quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Eleições de outubro e comportamento eleitoral



As eleições municipais se aproximam  sem despertar interesse do eleitor, em quase todos os municípios. Eleições municipais deveriam, em tese, mobilizar bastante os munícipes, uma vez que é a partir da relação do cidadão com a câmara de vereadores e a prefeitura que o processo de governabilidade se inicia, definindo regras municipais e prioridades de gestão executiva.

O modelo federativo brasileiro não favorece a maioria dos municípios, pois dependem de recursos federais e estaduais, já que não têm autonomia financeira. Essa condição exige dos representantes políticos municipais maior capacidade de articulação política e competência gerencial para se habilitarem a cumprir promessas de campanha.

 Anteriormente, as eleições brasileiras, municipais, estaduais e federal, constituíam um verdadeiro mercado com produtos e serviços superfaturados.  Esse modelo entrou em crise com a Operação Lava a Jato e suas derivações.

As eleições deverão acontecer sem espetáculos midiáticos. Isso será muito bom, se tiverem candidatos capazes de debater com o eleitor propostas exequíveis e necessárias ao bem-estar da sociedade local. Na maioria dos municípios isso não acontece. Mas a tendência é, se forem mantidas essas regras e houver fiscalização isenta e os tribunais eleitorais atuarem com diligência, isenção e agilidade, produzir significativa mudança no comportamento eleitoral.


Espera-se que as eleições de outubro próximo sirvam, sim, de modelo para as eleições de 2018 e possam colaborar para o amadurecimento do sistema político brasileiro, tornando o eleitor mais crítico, seletivo e comprometido com o futuro de seu município e os partidos sejam mais decentes e ofereçam ao eleitor candidatos competentes, honestos e capazes de cumprir o que prometerem. 

Essa é a utopia por trás das próximas eleições. Espera-se que possam mudar a realidade política brasileira. É certo que não serão mudanças estruturais, mas serão um bom começo para um processo de transformação mais profunda. 

Cabe ao eleitor decidir se quer um novo município e construir uma nação digna de seus filhos e descendentes.

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