quarta-feira, 23 de junho de 2010

SEGURANÇA PÚBLICA E PAZ SOCIAL

Os desafios gerenciais dos diversos sistemas de governança que desembocam em ações consideradas de segurança pública são crescentes e complexos. Segurança pública é um fenômeno social ainda não estudado com a devida profundidade pelos acadêmicos e os elaboradores de políticas públicas. Na prática, as atenções se reduzem a ações policiais.

Mas, quando analisamos o processo social e as ações institucionais para promoverem a chamada segurança pública, verificamos que apresenta uma complexa diversidade e ocorre de forma interdependente, permeando praticamente todas as instituições sociais, cujas ações ensejam demandas diretas e indiretas de segurança nos espaços públicos.

As transformações sociais ocorridas nas sociedades contemporâneas nas últimas décadas implicaram ações específicas dos Estados nacionais, para atenderem necessidades de segurança pública, procurando criar condições para a paz social, ou em outras palavras, viabilizar o convívio pacífico entre os diversos grupos sociais e instituições que compõem essas complexas sociedades.

O raciocínio sobre segurança pública necessita, por sua natureza e abrangência, ter uma conotação estratégica, mas com implicações operacionais bem objetivas. E, por atender necessidades dos mais variados setores da sociedade e aos interesses do Estado, exige um nível de competência na execução de suas ações muito apurado.

Estamos, portanto, diante de um desafio gerencial de grande envergadura. A sociedade contemporânea não conseguirá se movimentar pelas vias do convívio solidário se não tiver à sua disposição serviços públicos e privados que promovam a segurança pública e a conseqüente paz social.
E, por mais paradoxal que pareça, suas ações precisam irradiar influência positiva sobre ambientes privados, minimizando a violência doméstica e outras formas de ilícitos que neles ocorrem, daí seu caráter também preventivo, mas de cunho educativo e cidadão.

A organização de sistemas de segurança pública nas complexas democracias contemporâneas está se tornando um grande desafio para os engenheiros organizacionais.
Terão de desenvolver arquiteturas organizacionais e modelos de gestão que produzam resultados capazes de atender as expectativas e necessidades das mais variadas sociedades.

O estilo de vida globalizado requer ingentes esforços de governança para viabilizar a paz social e promover ações focadas na integração social. A integração social multidiversificada é uma característica do processo de interpenetração de mercados vigente e configura um novo modelo de sociedade planetária.
Dificilmente a interação humana e institucional na economia globalizada poderá dispensar ações competentes de segurança pública, voltadas para a integração entre os povos.
Daí, a interseção de sistemas de governança requererem, além de alta tecnologia, profissionais qualificados, comprometidos com o público, com formação humanista e não repressora, nem punitiva, mas preventiva e capacitados a gerenciar estrategicamente esses intrincados processos sociais.

Independemente da forma que venha a tomar as democracias na globalização, o comportamento social e a ação individual terão um peso maior nos processos decisórios dos sistemas de governo, devido sobretudo ao crescimento do valor de mercado dos direitos individuais e necessidades de consumo e atendimento à pessoa - e, lógico, do aumento dos negócios voltados para a satisfação dessas diversas necessidades enfatizadas no indivíduo.

Caminhamos para um novo ambiente, muito mais dinâmico e carente de novas competências gerenciais, para viabilizar o exercício de estilos de vida individuais e grupais, pautados em valores e comportamentos específicos e exigentes de regulamentação de novos espaços sociais e institucionais.

Por isso, entre muitas outras variáveis, a gestão da segurança pública numa sociedade multifacetada e demandante de serviços próprios torna-se estratégica.
A globalização dos mercados e as conquistas da democracia ensejam novos modelos de sociedade, que poderão se articular estruturalmente em torno da equanimidade, cuja lógica prevê a cada pessoa acessar serviços específicos e construir um projeto de vida individualizado.

A boa gestão da segurança pública garante a paz social e a realização de projetos de vida individuais. Essa deve ser uma das premissas básicas das democracias no século XXI.
É preciso construí-la, no entanto... Esse é o grande desafio gerencial.


free classified Norwich























online advertising Birmingham

Nenhum comentário:

Arquivo do blog