete o interesse da maioria.&lt;br /&gt;Uma democracia é um sistema sob medidas nos quais existem direitos e deveres e todos devem participar. Vivemos um período de expressivas liberdades democráticas no Brasil, mas ainda temos muito que fazer para aperfeiçoar as instituições e promover o bem comum. O desafio é grande, pois a complexidade da sociedade brasileira exige um esforço gerencial e parlamentar significativo para promover mudanças estruturais que minimizes as desigualdades sociais. Somente numa democracia representativa e participativa com toda a sociedade atuando interativamente com o congresso será possível construirmos um Brasil mais justo.&lt;br /&gt;O fortalecimento dos partidos é uma das principais demandas e a discussão está colocada. Haveremos de fazer uma reforma política que contemple pontos necessários ao fortalecimento dos partidos, gerando condições efetivas para a fidelidade partidária. Isto pressupõe que haja democracia intrapartidária. É preciso criar mecanismos que impeçam que os partidos sejam capturados por oligarquias e se tornem donos do partido, impedindo, assim, a ação democrática e transformadora. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    Uma das questões mais polêmicas de nosso sistema político está exatamente no fato de que o eleitor brasileiro tende a votar no candidato e não nos programas partidários ou na sigla. Para que os partidos se tornem estruturas homogêneas fortalecidas politicamente é preciso avançar no reordenamento do sistema legal institucional eleitoral e na forma de representação popular. Tudo isso está sendo discutido no congresso.&lt;br /&gt;É preocupante a urgência com que as mudanças precisam ser feitas e o pouco tempo disponível para que elas se processem de forma madura e consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Não é possível uma democracia de qualidade sem partidos políticos fortes e programáticos. Eles representam a sociedade e todas as forças políticas e econômicas. É preciso que se tornem mais organizados e profissionais no sentido de que a competência gerencial e a capacidade de propor ações políticas e de se articular com a sociedade sejam aperfeiçoadas sistematicamente. Os partidos estão sofrendo intensa pressão para se modernizarem e se focarem mais nas grandes questões de nosso tempo. É necessário romper amarras que os vinculem à tradição, à burocracia, à inoperância e criar condições efetivas para que eles se tornem organizações de ponta, capazes de representar e interagir com a sociedade, encampando novas bandeiras e representar os interesses de novos agentes sociais e forças políticas emergentes.&lt;br /&gt;Uma democracia consolidada é a expressão de forças políticas organizadas e voltadas para os interesses diferenciados e contraditórios da sociedade em todas suas manifestações. Somente com partidos políticos competentes e representativos de interesses populares e de todos os setores sociais e econômicos será possível a realização da democracia no século XXI&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;    A crise política atual revela uma defasagem estrutural entre as expectativas da sociedade e a ação dos partidos. Há um descompasso gerencial entre o sistema político e as demandas sociais. É necessário um esforço significativo dos partidos políticos para dinamizar suas relações com a sociedade política e promover maior interatividade e participação. A crise política é séria, sem dúvida, mas levará a um aperfeiçoamento institucional. Isso tende a ocorrer porque a sociedade política pressiona os partidos por uma nova forma de interação e participação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O político de visão estratégica não deve se preocupar em resgatar nenhuma imagem histórica junto a população. Precisa, sim, construir uma nova imagem, baseada no comprometimento, na solidariedade, na ética e na honestidade de propósitos. Somente assim, o Brasil poderá participar competitivamente do século XXI, que promete muitas crises, mudanças estruturais, interpenetração cultural e globalização econômica. Este político deverá contribuir para a criação de condições objetivas para a construção de uma cidadania local sólida e preenchida de valores globais solidários e includentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-4948538300912310861?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/4948538300912310861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=4948538300912310861&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/4948538300912310861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/4948538300912310861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2009/02/visao-estrategica-e-politica.html' title='VISÃO ESTRATÉGICA E POLÍTICA'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-4098212796014847828</id><published>2008-11-10T13:58:00.001-02:00</published><updated>2008-11-10T13:59:29.395-02:00</updated><title type='text'>LIDERANÇA BASEADA EM RESULTADOS</title><content type='html'>A liderança, como fenômeno social, tem sido objeto de estudo sob diversos enfoques acadêmicos. Destacam-se estudos realizados por cientistas sociais abordando a liderança num sentido macro, o da ação de grandes líderes políticos e outros desenvolvidos por analistas de negócios, que se concentram na trajetória de sucesso de líderes empresariais. Todos esses estudos são relevantes, porque revelam histórias de pessoas que se tornaram referência pública e são exemplos de vida.&lt;br /&gt; Recentemente, no âmbito das organizações, a questão da liderança assumiu  outra conotação, tornando-se mais abrangente e perpassando diversos níveis organizacionais. Essa situação decorre, seguramente, das mudanças impostas pelo ambiente competitivo externo e que incide fortemente sobre as relações intraorganizacionais. As relações entre pessoas, equipes e instituições tornaram-se mais dinâmicas e complexas, refletindo aspectos inéditos de uma cultura organizacional que se constrói sob a égide da competição externa e interna, mas baseada, paradoxalmente, na cooperação inter e intra-equipes e até interinstituições.  &lt;br /&gt;    Atualmente, a realidade organizacional torna-se um mosaico multidimensional e de difícil percepção. Seu entendimento demanda acurado senso analítico com foco tanto no ambiente interno quanto externo. A muldiversidade decorrente da competição organizacional para a conquista de mercados e a fidelização de clientes, visando preservar as organizações, caracteriza uma etapa do capitalismo sem precedentes históricos. A convergência de saberes multidisciplinares aplicados às organizações demonstram  o potencial de negócios que incide sobre as mesmas, na forma de consultoria e variadas formas de negócios. Todas têm o objetivo de alavancar negócios, otimizar o desempenho organizacional e viabilizar a necessária agilidade para produzir os resultados esperados pelos estrategistas organizacionais.&lt;br /&gt;Esta realidade expressa a demanda por um perfil profissional capaz de promover relações humanas no ambiente interno focadas na missão da organização. Assim se concretiza a política organizacional, que se define pela disputa entre grupos internos às organizações para a realização da missão e construção da visão de futuro organizacional. Essa se expressa de forma antagônica à política convencional, que se caracteriza pela disputa entre grupos privados pelo controle do patrimônio público. A dinâmica política interna às organizações se contrapõe às ações da política não organizacional, cujo objetivo é a captura das organizações – sobretudo as públicas, para a consecução de objetivos que, normalmente, não  são convergentes com as expectativas intraorganizacionais.&lt;br /&gt;A carência por um padrão comportamental humano baseado numa perspectiva competitiva e cooperativa  remete a uma nova lógica de funcionamento das organizações - que se pretendem competitivas, aquela cujo foco principal é a visão organizacional convergente. A construção dessa visão organizacional é um desafio gerencial estratégico, pois requer que a cúpula organizacional privilegie o público interno com a mesma intensidade que se foca no ambiente externo, quando se quer conquistar e manter mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o &lt;br /&gt; As descobertas da escola de relações humanas derivadas da busca da produtividade organizacional em condições ambientais supostamente mais favoráveis (experiências de Hawthorne) se exponenciaram com a competição gerada pela globalização. A identificação de grupos informais nas organizações e a conseqüente hierarquia informal de decisões revelaram um conflito estrutural e intrínseco à dinâmica organizacional. O embate entre autoridade formal e a liderança informal. Esse conflito denota também aspectos difíceis de serem percebidos ao olhar comum da cultura organizacional. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Durante todo o período industrial, no qual a força  de trabalho humano era baseada no esforço físico aliado a processos produtivos padronizados, engendrou-se um sistema produtivo com uma lógica própria, alimentada pela conjugação entre trabalho braçal repetitivo, linhas de produção padronizadas e processos organizacionais baseados em tarefas. Configurou-se um sistema micro segmentado e estruturalmente formatado conforme o ideal tayloriano, que privilegiava esse tipo de organização produtiva e adotava um sistema que recompensava o trabalho monetariamente, a filosofia do homo ecconomicus .  &lt;br /&gt;Esse período influenciou profundamente a sociedade industrial estimulando a  reprodução de sua cultura, de forma diferenciada , em diversos níveis sociais, mas mantendo sua lógica e visão de mundo. O mundo industrializado ensejou a visão unidimensional da realidade  e formatou imensos mercados de consumidores de produtos padronizados, massificando comportamentos,expectativas de satisfação de desejos e até de projetos de vida, que em síntese, reproduziam a lógica do consumismo material com acesso diferenciado, baseado num sistema de classes sociais.&lt;br /&gt;Esse período sofreu grandes transformações ao longo do século XX, mas a partir da década de 1970 essas mudanças se intensificaram.  Alvin Tofler registrou essa mudança de forma magistral na sua obra O Choque do Futuro. &lt;br /&gt;Pode-se considerar que a era da descartabilidade iniciou na década de trinta do século XX, quando os estrategistas de negócios e marketing começaram  a influenciar o pensamento econômico alterando a lógica da teoria econômica clássica (Gracioso), que privilegiava as categorias produção e distribuição (aqui vista como estoque e toda a lógica de funcionamento de uma estrutura produtiva baseada em paradigmas tais que tornavam hegemônico o comportamento do consumidor que buscava, se movimentava – em busca de mercadorias para consumir). A teoria econômica desconsiderava a importância da categoria consumo. Na prática isso resultava na precariedade no acesso ao consumo, não havia crédito, nem mecanismos comerciais e financeiros que favorecessem ao consumo. Esta condição fazia com que o a economia se estagnasse. Do prisma do marketing, a produção de mercadorias que durassem décadas e que fossem colocadas à disposição dos mesmos segmentos de mercado (ao invés de se criar novos mercados, engendrando novas oportunidades de negócios, aumentando a segmentação em todos os sentidos), resultou na saturação  desses ambientes de negócios. O resultado foi uma crise sem precedentes. &lt;br /&gt;A percepção de que era necessário estimular o consumo, diminuir o ciclo de vida dos produtos e concentrar aspectos de qualidade dos mesmos a valores vinculados a estilos de consumo, a apelos emocionais, configurando novos perfis de consumo foi decisiva para mudar a dinâmica do sistema econômico sob o prisma do consumo, do acesso a bens e mercadorias.  Evidentemente que o resultado desta mudança beneficiou todas as estruturas produtivas, distributivas e consumistas. A sociedade de consumo mudou sua cultura, adaptou seu comportamento a novas demandas derivadas principalmente  da mudança estrutural na percepção da categoria tempo. A vida tornou-se mais rápida em seus processos sociais e relacionais. O ritmo da sociedade de consumo aumentou significativamente. O excesso de produção em todos os setores econômicos, com ênfase nos mercados culturais, onde a informação e a sazonalidade eram estruturas poderosas para influir no comportamento do consumidor, alterou o ritmo de funcionamento da sociedade e engendrou nos aspectos culturais. Surge a descartabilidade como estratégia de mercado. Essa estratégia sofreu muitas modificações ao longo dos últimos cinqüenta anos  e, na virada do milênio, tornou-se obsolescência programada, estratégia de negócios que se hegemoniza na presente década, atingindo setores da alta tecnologia até o varejo. Mas é sobretudo na moda e na TI onde se verifica sua forma modeladora de negócios e comportamentos de consumo. &lt;br /&gt;O uso de toda as ferramentas de comunicação, principalmente da publicidade e do merchandising  juntamente com o conhecimento do comportamento do consumidor a partir da psicologia e do marketing, tornou a sociedade hipermoderna, conforme definiu Lipovetsky, efêmera na relação com valores, pautas de comportamento e consumo. Esse pensador defende o argumento de que a felicidade não tem nada a ver com a posse de bens materiais. Fato que parece contraditório, uma vez que sua tese  estabelece uma relação entre aquisição de luxo e ilusão de compra de pequenas fatias de felicidade. Para Lipovestky tanto uma coisa como outra são verdadeiras. As pessoas se sentem melhor possuindo um objeto que consideram “um luxo” e se julgam felizes por isso. Não há por que condenar esse prazer. Luxo não traz felicidade, mas indica caminhos para se chegar mais perto dela. E isso independe da genuinidade dos produtos consumidos. Afirma que a vida material por si só não é capaz de trazer a felicidade às pessoas, mas também quando era proibido sentir prazer com bens terrenos as pessoas não eram – igualmente, felizes, tampouco quando se vivia o ascetismo voltado para o paraíso eterno e se doava bens à igreja para garantir a felicidade depois da morte. &lt;br /&gt;Vivemos numa sociedade hipermoderna, onde tudo é descartável, mas que traz conforto e permite a um operário sonhar com uma viagem de férias, um carro, uma televisão. Aos que argumentam que as sociedades atuais são mais superficiais contrapõe argumentando que a nobreza do antigo regime também era superficial e que  luxo reduziu o fanatismo e que bens de consumo mais acessíveis alargaram as classes médias da Europa, América e Japão.  Uma viagem, o conforto de uma casa elegante, a marca de consumo, mesmo falsificada, mas que iguala as classes, sob alguns aspectos, democratiza a sociedade. O acesso ao supérfluo deve ser um direito assegurado  à sociedade para atender ao enorme jogo de aspirações, ainda que os produtos não sejam de primeira classe. Lipovestky coloca que a dependência ao consumo é ruim, quando o consumidor se torna escravo do consumismo e não se sente feliz com que o acessa. Certamente o luxo não traz a felicidade e o anseio por ele pode gerar angústia e sofrimento, mas a democratização dos bens de consumo elevou a qualidade de vida e o gosto estético, melhorou o nível de relação das pessoas com as instituições culturais. Para ele o luxo pode trazer frustração pelo não acesso, mas pode promover a melhoria da vida das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia se estrutura para dar vazão às demandas de consumo próprias desse tempo. A estrutura sofisticada e complexa da economia de serviços com toda sua cadeia de agregação de valor é a própria cristalização dessa era que tende a valorizar crescentemente o conhecimento, o bem estar, o entretenimento e a indústria cultural com todas suas multidimensões. O estilo de vida individual manifesto  em sociedade emerge como valor de mercado, induzindo setores da economia a se especializarem no atendimento de demandas pontuais de consumo. Tudo voltado para a construção  da identidade individual e a satisfação de projetos existenciais individuais. &lt;br /&gt;O advento de uma era de serviços revela o aprofundamento da competência dos setores fornecedores de satisfação de necessidades de consumo e viabilizar um mundo no qual as pessoas podem ser mais felizes, principalmente no que se refere a condições materiais e institucionais. Isto significa que mesmo no que se refere ao desenvolvimento espiritual, surge uma gama muito diversificada de instituições especializadas com serviços e produtos diferenciados, para servirem a clientes com interesses diversificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande desafio da contemporaneidade é político. De distribuição justa. De criação de novos mercados e incorporar novos consumidores e fornecedores e estabelecer a conexão entre sistemas sociais especializados em satisfação de necessidades humanas não massificadas, heterogêneas. O século XXI será o século da logística.  A capacidade de viabilizar o atendimento de necessidades de consumo é um desafio gerencial estratégico e se refere a ação dos Estados, que deverão criar condições para a sejam implantadas regras de funcionamento eqüitativas, políticas de eqüidade, que viabilizam a distribuição justa de bens e serviços, sem nivelar o acesso por baixo, mas focando em estilos e premissas existenciais diferenciadas. &lt;br /&gt;A sociedade hipermoderna será multidiversificada, cuja identidade será camaleônica (camaguru) e a satisfação das pessoas tende a se dar principalmente pelo acesso a bens e serviços instantâneos. O mundo da efemeridade tende a se tornar hegemônico e, por mais paradoxal que pareça, reforçará a identidade individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise de Jeremy Rikfin em A era do acesso coloca as premissas  desse novo paradigma.&lt;br /&gt;A relação entre a estrutura produtiva (fornecedores) e a consumidora (clientes) tornou-se uma relação com forte componente político, uma vez que a segmentação multidiversificada dos mercados de consumo empresta mais poder, no processo de decisão de consumo, aos consumidores – como estrutura social -. A realidade atual é bem diferente daquela que se estruturou durante o início do século XX, quando a estrutura produtiva estava no comando. Naquele período, o consumidor se obrigava a consumir o que era produzido. Mesmo se quisesse &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática os gerentes, os líderes organizacionais e até o cidadão comum sofrem o impacto da necessidade de liderar processos, decidir e imprimir novo ritmo ao seu ambiente de trabalho e à própria vida. A realidade atual expressa uma complexidade sem precedentes históricos e resulta da interpenetração de culturas e de mercados. Os ambientes de trabalho sofrem modificações profundas, atingindo sobretudo os estilos de vida e de produção. Ocorre uma transição estrutural nas diversas culturas organizacionais e, conseqüentemente, na forma como as pessoas se organizam para produzir. Um reordenamento qualititativo na forma de organizar e produzir configura um novo ambiente de trabalho em, praticamente, todos os níveis organizacionais. &lt;br /&gt; Durante boa parte do século XX, as organizações públicas e até algumas privadas, privilegiaram um perfil profissional submetido à lógica burocrática, reativa e desconectada das demandas do ambiente externo. Isso significou, antes de tudo, que as organizações não estavam focadas nos seus diversos públicos. A competição entre as organizações ainda não acontecia num ritmo acelerado, a ponto de interferir na cultura organizacional. Esta se mantinha reativa e se expressava através de mecanismos relacionais que desprivilegiavam o cliente, o usuário, o consumidor. &lt;br /&gt; A partir de meados da década de oitenta do século passado, mudanças estruturais começaram a acontecer, impactando as organizações profundamente. O processo de redemocratização em nível internacional. O rompimento de fronteiras políticas, econômicas e a abertura de novos mercados, pressionados pela força dos interesses multinacionais, à época, aliados à expansão da telemática, imprimiu novo ritmo às organizações. &lt;br /&gt; O impacto da tecnologia de informação sobre o funcionamento organizacional levou a um reordenamento na estrutura produtiva de todos os mercados. O acirramento da competição entre as organizações causou mudanças profundas no nível psicossocial nas organizações. Estas começaram a ter que prospectar seus clientes de forma proativa. Houve ruptura de paradigmas históricos, ou seja, muitos modelos de produção entraram em crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O atual ritmo competitivo é intenso e os sistemas referenciais, tanto no que se refere a saberes e habilidades, como no que diz respeito à própria percepção da realidade, estão sendo questionados o tempo todo. A eficácia dos sistemas gerenciais tornou-se um imperativo para o sucesso organizacional. Isso significa que a estrutura de comando nas organizações precisam ter capacidade de análise estratégica e conhecer profundamente a realidade de sua organização. Os fluxos de informação nos sistemas hierquizados revelam  um ritmo que expressa, acima de tudo, lentidão e desconexão com o ambiente externo que é, por natureza, complexo e irregular. Exigir que a organização se mantenha num ritmo  diferente do esperado é, no mínimo, uma perigosa miopia gerencial. Essa falha tem eliminado várias organizações do mercado competitivo. E, por conseqüência, gerado milhões de desempregados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O questionamento entre eficácia  do perfil gerencial tradicional e do líder organizacional está na ordem do dia dos pensadores sobre gestão. O gerente é necessário até um limite, pois sua capacidade de análise e comando não pode mais se restringir ao operacional. Cabe a eles, como líderes de equipe, ampliar o raio de ação de seu micronegócio organizacional.  Na prática, um novo agente organizacional tornou-se vital para o sucesso gerencial : o cliente interno e seu atendimento. Somente a percepção e o entendimento pleno do funcionamento da estrutura produtiva na qual as equipes estão inseridas é que permitirão ao gerente ascender a líder organizacional, uma função estratégica. A ampliação do raio de percepção e entendimento demanda exponenciação no relacionamento interno e conhecimento do negócio final da organização. Essa lógica sempre esteve presente nas organizações, mas estruturada fragmentadamente e administrada por partes. Pertence a um modelo de gestão que se revelou incapaz de acompanhar as mudanças estruturais que ainda acontecem nas organizações numa velocidade cada vez maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente profissionais capacitados a entender a dinâmica interna de suas organizações e capazes de estabelecer  elos com o ambiente externo  em várias dimensões é que poderão realizar o alinhamento estratégico entre sua organização e seus mercados e públicos alvos.&lt;br /&gt;O alinhamento estratégico é um imperativo da atualidade e visa, antes de tudo, evitar defasagens entre a ação organizacional e as expectativas do mercado. É vital para a sobrevivência em ambiente competitivo. Mas só pode ser implementado se houver uma mudança estrutural na cultura organizacional. Durante quase todo o século passado  a visão que os gerentes e administradores tinham de sua organização estava concentrada na lógica produtiva, sem atentar para a estrutura do consumo. Tampouco avaliaram corretamente o impacto da TI nos processos produtivos e, principalmente, no comportamento do consumidor.  Uma gama variável de fatores gerou muitos desalinhamentos, tirando competitividade organizacional e gerando imensos prejuízos para os negócios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Todas as dificuldades que as organizações enfrentaram não se comparam ao desafio atual: construir uma cultura organizacional competitiva e capaz de viabilizar a convergência de expectativas de sucesso profissional com a missão da organização. A expectativa é por líderes organizacionais. Mas, como funcionarão esses líderes? É preciso modificar estruturas organizacionais, regras de funcionamento e todos os sistemas gerenciais que resultam numa cultura organizacional. A tendência mais visível no ambiente competitivo atual é que a construção de uma cultura competitiva se torne mais que um desafio gerencial é um imperativo para a sobrevivência. Mas terá que ser basear numa nova estrutura organizacional que estimule a competição cooperativamente. Esse é o desafio! Daí, o estudo da liderança baseada em resultados se tornar tão relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liderança baseada em resultados requer  postura e visão de futuro diferentes. É vital o planejamento de ações, definição de metas e controles objetivos, além da avaliação sistemática do desempenho individual e de equipes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção de um estilo de vida e de gestão baseados em princípios e focados nos resultados previstos é uma demanda estratégica da atualidade. Para tanto, é necessário avaliar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfil pessoal&lt;br /&gt;O ambiente organizacional (a estrutura de poder)&lt;br /&gt;O ambiente externo (as regras e o funcionamento dos mercados)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, é preciso treinar até a exaustão, para conseguir mudar o comportamento individual e organizacional. Isso é muito difícil. Mas, necessário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-4098212796014847828?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/4098212796014847828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=4098212796014847828&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/4098212796014847828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/4098212796014847828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/11/liderana-baseada-em-resultados.html' title='LIDERANÇA BASEADA EM RESULTADOS'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-8483947881863883712</id><published>2008-11-10T13:57:00.004-02:00</published><updated>2008-11-10T14:01:58.228-02:00</updated><title type='text'>ORGANIZAÇÕES E PESSOAS</title><content type='html'>• Análise do atual ambiente organizacional do prisma individual e organizacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alinhamento estratégico: pessoas e organizações&lt;br /&gt;As atuais difíceis condições de vida levam o indivíduo a desenvolver estratégias especializadas de ação para conseguir uma posição no mercado. O acirramento da competição e a diminuição da oferta de vagas no mercado de tradicional caracterizam um ambiente social tenso e excludente. A incorporação de novas tecnologias aos processos produtivos e gerenciais demandam um novo profissional; a interpenetração maciça de valores culturais heterogêneos, interesses econômicos diversos e a disseminação conflituosa de padrões comportamentais globalizados de ensejam o advento de uma cultura gerencial multidisciplinar e contraditória, imprimindo nova dinâmica às relações sociais e engendrando uma cultura organizacional tensa e multiforme.&lt;br /&gt;As profundas mudanças estruturais que se verificam em, praticamente, todos os setores do mercado revelam desníveis marcantes entre a oferta da força de trabalho e sua demanda tecnologizada. A incapacidade de o Estado responder com agilidade às pressões do mercado denota um imobilismo aparente; na prática, ocorrem intensos esforços organizacionais visando à minimização de tais defasagens. A estrutura de ensino tradicional é ineficaz e incapaz de produzir o saber e as habilidades exigidas pela nova economia com a mesma intensidade da demanda.&lt;br /&gt;Alguns setores respondem mais agilmente, mas os resultados são tímidos. A virtualização da economia se consolida e a emergência de uma cibersociedade parece inexorável, embora em condições extremas de desigualdades em nível social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acesso democrático à informação é questão estratégica, quando considerada do ponto de vista da soberania nacional, e&lt;br /&gt;esta se encontra sob pressões diversas decorrentes da interconetividade potencial que a nova ordem social internetizada estabelece. Essa condição pode gerar desdobramentos imprevisíveis, fato que requer monitoramento constante do desenrolar dos fatos, objetivando criar e manter condições efetivas de competitividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade brasileira é contraditória e desigual e, no que refere-se à inclusão digital, a situação é grave. O país precisa, para se tornar competitivo nesta nova economia, minimizar ao máximo os assombrosos níveis de exclusão digital que o caracteriza. Uma conseqüência marcante desse processo é a concorrência entre grupos econômicos, em nível global, e a procura por cérebros capazes de elaborarem e implementarem projetos que alterem qualitativamente o status quo. Essa competição recrudesce e estimula novas e sucessivas corridas aos mercados tradicional e virtual. Por isso a qualificação técnica, o conhecimento do mercado competitivo e a qualificação gerencial são estruturas decisivas para os sucessos organizacional e pessoal. Isto significa que a competição pelo sucesso se sofisticará crescentemente e variáveis vinculados ao relacionamento humano e conhecimento técnico tendem a se tornar hegemônicas na nova economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos a era do capital intelectual, da economia do conhecimento, das universidades corporativas e da hipercompetição entre organizações de todos os tipos. No entanto, o bem mais demandado é a pessoa bem preparada, dotada de habilidades cujas ações sejam capazes de produzir impactos setoriais, através da aplicação de suas idéias e de ações empreendedoras. Essa nova etapa do capitalismo demanda o concurso de especialistas multidisciplinares, capazes de&lt;br /&gt;produzirem estratégias e agirem de forma integradora. Estes novos líderes serão agentes de integração sócio-organizacional e estarão, inexoravelmente, a serviço da sincretização cultural em nível organizacional.&lt;br /&gt;Deverão estabelecer novos padrões de consumo e de comportamento, que se reproduzirão via massificação, primando, pela originalidade; ainda que tenham alcance setorial, ou, mesmo,&lt;br /&gt;local . A realidade sócio-cultural se manifesta de forma muito complexa. Entretanto, pode ser, metodologicamente, apreendida por, pelo menos, três diferentes prismas:&lt;br /&gt;a) pela lógica analítica que viabiliza a capacidade de o fenômeno de a globalização capitalista encampar todos os aspectos da vida;&lt;br /&gt;b) pela lógica dos que percebem a capacidade de reação&lt;br /&gt;e negação à força da globalização e seu impacto sobre as microrrelações sociais, reforçando a ação das culturas locais;&lt;br /&gt;c) finalmente, um terceiro foco que procura entender as interconexões culturais que se estabelecem a partir da interpenetração cultural quer de origem exógena, ou de força motriz endógena e que resultam na consolidação de novas formas de interação e situações sociais transitórias, relações sociais efêmeras, circunstanciais, cujas conseqüências sociais e políticas, no longo prazo, ainda são imprevisíveis.&lt;br /&gt;Essa realidade configura um cenário que permite a elaboração de um planejamento baseado em tendências, ou possibilidades reais. O que enseja a possibilidade de se monitorar a realidade, acompanhando o desdobramento dos fatos em relação aos objetivos almejados. Para tanto, é necessária a devida competência técnica, o domínio da tecnologia necessária e o envolvimento político e organizacional adequados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é possível analisar a realidade social sobre vários&lt;br /&gt;ângulos. Todavia parece ser consenso que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A forma de produção do saber e de sua aplicação no mercado de trabalho exige um novo modelo, cuja aplicação gere menos defasagens entre a teoria e a prática;&lt;br /&gt;2) As relações entre as organizações que produzem o saber e as que o aplicam para a transformação industrial mudarão radicalmente;&lt;br /&gt;3) A tendência predominante é não haver mais essa&lt;br /&gt;dicotomia entre saber teórico e o conhecimento aplicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aproximação entre quem produz e quem usa o saber&lt;br /&gt;é cada vez maior. As empresas se aliam às universidades, via centros de pesquisa e projetos especiais. As universidades exportam seu knowhow para a empresas produzirem seu próprio saber. As universidades vão ao mercado, por meio de fundações e centros&lt;br /&gt;de pesquisa, captando recursos capitalisticamente. A concorrência para vender o saber é comercial e seu mercado é multimilionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse novo ambiente competitivo, as formas de ensino tradicionais, que preconizam a formação de um profissional desvinculado da realidade, preocupado apenas com a produção do saber, e a reflexão crítica descomprometida da aplicação prática, parecem seriamente atingidas pela falta de recursos e, mesmo, de interesse político para a manutenção dessa estrutura formal de ensino.&lt;br /&gt;Em contrapartida, surgem - no mercado – profissionais formados por instituições privadas, cujos serviços estão mais focados no treinamento, na preparação técnica e psicológica para a competição no seletivo mercado de trabalho atual. Assim, as corporações buscam, para ocuparem seus cargos de gerentes, profissionais, geralmente jovens, bem preparados tecnicamente e poliglotas, que dominem a linguagem informacional, e terem visão mercadológica da realidade. Precisam produzir lucros e serem capazes de trabalhar sob extrema pressão para produzirem resultados concretos. Esse é o ambiente de trabalho atual, em todos os níveis.&lt;br /&gt;Mesmo nas áreas consideradas mais leves, como a do lazer e do entretenimento, o perfil empreendedor prevalece, pois a dinâmica do mercado é intensa e a concorrência é global em praticamente todos os setores da economia. A incorporação de técnicas de marketing às ações individuais para a promoção pessoal tornou-se uma grande vantagem competitiva em um ambiente que prima pela anonimalização e pela conseqüente luta por um bom posicionamento no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Marketing Pessoal está se tornando um complemento para&lt;br /&gt;a formação profissional e o desenvolvimento pessoal, mais em nível autodidático, embora muitas Instituições de ensino profissionalizante já adotem essa disciplina e muitos autores publiquem livros sobre os diversos aspectos do tema. É possível que em poucos anos essa disciplina, que é uma especialização do Marketing aplicado à área de RH, seja incorporada aos programas de formação de pessoas dos cursos de Administração, de Psicologia, de Comunicação, de Ciências Políticas e outros, em nível de graduação. Marketing significa mercadejar, fazer o mercado, estimular relações de troca, de consumo. O marketing pessoal expressa a necessidade de promover a pessoa no ambiente de negócios, no mercado.&lt;br /&gt;O mercado deve ser visto como uma categoria social mais abrangente e exprime a realização da vida, desde a concepção até a despedida. Todos os aspectos da vida, inclusive da morte, são ritualizados pelas diversas sociedades humanas, constituindo negócios e ambientes próprios para a concretização desses rituais que se manifestam carregados de sentimentos variados, configurando o chamado mercado do marketing pessoal. A motivação pessoal, pelo sucesso, é inerente à vida humana. O ser humano desenvolveu todas as capacidades possíveis para atender suas necessidades e realizar seus sonhos.&lt;br /&gt;A essência do capitalismo se expressa pelo acesso ao consumo&lt;br /&gt;e pela exclusão ao mesmo, e esse sistema agora se vê diante de um dilema estrutural: como manter a exclusão ao consumo se a concorrência entre os grandes oligopólios se intensifica? São características da competição atual, poderosas estratégias de sedução, visando ocupação de espaço na mente do consumidor e a busca intensa por novos prospects –cliente potencial-, ambos são fundamentais para a sobrevivência e preservação das empresas. A possibilidade de personalização do atendimento (customização), os novos mercados e negócios nos setores da logística, do varejo, do e-business, e-comerce, elearning, “e-tudo”, viabilizam, em tese, o consumo total, mas exigem a democrática distribuição de renda para financiar o consumo em todos os níveis sociais e dinamizar a economia global e micro setorialmente. Esse é o cerne do dilema do capitalismo do prisma da conquista de consumidores: criar mercados e incluir consumidores. Como fazer para isso se tornar realidade?&lt;br /&gt;O presente mercado potencial de seis e meio bilhões de consumidores é um desafio moderno que os Oligopólios terão que vencer. Esse dilema é antigo, mas com o aparecimento da Tecnologia de Informação e comunicação como nova variável - ator decisivo nesse jogo, ele muda de configuração. A Tecnologia de Informação viabilizou a Internet e seu impacto se estende por todos os setores da vida, e essa grande transformação está apenas no começo. São imprevisíveis as conseqüências geradas pelas infinitas possibilidades de aplicação do saber e da tecnologia ao mercado de consumo. A diversidade social, a fragmentação de mercados em contraposição à massificação anonimalizante da globalização, e a crescente força de mercado do indivíduo consumidor, como estrutura social dotada do poder de escolha gerada pelo excesso de oferta entre os competidores, pode configurar um cenário de negócios complexo e multivariado, com um dinamismo e fugacidade sem precedentes históricos. Caminhamos para uma economia aprofundada exponencialmente do prisma da&lt;br /&gt;competição e cheia de possibilidades de crescimento para as empresas, desde que se dotem de saberes técnicos e competências gerenciais capazes de captar tendências de consumo, elaborem e programem as estratégias adequadas à sua sobrevivência. O que se prevê é o crescimento exponencial da competição e seu impacto contundente sobre todos os setores da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cibersociedade demanda um novo ser social. A educação virtualizada e as técnicas de mercado aplicadas ao produto humano tendem a fortalecer a dinâmica dessa sociedade ciberespetacular, embora ainda existam grandes abismos sociais entre as economias e as culturas nacionais. Surgirão novos serviços, novas aplicações a velhos saberes, como, por exemplo, a psicanálise aplicada às neuroses cibernetizadas e a nutrição aplicada aos alimentos transgênicos.&lt;br /&gt;Politicamente, a bioética se estrutura para avaliar o fenômeno da clonagem e seu impacto social. Essas mudanças configuram um novo e fascinante tempo, no qual a realidade social se enriquece fenomenologicamente e o homem se torna cada vez mais um ser perplexo ante a sua capacidade de gerar novas aplicações para o saber humano e sua incapacidade para resolver problemas sociais seculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Marketing Pessoal é vital para o sucesso e a felicidade&lt;br /&gt;de quem o usa bem e corretamente, pois permite a instrumentalização de poderosas redes de relacionamento e conexão, bem como o estabelecimento de estratégias de vida que levam à felicidade e ao sucesso pessoal. O sucesso não se caracteriza apenas pelo fato de ganhar dinheiro, mas sim pela capacidade de realizar projetos pessoais relevantes. Ser bem sucedido é ser capaz de transformar um sonho relevante em realidade. A intensidade da relevância depende de cada ponto de vista, cada pessoa tem o seu grau de relevância, que se expressa diferentemente em cada momento da vida, por isso o sucesso é relativo. O que é estrutural é o fato de que todos podem, durante sua vida, realizar seus projetos pessoais. Esse é o encanto do marketing pessoal.&lt;br /&gt;Segundo Kazuo Inamori a fórmula do sucesso é capacidade versus entusiasmo versus maneira de ver. Daí, o fato de cada pessoa poder resolver seus problemas pessoais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-8483947881863883712?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/8483947881863883712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=8483947881863883712&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8483947881863883712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8483947881863883712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/11/organizaes-e-pessoas.html' title='ORGANIZAÇÕES E PESSOAS'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-5757463628958111103</id><published>2008-10-04T12:26:00.001-03:00</published><updated>2008-10-04T12:27:43.396-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://comportamento_e_psicologia.com.via6.com/"&gt;http://comportamento_e_psicologia.com.via6.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-5757463628958111103?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://comportamento_e_psicologia.com.via6.com/' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/5757463628958111103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=5757463628958111103&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/5757463628958111103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/5757463628958111103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/10/httpcomportamentoepsicologia.html' title=''/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-6305931926469750425</id><published>2008-10-04T10:00:00.006-03:00</published><updated>2008-10-04T12:13:08.050-03:00</updated><title type='text'>A Pequena Empresa e o Desenvolvimento Econômico</title><content type='html'>A globalização tem imposto às economias nacionais um redesenho capaz de viabilizar maior interpenetração de mercados e dinamização econômica setorial.&lt;br /&gt;Essa condição exige o enfrentamento de sérios desafios gerenciais e competência para implementação de políticas públicas capazes de fomentar o pequeno negócio.&lt;br /&gt;Os grandes empreendimentos precisam, para ocupar mais espaço nos mercados, de parcerias estratégicas.&lt;br /&gt;E estas passam pelo pequeno negócio que, se capacitados em vários níveis negociais, podem contribuir para alavancar o desenvolvimento econômico, gerando renda, emprego e estimulando a criação de novos mercados.&lt;br /&gt;Além de participarem de empreendimentos de maior porte como parceiros setoriais, mas importantes para o pleno funcionamento de complexas cadeias produtivas.&lt;br /&gt;A formação de mercados, com novos consumidores e fornecedores é uma demanda estratégica da globalização e uma forma de evitar a estagnação de mercados que se saturam pela incapacidade estrutural de atender novas demandas de consumo.&lt;br /&gt;É necessário um competente esforço de marketing estratégico para manter a estrutura produtiva focada em seus públicos relevantes e manter sua participação no mercado.&lt;br /&gt;O ambiente competitivo se torna cada vez mais complexo e mutável, configurando uma nova dinâmica de negócios favorável ao pequeno empreendedor que apresenta, potencialmente, mais flexibilidade para se focar em pequenos, mas promissores, nichos do mercado e vitais para incrementar a economia.&lt;br /&gt;A necessidade da estrutura produtiva da economia estar focada nas novas demandas de consumo, muitas ainda latentes, ou não formatadas, requer esforço de marketing e competência para identificar novas oportunidades de negócio. Essa competência, para se tornar realidade, exige ação conjugada do Estado e da iniciativa empreendedora da sociedade e suas instituições.&lt;br /&gt;A interpenetração de mercados, característica da globalização e o surgimento de novos atores sociais à procura de satisfação para suas necessidades como consumidores de serviços e produtos especializados, revelam a complexa teia de relações de mercado que nossa época apresenta.&lt;br /&gt;A economia globalizada apresenta uma característica relevante: a criação de novos espaços para negócios e atendimento de inéditas necessidades de consumo, configurando mercados estruturados sob demandas de produtos e serviços personalizados.&lt;br /&gt;Os estilos de vida individuais e de pequenos grupos começam a influenciar o comportamento da economia.&lt;br /&gt;Somente será possível dar vazão a essas tendências do mercado globalizado se – localmente - houver estruturas produtivas que se capacitem para tanto.&lt;br /&gt;O local não necessariamente é um ponto físico, mas sim a capacidade de participar de uma rede de atendimento de necessidades de consumo em qualquer ambiente de negócios. O que significa que o micro empreendedor pode atuar, inclusive, como exportador.&lt;br /&gt;Com a globalização, novos canais se abrem para micro empreendedores, mas, para fazer sucesso, é necessário capacitação, relacionamento, conhecimento e acesso aos novos ambientes de negócios .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-6305931926469750425?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/6305931926469750425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=6305931926469750425&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/6305931926469750425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/6305931926469750425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/10/pequena-empresa-e-o-desenvolvimento.html' title='A Pequena Empresa e o Desenvolvimento Econômico'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-7553903133752186924</id><published>2008-09-29T00:12:00.001-03:00</published><updated>2008-09-29T00:12:58.158-03:00</updated><title type='text'>DEMOCRACIA DIGITAL E PARTICIPAÇÃO POPULAR</title><content type='html'>As tecnologias de informação e comunicação aplicadas ao processo político eleitoral estão transformando estruturalmente os comportamentos dos candidatos, da imprensa e dos eleitores. Isso ocorre, sobretudo nos EUA, desde meados da década passada. A era Clinton marcou o início dessa transformação. A indústria de Tecnologia e serviços multimídias ocupam cada vez mais espaço no mercado político. Eleições são rituais sociais e políticos que concentram grande atenção da população, mesmo em países onde o voto não é obrigatório, porque ocorre um aumento exponencial de ações de comunicação política e de mobilização comunitária por parte dos interessados, geralmente os candidatos,  seus partidos e setores da economia direta e indiretamente envolvidos no processo eleitoral.&lt;br /&gt;  O impacto da convergência midiática aperfeiçoa os processos eleitorais rapidamente influenciando o comportamento da sociedade de consumo,  cuja dinâmica torna-se cada vez mais complexa e efêmera. Eventos sazonais, como eleições, concentram muitos recursos, esforços e atraem muita atenção do cidadão consumidor. Essa é uma faceta da realidade multimídia que caracteriza a Sociedade e o Estado do espetáculo.&lt;br /&gt;O debate político transformou-se  num evento complexo e de difícil decodificação pelo senso comum, espaço onde se concentra a maioria dos votos desejados pelos candidatos, devido a diversidade de canais de comunicação e a necessidade de se obter um adequado posicionamento, que resulte em mais visibilidade e influência sobre públicos variados simultaneamente.&lt;br /&gt; A aplicação da linguagem publicitária ao discurso político resulta na divulgação de slogans , palavras de ordem e discursos sintéticos, como se fossem curtos comerciais, e na produção de candidatos artificialmente construídos.    &lt;br /&gt;A sociedade de consumo midiático e a política espetacular são resultados de uma nova cultura de massas, baseada na anonimalização do indivíduo, na perda de identidade individual, na participação política instantânea, sem envolvimento consistente no processo decisório. Predomina a busca do voto e não o debate.                A mobilização social e política ocorre por eventos e não por causas ideológicas e questões sociais estruturalmente relevantes.  O desafio maior da sociedade do espetáculo e da cibercultura política é democratizar o acesso à informação inteligente, aquela que ajuda a escolha correta por parte do cidadão.&lt;br /&gt;A representatividade política sofrerá profunda alteração nesse novo ambiente e terá que ser mais bem avaliada pelo cidadão consumidor eleitor. Vivemos ainda uma transição na qual interagem a cultura política "tradicional" e a nova mídia. A síntese desse processo deverá configurar um novo Estado espetacular e, espera-se, focado nos direitos individuais do cidadão.&lt;br /&gt;    A proliferação de debates nos novos canais como o You Tube, que ocorrem na atual fase preparatória para as eleições norte americanas, demonstram o poder de difusão das idéias dos candidatos, mas não garantem a assimilação coletiva nem a formação de uma consciência crítica do cidadão eleitor. Essa condição está vinculada tanto ao acesso  aos canais de difusão como a uma boa educação política, que produza a melhor escolha, aperfeiçoando as relações democráticas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-7553903133752186924?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/7553903133752186924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=7553903133752186924&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7553903133752186924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7553903133752186924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/09/democracia-digital-e-participao-popular.html' title='DEMOCRACIA DIGITAL E PARTICIPAÇÃO POPULAR'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-3301511695053211121</id><published>2008-09-29T00:04:00.001-03:00</published><updated>2008-09-29T00:05:25.458-03:00</updated><title type='text'>gangues e violência juvenil</title><content type='html'>02/09/2008 - CORREIO BRAZILIENSE - DFGangues na Asa Sul Diego AmorimAlunos de escolas da 103 e 106 entram em confronto porque um deles teria esbarrado na namorada do outro. Polícia Militar consegue evitar a revanche no último momento, mas o clima de rivalidade está instalado&lt;br /&gt;Diego Amorim Da equipe do Correio&lt;br /&gt;Por pouco, o parquinho da Quadra 106 Sul não virou palco de selvageria na última sexta-feira. Cerca de 30 meninos, com pedaços de ferro e paus, estavam prontos para agredir um adolescente em frente ao Centro de Ensino Fundamental 1. A Polícia Militar chegou a tempo e conseguiu dispersar o grupo. O alvo seria um aluno do CEF 1 que, dois dias antes, havia tirado satisfação com um estudante do CEF 3 (103 Sul). O motivo: um teria esbarrado na namorada do outro. O desentendimento acabou em briga próximo à Escola Parque 307/308 Sul, onde as turmas dos CEFs 1 e 3 se encontram para aulas de artes e de educação física. Na saída da aula, o namorado da garota foi espancado com socos e pontapés por três alunos.&lt;br /&gt;Na sexta, o garoto que apanhou quis dar o troco, acompanhado de amigos. A revanche não se concretizou, mas reacendeu a rixa entre escolas da Asa Sul. Um grupo do CEF 2 (107 Sul) resolveu entrar na história, do lado dos alunos do CEF 3. Os dois principais envolvidos na discussão faltaram às aulas ontem e, mesmo ausentes, foram o assunto na hora do recreio. "Essa história não vai morrer, não. É mais fácil morrer gente", afirmou um dos alunos. "Essa briga vai acontecer quando todo mundo estiver desprevenido", emendou outro.&lt;br /&gt;Quem não tem nada a ver com a história teme ser vítima de agressões sem motivo nenhum. "Quando é assim, sobra para todo mundo", justificou uma das estudantes. Ela mora em Santa Maria e sai de casa sempre de casaco, faça chuva ou faça sol. Tem medo de ser identificada na rua por grupos de escolas rivais. Por isso, prefere exibir o uniforme apenas no pátio do colégio. Os alunos encaram a situação com naturalidade. Dizem que sempre foi assim. Mas confessam ter medo. "Ninguém pode andar sozinho até a parada de ônibus", afirmou outra aluna.&lt;br /&gt;A rivalidade entre os centros de ensino da Asa Sul não é recente. Começou na década de 80, quando as gangues tomaram conta dos ambientes escolares. A força desses grupos diminuiu de lá para cá, mas o clima ruim se mantém. As brigas começam por motivos fúteis. Envolvem disputas amorosas, esportivas ou mesmo inveja pelo jeito de ser e de se vestir do outro. Muitas vezes um único olhar atravessado basta para iniciar a confusão. "E se você bate em alguém de outra escola, amanhã ele vem com a galera dele atrás de você", explicou um estudante da 8ª série.&lt;br /&gt;Regras As meninas também protagonizam brigas. Elas trocam socos e pontapés. "Por quê? Porque as garotas daquela escola são feiosas e nós somos lindas. Pura inveja", comentou uma aluna que diz nunca ter participado, mas que já viu muitas na hora da saída. As confusões costumam ocorrer fora do espaço físico dos colégios. Segundo relato dos estudantes, não é raro alguém parar no hospital sangrando e com hematomas provocados pelas pancadarias.&lt;br /&gt;Às vezes, contam os alunos, as brigas têm hora marcada e regras estabelecidas. O Parque da Cidade é o local escolhido. Dois grupos se reúnem e começam a beber refrigerante com cachaça ou vodca. Quem fica para trás na bebedeira acaba virando motivo de chacota do grupo oposto. É aí que geralmente a briga começa. Em casos mais graves, as rixas também envolvem roubos de objetos entre os próprios alunos. "Se a pessoa achar que você tem cara de playboy, ela rouba mesmo", relatou um aluno que teve o celular roubado na semana passada por, segundo ele, um estudante de escola rival.&lt;br /&gt;O servidor público carioca Maurício Teixeira, 40 anos, tem dois filhos que estudam no CEF 2 e sabe da fama de gangues na escola desde que chegou a Brasília, em 1986. "Mas a coisa está piorando cada vez mais. Vou mudá-los de escola ano que vem", disse Teixeira, que deixa e busca os adolescentes de 11 e 13 anos na porta da escola. Juliana Buzinaro, 29, é mãe de um garoto de 13 anos que estuda no CEF 3. Ela desconhecia a rixa entre escolas da Asa Sul. "Não tem como não se preocupar com isso. Meu filho tem apenas 13 anos", comentou.&lt;br /&gt;Intolerância é crescente&lt;br /&gt;Diretores de escolas envolvidas nas rixas da Asa Sul reconhecem o problema e admitem que as brigas são constantes. Eles alegam que a grande dificuldade é controlar o que a garotada faz quando não está em sala de aula. "Não posso garantir a segurança do aluno fora da escola", comentou a diretora do CEF 3 (103 Sul), Sheila Santana. "Quando o assunto de brigas chega à direção, a história já estourou", completou o diretor do CEF 2, Valney Marcos de Oliveira.&lt;br /&gt;Sheila assumiu o cargo em junho do ano passado. Desde então, quando algum dos 500 estudantes chega à sala dela para contar que está sofrendo ameaças, ela aciona o Batalhão Escolar: "É o que eu posso fazer". Quem se envolve em alguma confusão dentro da escola tem que escrever um texto de 40 linhas sobre violência. "Competição entre escolas existe desde a época em que eu era estudante. Mas hoje percebo que a tolerância entre os meninos está cada vez menor", disse Sheila, de 44 anos.&lt;br /&gt;Cerca de 80% dos alunos das escolas envolvidas nessas rixas são de cidades do DF. Estudam na Asa Sul porque os pais trabalham no Plano Piloto ou porque os responsáveis fizeram questão de matriculá-los em colégios que consideram ser melhores. "Muitas vezes, as rixas que existem nas cidades onde eles moram são transferidas para o ambiente escolar", destacou Oliveira. Ele teme que as brigas de cada dia ganhem proporções maiores: "Se não fizermos nada, eles vão se organizar e virar gangues de verdade". (DA)&lt;br /&gt;PM vai intensificar as rondas&lt;br /&gt;Batalhão Escolar cria plano de emergência para tentar acalmar os ânimos nas escolas da Asa Sul. A partir de agora, policiais levarão os suspeitos para se explicar na Delegacia da Criança e do Adolescente&lt;br /&gt;Diego Amorim e Raphael VeledaDa equipe do Correio&lt;br /&gt;O Batalhão Escolar da Polícia Militar do Distrito Federal criou um esquema especial para, ao menos a curto prazo, tentar acalmar os ânimos dos alunos das escolas da Asa Sul envolvidos em brigas. Desde a tarde de ontem, policiais intensificaram a ronda nos arredores dos centros de Ensino Fundamental 1 (106 Sul), 2 (107 Sul) e 3 (103 Sul) e na Escola Parque 307/308 Sul. A ordem veio do comandante do batalhão, tenente-coronel Nelson Garcia, depois que soube da situação nas escolas pela reportagem do Correio. Os policiais vão monitorar a chegada e a saída dos estudantes.&lt;br /&gt;O comandante deixou claro que o monitoramento não resolverá o problema nem poderá ser feito para sempre. Por isso, ele quer entender melhor o motivo da briga que reacendeu a rixa na semana passada. Se preciso, adiantou Garcia, ele convocará uma reunião ainda esta semana para conversar com os diretores dos colégios envolvidos. "Temos que ir mais fundo nessa história. Se o problema for mais sério, certamente haverá uma ação mais concreta em parceria com a Secretaria de Educação", comentou o comandante.&lt;br /&gt;De acordo com relato dos próprios estudantes, o clima entre as escolas esquentou depois que dois garotos brigaram na última quarta-feira. O motivo teria sido um esbarrão de um na namorada do outro. O adolescente que apanhou chamou um grupo para revidar as agressões, e o conflito só não se concretizou, dois dias depois, porque a polícia impediu. "Ia ser uma pancadaria generalizada", disse o policial Cleres Marçal de Lima, lotado no CEF 1 há quase três meses com a missão de inibir os conflitos constantes nas proximidades da escola. "É por vaidade que eles brigam, para demarcar território. Dificilmente há drogas envolvidas", completou Lima.&lt;br /&gt;Policiais do Batalhão Escolar estiveram ontem por duas vezes na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) para tratar do assunto. "O uso de violência extrema para a resolução de problemas pequenos tem sido comum. Esses adolescentes aumentam as coisas porque tudo lhes fere a honra, o orgulho", comentou o comandante Garcia.&lt;br /&gt;Os cerca de 30 alunos revistados na última sexta-feira, quando a revanche da briga ocorrida dois dias antes foi impedida pela polícia, não foram parar na delegacia. Os policiais, no entanto, estão orientados a, daqui para a frente, levarem os suspeitos para prestar esclarecimentos na DCA, caso insistam em planejar brigas. Com isso, a polícia poderá monitorar os grupos rivais de escolas da Asa Sul. "Uma simples briga hoje pode gerar um homicídio amanhã", esclareceu o delegado-adjunto Yury Fernandes. A pena para menores que cometem atos infracionais varia de simples advertência à internação por até três anos no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje).&lt;br /&gt;MemóriaTentativa de agressão&lt;br /&gt;Não é a primeira vez que uma rixa entre alunos das duas escolas da Asa Sul preocupa as autoridades. Em julho de 2006 um grupo de 20 meninas, a maioria estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 3, da 103 Sul, cercou a saída do CEF 2, na 106 Sul. O alvo era uma estudante de 13 anos que teria beijado o ex-namorado de uma das agressoras. O pior só não aconteceu porque a adolescente havia faltado à aula no dia por causa de uma gripe.&lt;br /&gt;Antes da tentativa de agressão física, a menina foi ostensivamente ameaçada no Orkut, um site de relacionamentos na internet. Assustada, a mãe dela procurou a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e denunciou o caso. No dia seguinte policiais do Batalhão Escolar começaram a patrulhar o CEF 2 e as acusadas foram chamadas a depor. Elas responderam a processo por ato infracional.&lt;br /&gt;A vítima, no entanto, teve que conviver com restrições de liberdade. A família não a deixava sair sozinha e ela teve que mudar de escola e abandonar o curso de inglês no Centro Interescolar de Línguas (CIL).&lt;br /&gt;A publicidade que o caso ganhou na época repercutiu na internet. Centenas de mensagens rechaçando a atitude das meninas foram deixadas em uma comunidade do Orkut freqüentada por elas. A polícia identificou membros de duas gangues entre as 20 agressoras.&lt;br /&gt;Aos pais, atenção no comportamento&lt;br /&gt;Os pais devem ficar atentos a mudanças de comportamento nos adolescentes. Atos e comentários agressivos podem ser sinal de uma rotina violenta fora de casa. "É preciso prestar atenção no aspecto físico. Arranhões, hematomas e roupas sujas são sinais de que ele está brigando", explica Antônio Testa, professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em violência juvenil. "O contato constante com professores e com a direção da escola também é fundamental. São eles que irão relatar os desvios de comportamento do aluno. Claro que, se a situação ficar mais preocupante, os pais serão procurados pela escola ou pelo Batalhão Escolar da PM", completa. A família deve evitar, portanto, faltar a reuniões de pais e mestres, que acontecem ao fim de cada bimestre. O material escolar, sobretudo a agenda, também deve ser conferido periodicamente. Os professores costumam mandar recados pelos alunos.&lt;br /&gt;A busca pela violência na adolescência está ligada a uma crise de identidade típica da idade, segundo Wanderley Codo, do Departamento de Psicologia da UnB. "Esse jovem não se identifica na família, não se enxerga mais como um filho, nem como um cidadão inserido na sociedade", avalia ele. "Em um ambiente de grupos, de gangue ele se reconhece porque é um caminho mais curto. Ele se veste da mesma maneira, fala da mesma maneira e briga com o resto do mundo. Quem é diferente se torna inimigo, como em uma guerra. E isso pode tomar proporções assustadoras", completa.&lt;br /&gt;A distância que o adolescente mantém de instituições como a família e a escola, para o especialista, são determinantes para um comportamento violento. "A bem da verdade a família tem se omitido. Os pais não buscam mais exercer autoridade sobre os filhos achando que estão fazendo o melhor. Quando se elimina isso, o filho cresce sem parâmetro. É uma liberdade que ele não está preparado, não sabe usar", acusa.&lt;br /&gt;A escola também se tornou um ambiente com liberdade demais, segundo Codo. "Ela quer que o aluno se sinta bem. Mas aprender matemática e português, antes de um prazer, é uma obrigação. A escola quer que o aluno se divirta sendo educado e acaba se recusando a contribuir para a formação da identidade do sujeito. É um erro", aponta.&lt;br /&gt;Solucionar o problema, para os dois especialistas, não pode ser papel de uma escola ou apenas da família. "É uma política pública. A Secretaria de Educação deve agir com campanhas, capacitação de educadores e garantir uma infra-estrutura mínima nos colégios", aponta Testa. "O governo precisa usar a escola para chamar o aluno para aprender, ter normas de disciplina e punição para quem desrespeitá-las", adiciona Codo. "Educação não é diversão, é um processo doloroso de formação de um ser humano", completa. (RV)&lt;br /&gt;O que fazer&lt;br /&gt;"Temos que ir mais fundo nessa história. Se o problema for mais sério, certamente haverá uma ação mais concreta em parceria com a Secretaria de Educação" Nelson Garcia, comandante do Batalhão Escolar&lt;br /&gt;"É por vaidade que eles brigam, para demarcar território. Dificilmente há drogas envolvidas" Marçal de Lima, policial do Batalhão Escolar&lt;br /&gt;"Educação não é diversão, é um processo doloroso de formação de um ser humano" Wanderley Codo, professor do Departamento de Psicologia da UnB&lt;br /&gt;"É preciso prestar atenção no aspecto físico. Arranhões, hematomas e roupas sujas são sinal de que ele está brigando" Antônio Testa, especialista em violência juvenil&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-3301511695053211121?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.secom.unb.br/unbcliping2/cpmod.php?id=17342' title='gangues e violência juvenil'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/3301511695053211121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=3301511695053211121&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3301511695053211121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3301511695053211121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/09/gangues-e-violncia-juvenil.html' title='gangues e violência juvenil'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-8511809301203686529</id><published>2008-09-02T00:14:00.004-03:00</published><updated>2008-09-02T00:33:55.603-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>31/08/2008 - CORREIO BRAZILIENSE - DF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ataques são imprevisíveis&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O crime ocorre aleatoriamente e, em geral, os bandidos se aproveitam do momento. Para se prevenir, deve-se evitar estacionar os carros em lugares ermos e utilizar caixas à noite. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guilherme Goulart&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Da equipe do Correio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os casos&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;de seqüestro relâmpago nos primeiros sete meses de 2008 ultrapassaram a média mensal registrada nos últimos nove anos no Distrito Federal. Balanço da Secretaria de Segurança Pública do DF revelou que houve 336 ocorrências entre janeiro e julho - cerca de 48 todo mês. O ano de 2004 continua, por enquanto, como o período em que mais se registrou o crime em números absolutos. Foram 525 roubos com restrição de liberdade da vítima e roubos qualificados com extorsão. A média mensal, porém, ficou em 43,75.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A curva ascendente se explica em parte pela impossibilidade de se prever o seqüestro relâmpago. Ocorre a qualquer hora ou lugar. "É um ataque aleatório. O criminoso fica à espreita, à espera do melhor momento para a abordagem. Por isso, a população também tem de ajudar no combate", avaliou o comandante de policiamento da Polícia Militar do DF, coronel Luiz Henrique Fonseca. Ele sugeriu que as pessoas estacionem os carros em lugares bem iluminados, se aproximem do próprio veículo na companhia de outras pessoas e evitem caixas eletrônicos à noite.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;O coronel Luiz Henrique também reforçou a importância de a vítima registrar ocorrência, mesmo que o seqüestro relâmpago não tenha dado certo para o bandido. É o registro na delegacia que permite à polícia levantar o mapa da criminalidade e distribuir o policiamento ostensivo. O oficial ainda chamou a atenção para mudanças na prática do delito. "Percebemos que, agora, muitos casos ocorrem em estacionamentos de shoppings, praças, faculdades. Sabendo disso, reforçamos o patrulhamento em tais lugares", contou. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Muitos desses casos ficam marcados pela violência e intimidação. Um dos mais recentes no DF ocorreu em Taguatinga. Um empresário de 45 anos sofreu nas mãos de dois jovens durante a madrugada de 26 de maio, uma segunda-feira. A dupla o rendeu por volta das 3h, quando o homem parou o carro em frente ao prédio da família, na CNB 8. Os bandidos armados o obrigaram a voltar ao veículo, tomaram dinheiro e celular e rodaram na cidade por cerca de 30 minutos. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A vítima se apavorou assim que os criminosos pegaram uma estrada escura, estacionaram e a levaram para o cerrado. "Naquela hora, tive certeza de que me matariam. Lutei com um deles, mas, mesmo assim, um tiro me acertou a mão. Saí correndo", relembrou. O empresário pediu ajuda e, dias depois, os seqüestradores acabaram presos por investigadores da 12ª DP (Taguatinga Centro). Os R$ 6 mil levados sumiram. Para o seqüestrado, a dupla sabia do dinheiro. Até hoje carrega o trauma e as cicatrizes da bala. "Vivo como se estivesse preso. Não durmo mais, tomo remédio tarja-preta e estou sempre no limite do estresse." &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;Arma na cabeça&lt;/strong&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As estatísticas mostram que as histórias de violência se espalham pelo DF. Mas se concentram em regiões onde há maior poder aquisitivo e agências bancárias. É o caso de Taguatinga, Setor de Indústria (SIA) e Plano Piloto. Só as duas delegacias das asas Sul e Norte, por exemplo, registraram 15% dos crimes praticados na capital do país nos primeiros quatro meses do ano. Dados da Secretaria de Segurança Pública do DF revelam que houve 27 ocorrências no período: 16 roubos com restrição de liberdade da vítima e 11 qualificados com extorsão. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Apesar de iniciado no SIA, o seqüestro relâmpago sofrido pelo técnico em informática Humberto (sobrenome omitido a pedido da vítima) , 23 anos, é um dos registrados na Asa Norte neste ano. Três bandidos armados o abandonaram no fim da região administrativa depois de tentar sacar dinheiro em caixa eletrônico e levar a carteira da vítima. O crime ocorreu em 3 de junho. E teve uma peculiaridade: um Tempra com dois homens seguiu o Uno dele durante toda a ação. Humberto não teve como se defender, pois um dos assaltantes armados passou para o veículo menor. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O técnico em informática ficou todo o tempo com a arma apontada para a cabeça ou a barriga. "Ele (o criminoso) fazia ameaças a todo instante. Ficou perguntando se eu era valentão e se iria reagir. A sorte é que meu carro começou a engasgar e eles me deixaram para trás", afirmou. As características desse caso encaixam com uma análise do delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Antônio Romeiro. "Alguns criminosos saem com cabeça para praticar esse crime. Normalmente, os alvos são mulheres, idosos e pessoas sozinhas", explicou. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Para o professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) &lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;strong&gt;Antônio Flávio Testa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, tanto os bandidos quanto as vítimas estão despreparados para o seqüestro relâmpago. "Os dois lados agem por conta da surpresa. O problema é que um deles está armado e ataca aleatoriamente", afirmou o especialista em violência juvenil. Outro problema, segundo Testa, é o uso de drogas por parte dos assaltantes. "Eles já são violentos. E, geralmente, não têm limite. São compulsivos e descontrolados", avaliou. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-8511809301203686529?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/8511809301203686529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=8511809301203686529&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8511809301203686529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8511809301203686529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/09/31082008-correio-braziliense-df-ataques.html' title=''/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-251233316518255103</id><published>2008-07-23T10:34:00.003-03:00</published><updated>2008-07-23T10:39:07.970-03:00</updated><title type='text'>CRIMINALIDADE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A geopolítica do crime no DF&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Flávio Testa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao analisarmos o comportamento criminoso no Distrito Federal nos deparamos com algumas peculiaridades. A vulnerabilidade dos patrimônios públicos e privados é crescente, não obstante Brasília ser a cidade que mais contrata serviços de segurança privada, fato divulgado recentemente. Outra característica é a distribuição e o consumo de drogas na cidade – as últimas apreensões feitas pela polícia demonstram a robustez desse mercado que, mesmo com as prisões, continua aquecido. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;É notável também a pujança da economia informal, sobretudo a indústria do desmonte e de circulação de produtos roubados. Sabe-se de prisões de ladrões de carros, de casas etc., mas o que acontece com os receptadores? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos crimes de colarinho branco, a sociedade assiste assustada ao crescimento da impunidade, enquanto o cidadão comum financia, mediante pagamento de altos impostos, a reprodução sistêmica de sua transformação em vítima potencial da violência; a ineficiência do governo, incapaz de combater a criminalidade; e a própria violência intrínseca à ineficácia da ação pública. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Enquanto famílias vitimizadas, gritam, choram e se recolhem num luto indignado e sofrido, jovens e adultos consomem drogas, praticam crimes e curtem a vida como se nada custasse para a sociedade a economia da violência, nem a política da impunidade, que se alimenta das brechas das várias legislações, favorecendo os criminosos e enriquecendo quem vive da mais valia relativa do crime. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;As instituições são míopes em suas ações, porque não conseguem articular um projeto de nação que crie condições de convivência fraterna. Antes, funcionam de forma a estimular a economia da violência, a sociedade da tragédia, a filosofia do vale tudo, a lógica do consumismo barato e do desrespeito a tudo que seria de todos – o patrimônio público. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A ética vigente sustenta-se no patrimonialismo mais adoecido que a história recente do país desenvolveu, alicerçada no clientelismo, na apropriação de setores do Estado por grupos privados, ligados a interesses partidários que, por sua vez, vinculam-se aos mais escusos interesses da economia, sustentados no mais completo desrespeito à nação e ao povo. O caráter anal de certos banqueiros, o “sanguessuguismo” de políticos sem ideologia e burocratas que, cotidianamente, desmerecem o direito de servir ao público, tornaram-se referências pervertidas para a juventude. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;No DF, a criminalidade é combatida e a polícia apresenta êxito em muitas ações. Mas isso não significa que ela diminua expressivamente – apenas migra de uma área para outra. O criminoso busca sua vítima onde ela estiver. Isso significa que a população precisa, além de ficar bem mais atenta no seu dia a dia, cobrar mais eficiência do governo. A sociedade precisa exigir que a polícia esteja mais presente, que seja mais treinada e reciclada profissionalmente. Pouco adianta a polícia aparecer depois que o crime aconteceu. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Um trágico exemplo foi o assassinato do diretor de uma escola pública no Lago Oeste. Tudo indica que o crime já estava agendado, os traficantes só esperavam o melhor momento. A comunidade local conhecia os traficantes, mas a polícia não agiu preventivamente. Depois do crime, a PM destinou uma viatura ao local, mas qual a eficácia dessa medida? Quando a polícia vai fazer uma devassa na região e extirpar os traficantes dali? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Assim ocorre quase sempre: a polícia chega depois. As autoridades reclamam das reais dificuldades, mas e a população? Ela não paga seus impostos? Onde está o cerne do problema: na ineficiência do Estado ou no comportamento da sociedade? Na prática há uma transferência de responsabilidades. É sempre um culpando o outro. Este ciclo vicioso torna cada vez mais difícil resolver os problemas de segurança pública que, diga-se de passagem, não é um problema meramente policial, é de toda a sociedade e de todo o Estado. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Então, como romper as amarras deste ciclo, se a ineficiência dos gastos públicos é uma realidade e a maioria dos políticos só quer mostrar resultados imediatos, maquiados? Não são servidores públicos, antes se servem do público, e o público aceita. Essa é a grande tragédia brasileira: a subserviência da sociedade ao Estado que, por sua vez, segue capturado por setores privados somente interessados em beneficiar a si próprios e a seus aliados. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Não vejo soluções para o problema da violência em Brasília – e no Brasil – enquanto novo pacto social e político, baseado na convivência cidadã, não for estabelecido entre todos os brasileiros e entre a sociedade e o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;PERFIL&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Camila Martins/UnB Agência &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.secom.unb.br/galeria/images/POLITICA/POLITICA/2008/Mar/18/O_politico_de_visao_estrategica/antonio_flavio_testa1.jpg" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antonio Flávio Testa é pesquisador de inclusão digital e cidadania no Departamento de Educação da Universidade de Brasília (UnB). É antropólogo, sociólogo e cientista político. É mestre e doutor em Sociologia, com pesquisas sobre violência, inclusão digital e ação política.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-251233316518255103?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/251233316518255103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=251233316518255103&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/251233316518255103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/251233316518255103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/07/criminalidade.html' title='CRIMINALIDADE'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-5869314976243885750</id><published>2008-07-20T09:53:00.012-03:00</published><updated>2008-07-20T12:21:47.928-03:00</updated><title type='text'>FGV oferece cursos gratuitos online</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_2NLVXokb-_Q/SIM5GxxuW3I/AAAAAAAAAgE/uuJBC1wm2H0/s1600-h/logo+FGV.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_2NLVXokb-_Q/SIM5GxxuW3I/AAAAAAAAAgE/uuJBC1wm2H0/s1600-h/logo+FGV.gif"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225082781283801970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_2NLVXokb-_Q/SIM5GxxuW3I/AAAAAAAAAgE/uuJBC1wm2H0/s200/logo+FGV.gif" border="0" /&gt; &lt;strong&gt;MÓDULOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O curso de &lt;strong&gt;Ética &lt;/strong&gt;está dividido em três módulos: &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Perspectiva Histórica e Filosófica; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Valores e Princípios Éticos; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Responsabilidade Social Empresarial e Gestão Ética. &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Iniciar curso:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://ead2.fgv.br/treinamento/etica_uci/index2.htm"&gt;http://ead2.fgv.br/treinamento/etica_uci/index2.htm&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Já o curso de &lt;strong&gt;Recursos Humanos&lt;/strong&gt; abordará os seguintes temas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Imagem; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Comunicação e Tecnologia - o estilo de vida sem fronteiras; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Narciso e a Ética; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Saúde, Higiene e Segurança; &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Uma Rotina de Boas Maneiras. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Iniciar curso:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://ead2.fgv.br/treinamento/recursos_humanos_uci/index2.htm"&gt;http://ead2.fgv.br/treinamento/recursos_humanos_uci/index2.htm&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outros cursos:&lt;a href="http://ocw.uci.edu./courses/"&gt;http://ocw.uci.edu./courses/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-5869314976243885750?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3017750-EI8266,00.html' title='FGV oferece cursos gratuitos online'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/5869314976243885750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=5869314976243885750&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/5869314976243885750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/5869314976243885750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/07/fgv-oferece-cursos-gratuitos-online.html' title='FGV oferece cursos gratuitos online'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_2NLVXokb-_Q/SIM5GxxuW3I/AAAAAAAAAgE/uuJBC1wm2H0/s72-c/logo+FGV.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-3882949729036944190</id><published>2008-06-08T20:39:00.004-03:00</published><updated>2008-06-11T01:58:39.149-03:00</updated><title type='text'>A MENTALIDADE DO MARKETING E O DESENVOLVIMENTO DO DISTRITO FEDERAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O marketing vai desde a concepção do negócio até a satisfação e prospecção de novos clientes. Marketing é, antes de tudo, uma questão de mentalidade, uma postura empresarial frente ao ambiente de negócios. Está diretamente vinculado à vocação econômica de cada ambiente, sua cultura e expectativas de consumo e, conseqüentemente, de produção. Os mercados se estruturam para atender demandas locais de consumo, e quando não se consegue produzir localmente, busca-se, por intermédio de parcerias e outras estratégias de distribuição, a colocação de produtos vindos das mais remotas regiões para onde há demanda. Essa é a essência da globalização atual e do crescimento da logística. O marketing precisa ser pensado e gerenciado estrategicamente, para poder satisfazer as expectativas de consumo . &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A mentalidade de marketing se desenvolve a partir de várias premissas. Pode pensar o marketing do prisma da visão comercial tradicional, da troca de mercadorias, até o comércio eletrônico e seus desafios logísticos. Pode-se pensar o marketing a partir das expectativas do consumidor também. Nesse aspecto, a reflexão ganha uma dimensão social mais ampla, por que se vincula aos desafios da cidadania e da inclusão no mercado de consumidores que, antes, não tinham acesso ao consumo formal. Sobreviviam enriquecendo a economia informal que, na base, subordina-se ao comércio, mas não na forma de abastecimento dos centros de consumo, como supermercados e outros, mas sim, nas estruturas gerenciais do descarte, do lixo, da acumulação de sobras para reciclagem. Milhões de pessoas ainda acessam a esses ambientes para conseguirem mercadorias velhas, roupas descartadas, restos de alimentação e outras coisas para sobreviverem. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O desafio estratégico do marketing, a partir do prisma do consumidor, é criar novos mercados e neles incluir tanto consumidores como provedores, engendrando nova dinâmica à economia nas bases, onde acontece a interação entre quem tem acesso ao consumo formal e quem quer o acesso a esse ambiente, em condições cidadãs. Para tanto, é preciso pensar o mundo dos negócios sob novo paradigma, o da cidadania.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Só é cidadão aquele que tem acesso formal ao consumo de bens e serviços públicos e privados em condições dignas. Pois o consumo de bens e serviços transfere renda e gera riqueza social, estimulando a economia a se reproduzir micro setorialmente, criando condições de crescimento diferenciado e extensivo a todos os agentes sociais que orbitam determinado ambiente. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A mentalidade comercial tradicional está vinculada à sobrevivência de micro empreendedores e pequenos empresários que têm dependência de recursos para sobreviver e não conseguem romper as barreiras políticas impostas pelo grande capital, cujas ações e estratégias tornam-se cada dia mais sofisticadas e poderosas, inibindo a pequena iniciativa no nascedouro. A mentalidade de marketing cidadã privilegia ações que promovem a integração democrática entre o grande e o pequeno , criando condições de crescimento pela via da diversificação de micro mercados e do estabelecimento de regras que regulem os mercados de forma a mantê-los competitivos para todos os agentes econômicos neles envolvidos em disputas por fatias de negócios que lhes permitam crescer proporcialmente ao seu potencial. Esse é um grande desafio estratégico da gestão do marketing como estratégia de desenvolvimento econômico. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Em Brasília, desde sua fundação, predominou o mercado público, que gera uma dependência muito grande das empresas prestadoras de serviços para o Estado e, pelas caracterÍsticas dessa forma de relacionamento comercial, nem sempre democrática , nem competitiva, resulta em clientelismos e favorecimentos de corporações que apropriam política e negocialmente de setores específicos. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o comércio cresceu desordenamente e a mentalidade gerencial predominante sempre foi do entorno para o centro e não do centro para fora. Um modelo gerencial que durante 40 ano privilegiou interesses das oligarquias do entorno e seus aliados nos diversos ramos de negócios fez com Brasília ficasse defasada e pouco competitiva. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de inverter esse quadro estrategicamente é vital, para tornar a economia de Brasília, a grande Brasília, competitiva e capaz de atender as demandas locais e das cidades do entorno, que dependem estruturalmente do crescimento da economia local para sobreviverem. Mas sobreviver não adianta, é preciso crescer e baseada na vocação regional. Um plano estratégico de desenvolvimento que contemple uma visão de futuro na qual Brasília, se tornará, além do cérebro administrativo do País, no coração logísitico da nação, tanto do prisma da distribuição como do acesso a todas as vias inter regionais, é decisiva para um futuro promissor dessa região. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A mentalidade estratégica de marketing  poderá ser aplicada para planejar ações do Estado e da iniciativa privada que venham a promover a reversão do quadro anterior e implantação de um modelo de crescimento sustentável e baseado nas demandas de uma economia que deverá se estruturar para atender necessidades de consumo de uma nova sociedade, a sociedade brasiliense tem características específicas, afinal Brasília será muito brevemente uma megalópole, e isso se constituirá num fantástico desafio gerencial de marketing.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Antônio Flávio Testa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Artigo publicado na Fecomércio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-3882949729036944190?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/3882949729036944190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=3882949729036944190&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3882949729036944190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/3882949729036944190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/06/mentalidade-de-marketing-e-o.html' title='A MENTALIDADE DO MARKETING E O DESENVOLVIMENTO DO DISTRITO FEDERAL'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-6767183989449686347</id><published>2008-05-06T11:34:00.000-03:00</published><updated>2008-05-21T12:50:17.802-03:00</updated><title type='text'>COMUNICAÇÃO SUSTENTÁVEL</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;RELAÇÕES INTERNAS OTIMIZADAS &lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falar sobre a sustentabilidade da comunicação nas organizações é desafiador, sobretudo porque as transformações que o processo comunicacional experimentou foram surpreendentes, além de descontínuas. O impacto da tecnologia de informação sobre a comunicabilidade organizacional é crescente, ensejando novas formas relacionais e imprimindo novo ritmo de funcionamento às organizações. Evidentemente essa nova realidade multimídia é produto de pressões exercidas multidimensionalmente.&lt;br /&gt;Isto significa que o ambiente relacional interno às organizações vê-se obrigado a responder a diversas demandas, tanto do prisma tecnológico, quanto processual e de conteúdo. A convergência multimídia obriga as organizações a se realinharem para atender às várias demandas tecnológicas, estruturais e relacionais. Na prática, a gestão da comunicação tornou-se função estratégica, uma vez que a comunicação, estruturalmente, dinamiza o processo e interfere no ritmo organizacional.&lt;br /&gt;A competição no ambiente externo é crescente e incide sobre as organizações públicas e privadas. A interdependência entre as organizações públicas, que, em tese, cuidam da regulação e monitoramento dos mercados e as organizações privadas, que, competem pelo aumento de sua participação no mercado, leva a intensificação dos conflitos inter e intra organizacionais. Essa realidade marca nova etapa no funcionamento das organizações e nas relações entre pessoas, como agentes do processo decisório.&lt;br /&gt;A comunicação organizacional refere-se à conectividade sistêmica entre as diversas microestruturas que formam a organização e abrange todos os mecanismos interacionais que compõem seu tecido institucional. Assim, as várias dimensões nas quais as organizações são percebidas e decodificadas constituem o ambiente no qual a cultura organizacional se desenvolve, a partir do relacionamento das várias equipes e pessoas que compõem a estrutura humana da organização.&lt;br /&gt;A comunicação interna tornou-se uma das preocupações gerenciais prioritárias. Diante disso, estruturaram-se fluxos formais de informação entre as diversas áreas componentes das organizações, baseados na hierarquia e na verticalização, com um direcionamento de cima para baixo, denotando a estrutura de poder organizacional vigente, na qual o poder decisório concentra-se na cúpula da organização e cabe aos operadores, na base, executarem as decisões.&lt;br /&gt;A resultante mais significativa dessa estratégia gerencial foi o comportamento reativo e a descompetitividade, devido ao engessamento da participação no processo decisório. Apesar de, sob vários aspectos, esse modelo de gestão ser desvantajoso, conseguiu produzir resultados positivos em vários setores da economia, mas numa época na qual os ambientes de negócios não sofriam a pressão desenfreada que sofrem hoje. Sobretudo em decorrência da interpenetração de mercados, da desregulamentação de várias economias, dos avanços da telemática, da logística, e das conquistas políticas da sociedade, referentes a direitos sociais e do consumidor.&lt;br /&gt;Esses direitos de cidadania incidem sobre as organizações nas suas relações com o público externo e também sobre o público interno, que precisa se preparar melhor para atender as demandas do público externo. Essa realidade social expressa nova condição organizacional, vivemos a era do endomarketing, do marketing voltado para o ambiente interno. Marketing significa fazer o mercado, ou seja, estimular o mercado interno a funcionar dinamicamente. No caso específico do marketing interno, é decisivo o bom gerenciamento de duas grandes estruturas organizacionais: a comunicação e as atitudes (a emoção na organização).&lt;br /&gt;A gestão estratégica da comunicação organizacional, e da emoção humana é uma exigência da atualidade, pois as mudanças estruturais verificadas nos mais diversos ambientes sociais induziram a um novo ritmo de funcionamento organizacional. O sucesso empresarial está diretamente vinculado a boa gestão do capital intelectual. Daí, a importância crescente da otimização das relações internas e da comunicação humana e organizacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Flavio Testa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sociólogo/Prof. de Marketing &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-6767183989449686347?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/6767183989449686347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=6767183989449686347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/6767183989449686347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/6767183989449686347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/05/comunicao-sustentvel-relaes-internas.html' title='COMUNICAÇÃO SUSTENTÁVEL'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-8811752815946135039</id><published>2008-04-04T22:59:00.000-03:00</published><updated>2008-04-07T12:40:03.345-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;29/03/2008 - JORNAL DE BRASILIA - DF&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;14 milhões fora da escola &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;IBGE mostra que índices melhoraram, mas excluídos ainda são muitosQuase 1/4 (24,2%) das 59,1 milhões de crianças e adolescentes com até 17 anos do País estavam fora de creches ou escolas em 2006. Os dados, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, desse total, 82,4% correspondiam a crianças com até seis anos; 4,6% estavam na faixa etária de sete a 14 anos, e 13%, de 15 a 17 anos.A taxa de escolarização de crianças e adolescentes de sete a 14 anos é superior a 95% em todas as regiões do País e a média nacional é de 97,6%. "No Brasil, em 2006, apenas 2,4% das pessoas em idade escolar não estavam em sala de aula, e em termos regionais, as diferenças não são tão marcantes", destaca a pesquisa.No levantamento por estado, o Acre registrou a menor taxa referente às crianças do ensino fundamental (94%). Os melhores índices foram alcançados por Santa Catarina (99,0%), São Paulo (98,8%) e Distrito Federal (98,7%).Com a justificativa de estimular a educação de adolescentes, o Governo Federal iniciou a inclusão no Bolsa Família de jovens de 16 e 17 anos. Para Maria Lúcia Vieira, gerente da Pnad, a ampliação do programa federal "procede, em função dos resultados" do estudo do IBGE. "Um dos principais motivos alegados para sair, na faixa de 15 a 17 anos, foi cuidar de afazeres domésticos, trabalhar ou procurar trabalho", disse. Nas regiões mais pobres - Norte e Nordeste -, os programas sociais tiveram peso para reter crianças de sete a 14 anos na escola. No Norte, foi de 96,2% nos lares que receberam e de 95,8% nos lares que não receberam. No Nordeste, 97,3% nos que receberam contra 96,3% nos que não receberam. De 2004 para 2006 também houve redução na taxa de analfabetismo de pessoas com dez anos ou mais. Nos domicílios que receberam programa, diminuiu de 18,2% para 17,1%. No Nordeste, de 24,1% para 22,9%; no Sudeste, de 11% para 9,9%; no Centro-Oeste, de 13,6% para 12,1%; no Norte ficou estável em 14,8%. Curiosamente, subiu no Sul."Se compararmos 2004 e 2006, identificamos que nas crianças que têm benefício social, a taxa de presença aumenta mais. Estamos chegando nas famílias que são as mais vulneráveis, as mais excluídas e onde está a pobreza mais estrutural", declarou Rosani Cunha, secretária nacional de Renda de Cidadania. Trabalho infantilEmbora a legislação brasileira permita o trabalho como aprendiz a partir dos 14 anos, as atividades profissionais começam mais cedo para muitas crianças e adolescentes no País: em 2006, segundo o IBGE, 1,4 milhão de crianças com idade entre cinco e 13 anos já trabalhavam. Em muitos casos, em atividades agrícolas e sem remuneração. Ampliando para os 17 anos, o número de trabalhadores sobe para 5,1 milhões.Segundo o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, os dados revelam queda em "ritmo lento" entre 2004 e 2006 das taxas de ocupação de crianças e adolescentes (de 11,8% para 11,5%). Para ele, a situação ainda é preocupante.Combate deve ser ostensivoA pesquisa do IBGE mostrou que os programas sociais ajudaram a reduzir o trabalho infantil nas famílias brasileiras entre 2004 e 2006. A ocupação de crianças e adolescentes de até 17 anos que recebiam auxílio era de 15,6% em 2004, passando para 14,4% em 2006. Mesmo com a queda, a taxa ainda é maior do que a registrada entre famílias que não recebem ajuda do Governo: 9,6%.A trajetória decrescente do trabalho infantil no Brasil demonstrada na pesquisa não é suficiente para dispensar maior empenho governamental no combate à prática. A avaliação foi feita pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em nota assinada pela diretora do escritório brasileiro da entidade, Laís Abramo. "A sociedade em geral e, em especial, os governos e as organizações de empregadores e de trabalhadores, precisam mobilizar esforços em prol da educação e adotar medidas imediatas e em caráter de urgência, para resgatar e proteger as meninas, meninos e adolescentes de toda forma de exploração".Nordeste concentra ajudaMais da metade (53,1%) do total de domicílios que recebiam o Bolsa Família em 2006 era de nordestinos. Foram 4,320 milhões de lares, em um total de 8,126 milhões beneficiados em todo o País pelo principal programa social do Governo Federal. A região também liderou no recebimento do Benefício de Prestação Continuada (44,6%, ou 541 mil domicílios, do total de 1,213 milhão) e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) - 53,9%, ou seja, 144 mil dos 267 mil domicílios que recebem o benefício no Brasil inteiro. Ao todo, 4,9 milhões de lares recebiam dinheiro de programas. Todos os estados do Nordeste tiveram índices de ajuda social da União acima da média nacional, que foi de 18,3%. O líder de recebimento de auxílios do Governo Federal, contudo, foi da Região Norte: Roraima, com 50%. A secretária nacional de Renda de Cidadania, Rosani Cunha, disse que os dados do IBGE mostram que os programas de transferência de renda do Governo "estão chegando às famílias mais carentes, às famílias mais pobres". Conforme a pesquisa, o rendimento médio domiciliar per capita dos que recebiam benefícios federais teve um aumento real maior (19,4%) em 2006, em relação a 2004. Isso é maior do que o ganho de renda que tiveram os que não receberam auxílios governamentais, que aumentou 16,9% no período. Mesmo assim, a diferença de renda continua grande. Segundo a Pnad, o rendimento médio mensal domiciliar per capita das famílias que recebiam dinheiro de programa do Governo em 2006 era de R$ 172, enquanto entre os que não recebiam era de R$ 699.Os aliados agradecemOs ganhos da população mais carente com os programas de distribuição de renda do Governo Federal, apontados na pesquisa do IBGE divulgada ontem, terão impacto direto nas eleições municipais deste ano. A avaliação é do cientista político &lt;span style="color:#666666;"&gt;Antônio Flávio Testa&lt;/span&gt;, da Universidade de Brasília (UnB). "Principalmente porque, seguramente, as eleições serão, mais uma vez, decididas pelos setores mais carentes da população, que têm uma vinculação nem mais ideológica, mas econômica. Isso tem uma influência muito forte nos resultados da eleição", afirmou.O levantamento do instituto mostra que o número de famílias atendidas por programas de transferência de renda cresceu, assim como seu consumo de bens duráveis.Para o cientista político, é importante que esse tipo de programa não se transforme em algo estrutural e que se possa diminuir seus custos em algumas décadas, transformando essa ação em investimento, em vez de despesa. Segundo ele, isso se dará quando o contingente de brasileiros que hoje precisam receber assistência do Governo se tornarem agentes geradores de riquezas."É preciso que haja um investimento maciço na educação empreendedora no Brasil, na diversificação de micromercados, para que a população possa gerar novos negócios e ela mesma assuma a sua participação, gerando renda e emprego". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mhtml:http://googlemail.com/attachment?ui=1&amp;amp;attid=0.1&amp;amp;disp=safe&amp;amp;view=att&amp;amp;th=1190b500803a8a09&amp;amp;saduie=1a99cqiovniph7ex5lhztxqiitkjv9i&amp;amp;sadet=1207360795303&amp;amp;sads=0997d85c3b5fd4db4881e57def3c631c!x-usc:http://www.secom.unb.br/unbcliping2/cpmod.php?id=8753"&gt;http://w=w.secom.unb.br/unbcliping2/cpmod.php?id=8753&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://mail.google.com/mail/?ui=1&amp;amp;attid=0.1&amp;amp;disp=attd&amp;amp;view=att&amp;amp;th=1190f494fb1b2129" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-8811752815946135039?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/8811752815946135039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=8811752815946135039&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8811752815946135039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/8811752815946135039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/04/29032008-jornal-de-brasilia-df-14.html' title=''/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-5751214015933933184</id><published>2008-03-19T14:32:00.000-03:00</published><updated>2008-04-06T14:43:27.545-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Político de visão estratégica&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A adequada análise da realidade social contemporânea transcende limites paroquiais e exige do político ampliação de sua visão. Torna-se necessário um olhar mais abrangente e focado, a um só tempo. É indispensável também a capacidade de articular ações com vistas ao alinhamento das demandas de seu universo de ação às imposições da globalização, que incide diferenciadamente sobre a sociedade nos níveis federal, estadual e municipal.&lt;br /&gt;Essa nova condição de interdependência induz a um comportamento político caracterizado por uma dinâmica proativa e prospectiva. É preciso decodificar os possíveis desdobramentos e impactos futuros das decisões tomadas nos diversos níveis da política sobre o ambiente de atuação do líder. O trabalho do político exige competência para se relacionar com todos os agentes sociais e econômicos que dinamizam o jogo de interesses e aproximar representantes de causas diversas e, muitas vezes, contraditórias. A capacidade de negociar e buscar soluções consensuais é cada vez mais privilegiada e demandada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, é fundamental que o político tenha à sua disposição informações inteligentes e capazes de ajudá-lo a se posicionar de forma eqüidistante e decidir com base nos interesses que representa. Sua decisão, em nível estratégico, deve se voltar à integração social e não focar-se apenas, como é comum, no atendimento de interesses corporativos e pontuais, que no longo prazo resultam em desagregação social e impasses estruturais.&lt;br /&gt;Para acessar informações inteligentes os políticos precisam de bons assessores, que tenham capacidade e treinamento adequado para prospectar e analisar o que ocorre no entorno e oferecer condições objetivas de decisão. Isso significa que a visão estratégica do político é composta por um sistema que prospecta e analisa o ambiente. Em outras palavras, é fundamental dispor de uma boa equipe que lhe ajude a aprimorar sua performance.&lt;br /&gt;Saber utilizar a tecnologia de informação e comunicação para estreitar seu relacionamento com sua base eleitoral e outros eleitores, além de instuições é uma competência essencial. Nessa era globalizada em que vivemos, a política sofre impactos intensivos da tecnologia e do movimento social, isto está tornando-a cada vez mais midiática e dinâmica, o que imporá uma mudança em sua lógica estrutural: deverá deixar de ser reativa e funcionar a reboque da sociedade e tornar-se proativa, alinhada às demandas sociais. E isso só é viável se houver adequado uso dessas tecnologias de informação e comunicação e se elaborar estratégias de relacionamento eficazes.&lt;br /&gt;Os desafios que se apresentam ao político profissional são imensos, mas são consentâneos aos que se impõem a todas as carreiras. O que diferencia a ação política das demais profissões é o fato de que o político é o elo de ligação mais orgânico entre o cidadão e o Estado e as instituições. Essa característica lhe dá uma conformidade específica, pois requer envolvimento emocional e ação racional, para conseguir entender as demandas de seus representados e da sociedade como um todo.&lt;br /&gt;Novas variáveis moldam a ação política; entre elas, as questões ambientais e as decorrentes das conquistas da cidadania. À medida em que a democracia avança novos direitos são consolidados e também novos deveres. As instituições, geralmente muito resistentes à mudanças, precisam adequar-se à realidade contemporânea e mudar sua estrutura organizacional focando-se efetivamente nas suas clientelas.&lt;br /&gt;Somente a ação política, com visão futura focada no desenvolvimento da democracia e na construção de uma cidadania muldiversificada, pode promover essa mudança. Para tanto, o político precisa atuar como mediador, negociando interesses e propondo legislações avançadas de forma a garantir o pleno funcionamento institucional que, numa democracia real, concentra-se no interesse do cidadão e não das corporações, como é o que ocorre atualmente.&lt;br /&gt;Fazer política no século XXI exigirá muita capacidade para tornar os parlamentos alinhados à dinâmica social. Não é concebível parlamentos reativos e defasados. É necessário uma urgente mudança de mentalidade. Daí, a importância fundamental de se discutir a reforma política de forma prospectiva e não voltada para a preservação de interesses conjunturais, como tem ocorrido. Uma reforma no sistema político brasileiro deve ocorrer em todos os níveis, pois a política ocorre, precipuamente, do município para a federação, e não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso definir as atribuições efetivas dos vereadores, dos deputados estaduais e federais e dos senadores. Pois como está colocada a questão, no debate, não obstante as atribuições constitucionais, há uma indefinição de funções e superposição de papéis entre algumas dessas instituições políticas e seus âmbitos de ações.&lt;br /&gt;Qualquer quer seja a reforma política brasileira deverá abranger, prioritariamente, o combate as desigualdades sociais, a correção dos desequilibrios regionais e a promoção do crescimento econômico para gerar emprego e renda. Por isso, as demais reformas estão ligadas ao sistema político. A questão tributária, por exemplo, vincula-se ao equilíbrio/desequilíbrio e à geografia político-econômica regionais, suas oligarquias e os grupos hegemônicos locais etc.&lt;br /&gt;E a demanda pelo crescimento econômico justifica-se pela necessidade de fortalecer o mercado de consumo interno. Este depende de distribuição/transferência/conquista de renda pelos excluídos; de um sistema de ensino eficaz e capaz de preparar os brasileiros para competir num mundo globalizado e excludente e de criação de emprego formal.&lt;br /&gt;A formalização da economia e a legalização de empresas deverá gerar estabilidade psicossocial e econômica e diminuir a violência social, bem como diminuir o crescimento perverso dessa cultura do jeitinho brasileiro, do salve-se quem puder, do individualismo, do egoísmo e de outras mazelas culturais próprias da realidade brasileira contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O político de visão estratégica não deve se preocupar em resgatar nenhuma imagem histórica junto a população. Precisa, sim, construir uma nova imagem, baseada no comprometimento, na solidariedade, na ética e na honestidade de propósitos. Somente assim, o Brasil poderá participar competitivamente do século XXI, que promete muitas crises, mudanças estruturais, interpenetração cultural e globalização econômica. Este político deverá contribuir para a criação de condições objetivas para a construção de uma cidadania local sólida e preenchida de valores globais solidários e includentes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Antonio Flavio Testa, sociólogo e cientista político da UNB&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Camila Martins/UnB Agência&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://www.secom.unb.br/artigos/artigo.php?id=4"&gt;http://www.secom.unb.br/artigos/artigo.php?id=4&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Antônio Flávio Testa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;é pesquisador de inclusão digital e cidadania no Departamento de Educação da Universidade de Brasília (UnB). É antropólogo, sociólogo e cientista político. É mestre e doutor em Sociologia, com pesquisas sobre violência, inclusão digital e ação política.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-5751214015933933184?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/5751214015933933184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=5751214015933933184&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/5751214015933933184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/5751214015933933184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/03/poltica.html' title=''/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-7256220507913734655</id><published>2008-03-16T21:24:00.001-03:00</published><updated>2008-04-06T14:43:57.569-03:00</updated><title type='text'>Violência contra mulheres e crianças</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segurança pública é um assunto que está em evidência. O crime organizado desafia o poder público e deixa refém a população das grandes cidades. Mas há um outro tipo de violência, mais cruel e perversa, que está dentro de casa, e atinge principalmente as mulheres e as crianças. Muitas dessas crianças passam de vítima a agentes da violência. O país já avançou em políticas públicas e legislação para proteger mulheres e crianças, mas muito ainda falta ser feito. Em tempo de eleições, debater a segurança pública é muito importante. Para discutir o combate à violência contra mulheres e crianças, e as alternativas para a recuperação dos jovens infratores, o Mulheres no Parlamento desta semana recebe Antônio Flávio Testa, sociólogo especialista em segurança, e Perla Ribeiro, coordenadora do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, o Cedeca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assista o vídeo da TV Câmara:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://imagem.camara.gov.br/internet/midias/TV/2006/08/tvcamulheresparlamento20060828-01-002-wm.100.wmv"&gt;arquivo: tvcamulheresparlamento20060828-01-002-wm.100.wmv &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-7256220507913734655?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/7256220507913734655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=7256220507913734655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7256220507913734655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/7256220507913734655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/03/violncia-contra-mulher.html' title='Violência contra mulheres e crianças'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8540945381426522256.post-2724759593472884233</id><published>2008-03-16T20:42:00.000-03:00</published><updated>2008-04-06T14:44:26.395-03:00</updated><title type='text'>Segurança Pública</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Investimentos em segurança pública duplicam em 2007, mas a violência continua Desembolso do governo federal em infra-estrutura do setor foi o maior desde 2002.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29.02.2008 - 18:19&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aparentemente, o lançamento do “PAC da Segurança” em agosto do ano passado, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), fez com que as autoridades brasileiras gastassem e investissem mais em órgãos de segurança pública federal em 2007. Mais de R$ 890 milhões foram aplicados em investimentos (compra de equipamentos e construção de obras) no ano passado. O montante desembolsado pelo governo federal com aquisição de novos veículos e equipamentos e melhoria de infra-estrutura, como presídios e departamentos de polícia, foi o maior gasto desde 2002. A quantia representa um aumento de mais de 100% em relação a 2006, quando foram investidos apenas R$ 429,6 milhões. No entanto, a verba investida poderia ser ainda maior, já que a dotação autorizada em orçamento foi de R$ 1,2 bilhão para investimentos em 2007, ou seja, cerca de R$ 340 milhões a mais do que o desembolsado. Além disso, os R$ 896,8 milhões aplicados no ano passado nas cinco principais rubricas orçamentárias voltadas à segurança pública - Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Fundo Penitenciário Nacional , Fundo Nacional de Segurança Pública e fundo de aparelhamento da PF - estão longe do valor aplicado em 2001 (R$ 1,2 bilhão). Já os gastos globais com as cinco rubricas do setor também cresceram significativamente em 2007. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cerca de R$ 6,2 bilhões foram aplicados no ano passado, o equivalente a 90% do valor autorizado no ano e a um aumento de 23% em relação aos gastos globais de 2006. O montante desembolsado também foi o maior dos últimos sete anos. O “Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros”, estudo elaborado anualmente em parceria pelos ministérios da Saúde e da Justiça, pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) e pelo Instituto Sangari, mostra que a violência pública no Brasil cresceu significativamente nos últimos 11 anos. Entre 1996 e 2006, o número de homicídios, por exemplo, passou de 38,9 mil para 46,7 mil, o que representa um incremento de 20%, levemente superior ao crescimento da população no mesmo período, que foi de 16,3%. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O cientista político especializado em violência pública &lt;strong&gt;Antônio Flávio Testa&lt;/strong&gt; acredita que a pressão social fez com que o governo começasse a agir e investir em sistemas de segurança pública. Segundo ele, os esforços são visíveis, apesar dos resultados ainda não serem os melhores. “É claro que bons resultados virão com o tempo, se as políticas de segurança pública forem políticas de estado e não se transformarem em ações de governo. A grande inovação proposta, principalmente pelo Pronasci, é a de política de estado e não de governo, além da articulação entre segurança pública e cidadania”, afirma. No entanto, Testa explica que o chamado PAC da Segurança traz uma estratégia inovadora porque tira o foco da segurança do âmbito policial e amplia seu alcance por todas as áreas sociais. “É, sem dúvida, um avanço. Precisamos verificar se o governo conseguirá desenvolver competência gerencial para produzir resultados concretos. O desafio está lançado”, aposta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Trecho de matéria de Leandro Kleber, do Contas Abertas - leia a íntegra &lt;a href="http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=2152" target="_BLANK"&gt;aqui&lt;/a&gt;, com os links adicionais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8540945381426522256-2724759593472884233?l=professortesta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://professortesta.blogspot.com/feeds/2724759593472884233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8540945381426522256&amp;postID=2724759593472884233&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/2724759593472884233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8540945381426522256/posts/default/2724759593472884233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professortesta.blogspot.com/2008/03/investimentos-em-segurana-pblica.html' title='Segurança Pública'/><author><name>Antônio Flávio Testa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07785293642772106318</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
